sábado, 10 de setembro de 2016

O mistério do vestido de Marcela Temer. Por Kiko Nogueira



FONTE:
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-misterio-do-vestido-de-marcela-temer-por-kiko-nogueira/



por : 

Eles
Rodrigo Maia é muito mais que um rostinho feio

O DCM recebeu a seguinte carta de uma leitora*:
Treze anos atrás, quando meu marido e eu dissemos “sim” um ao outro em uma cerimônia para apenas 12 amigos e parentes próximos, eu estava em um vestido branco com o meu cabelo perfeitamente penteado.
Eu havia sido arrumada, maquiada e incrementada em todos os sentidos por uma equipe de especialistas. Aquele tinha de ser o dia em que eu deveria estar mais bonita. E, em muitos aspectos, foi.
Nesses anos todos de casados, eu lamento dizer que Michel me viu muito mais em agasalhos de malhação do que em vestidos. Ele me viu de tênis muito mais do que em sapatos de salto alto. Mas eu ainda me arrumo para ele.
Há alguns dias, tivemos uma grande cerimônia oficial e eu passei dias me preparando. Fiz as unhas. Comprei roupa e sapatos. Claro, eu estava animada para ir ao Maracanã e passar uma boa impressão geral. Mas eu também queria provar ao meu marido que ainda podia surpreendê-lo.
A verdade é que, quando você é casada, tem um filho pequeno e tanta coisa para fazer, pode ser muito difícil encontrar uma razão para colocar um batonzinho ou arrumar o cabelo e fazer aquele esforço extra para ficar mais bonita.
Embora o meu marido me ache atraente, o fato é que com um pouco de esforço se pode ir um pouco mais além.
M, uma amiga de Rio Pardo, me disse que ela também tenta ficar nos trinques para o esposo.
“Eu uso um make mais natural — mesmo quando estou com delineador – porque ele prefere um look mais limpo, mais fresco. Eu também deixo meu cabelo solto perto dele porque sei que ele acha mais sexy. É muito importante para mim que eu fique atraente para o meu esposo”.
Exatamente.
Meu cabelo é comprido porque eu gosto dele assim. Mas também é porque ele gosta. Meu rosto tem pouca maquiagem pela mesma razão. Eu me depilo por ele. É estranho se vestir para o meu marido e deixá-lo ditar minhas práticas de higiene? Talvez. Mas também é prático.
Ele é o único que me importa. Ele é aquele cuja opinião eu mais prezo e valorizo. Então, sim. Ele tem a primazia sobre minha aparência. Como ele começou a vetar certas coisas, eu me visto tendo ele em mente.
Eu não me sinto mal com isso. Eu não acho que seja anti-feminista. Ele é meu e eu sou dele. Eu quero que ele me ache perfeita. Dá certo para nós.
Só não contava que o desgraçado fosse tomar tanta vaia, benza Deus.

* baseado em fatos reais.
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Sobre o Autor
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

BOULOS: ABRIR A FRENTE E CHEGA DE CONCILIAÇÃO!


FONTE:
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/boulos-abrir-a-frente-e-chega-de-conciliacao



Tem que enfiar o pé no barro

Boulos.jpg
O povo não foi para a rua defender a Dilma (Créditos: Roberto Stucker Filho/PR)
Num evento dessa sexta-feira 9/set, na sede do Barão de Itararé, Guilherme Boulos, líder do MTST, fez aguda análise, que aqui se reproduz de forma não literal.
- O Golpe quer fazer rapidamente uma regressão social inédita.
- O Golpe tem os 2/3 do Congresso para revogar a CLT: basta aprovar o PL 4 330 que terceiriza tudo; e aprovar o negociado sobre o legislado.
- Com isso, a CLT não será mais obrigatória.
- Até os militares respeitaram a CLT.
- Se aprovar os 65 anos de aposentadoria para o homem e a mulher, desindexar o reajuste do aposentado pelo salário mínimo, e acabar com a aposentadoria rural (criada pelos militares), acabou a Previdência!
- E a cereja do coquetel: a PEC 241, que rasga a Constituição e toda a rede de proteção social na Educação e na Saúde: em dois anos eles podem destruir o legado de 13 anos!
- Hoje, defender a Constituição do Ulysses, de 1988, passa a ser revolucionário!
- O que fazer?
- Há dois desafios.
- Montar a mais ampla possível frente política de resistência.
- E construir um novo projeto.
- Um novo projeto que confronte e desagrade.
- Não dá mais para conciliar.
- Retomar os velhos projetos: não dá para fazer Reforma Agrária com a Kátia Abreu; Reforma Urbana com a Odebrecht; Reforma Tributária com os bancos; nem regular a mídia se o Governo dá dinheiro à Globo.
- E tem que ter o caldo da rua, com mobilizações quase diárias.
- Trazer para as ruas quem ainda não foi para as ruas.
- O trabalhador não defendeu a Dilma e assistiu ao Golpe como se fosse uma briga de políticos.
- É preciso fazer uma auto-crítica: por 20 anos, uma parte da Esquerda se descolou das disputas da consciência e tirou o pé do barro.
- Hoje quem vai ao povo são os evangélicos, que suprem o papel da Esquerda.
- O trabalhador vai para a rua para defender seus direitos.
- É possível massificar a resistência ao Golpe e talvez derrotá-lo.
- Com um projeto de radicalização da Democracia.
- Sem cair nas ciladas da conciliação.
- Com a perspectiva de que não é mais possível pactuar com a Direita.
- Antes tarde do que mais tarde.
A partir de memória do PHA