terça-feira, 10 de maio de 2016

Stédile: o Papa é contra o Golpe!



FONTE:
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/stedile-o-papa-e-contra-o-golpe




Não dá para confiar num Judiciário que tem o Gilmar Mendes !


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Juíza Kenariki e Letícia Sabatella entregam ao Papa as cartas contra o Golpe
O Conversa Afiada entrevistou, por telefone, nessa terça-feira, 10/maio, Joao Pedro Stedile, líder do MST, que realizou protestos contra o Golpe, hoje, em todo o país.

Stedile descreve a audiência que promoveu com o Papa Francisco I para tratar do Golpe e a critica do Papa a esse Golpe das “forças do capital”, na expressão dele.

Ele descreve as quatro propostas políticas que os movimentos populares avaliam para o que fazer depois do Golpe.

Ele considera que, no momento, o trabalhador ainda não foi para as ruas.

Foram para as ruas os trabalhadores organizados.

Quando sentirem na pele os efeitos do programa neoliberal do Temer, aí, os outros trabalhadores vão para as ruas.

O problema de encontrar uma saída política é o tempo, diz ele: conseguir alcançá-la até 2018.

Stedile observa que os partidos políticos, como o PT, perderam a capacidade de mobilizar as ruas e, hoje, humildemente, se submetem a seguir os movimentos sociais.

Leia a integra da entrevista ou ouça CLICANDO NO  LINK DA FONTE ACIMA

Puf! O Temer não se sustenta




FONTE:
http://www.conversaafiada.com.br/politica/puf-o-temer-nao-se-sustenta



Como fazer eleição? É o de menos. A eleição está nas ruas

luz e cafe
Temer está mais para Carlos Luz do que para Café Filho, que traiu Vargas
Quando o carro sai da estrada, ele sai capotando morro abaixo e quando se choca com uma reentrância do morro, bate, sobe e adquire mais velocidade.

No próximo choque com a encosta, o choque é mais violento e a velocidade se acelera ainda mais.

Até se esborrachar lá embaixo.

Foi o que aconteceu com as instituições.

O que provocou a capotagem foi retirar o pilar que sustenta o carro da Democracia.

É o respeito à soberania popular, o que, no presidencialismo, significa respeitar o mandato do Presidente da República eleito pelo povo em voto livre e secreto.

Não se trata de preservar o mandato de “a” ou “b”, mas o princípio central que organiza as instituições do país.

Se alguém trinca o sistema na sua base, se este princípio é violado, o todo se parte – e se esborracha lá embaixo, em destroços que não se recompõem mais.

As instituições públicas se desgovernaram porque o carro principal capotou e com ele capotaram todos: Justiça, Ministério Público, Executivo, Legislativo.

Estão em pedaços.

O Presidente do Senado desqualifica uma decisão do Presidente da Câmara com o argumento de que foi “uma brincadeira”.

Um ministro do Supremo diz que a decisão do Presidente de uma casa do Legislativo não passa de  “uma operação Tabajara”!

(O Presidente da Câmara não é o energúmeno que o PiG descreveu. Waldir Maranhão foi Reitor da Universidade Estadual do Maranhão. Se fosse mais branco e tivesse um sobrenome ítalo/paulista, ou um germânico/gaúcho não teria sido vítima de discriminação, como foi!)

E tudo agora se faz sem a mínima formalidade, um mínimo de decoro que não arranhasse pelo menos o verniz.

Não há perspectiva.

As instituições foram todas desqualificadas na capotagem.

O Brasil está submetido ao alvedrio, à vontade, aos interesses muitas vezes inconfessáveis dos que, momentaneamente, estão à frente das instituições apodrecidas.

Prevalecem o cinismo e a hipocrisia.

O Eduardo Cunha tem o direito de destituir a Presidenta da República, sem crime de responsabilidade.

Mas, o Flávio Dino não pode conversar com o deputado federal de seu Estado, o Maranhão, no exercício da Presidência da Câmara.

Os dois, Dino e Maranhão, por acaso, no exercício de seus mandatos conferidos pelo voto!

Só tem uma saída!

Eleição!

Como fazer a eleição?

Isso é o que menos importa.

Como?

Alguém acha o caminho.

O importante é que a eleição já está nas ruas.

Com plebiscito, sem plebiscito, com PEC, sem PEC.

Com Dilma, sem Dilma.

Vai ter eleição.

O Temer não tem como formar um ministério.

Tem mais gente que recusou ser ministro do que gente que aceitou ser ministro.

Como chegar ao Palácio para despachar com o Presidente e sentar na mesa com os ministros da Casa?

O Jucá, com o Geddel, com o Eliseu Padilha - que o ACM chamou de Eliseu “Quadrilha” e ele jamais processou o ACM - e o gatinho angorá, que mereceu do FHC, segundo o ACM, uma descrição definitiva: “o Moreira não pode ficar em lugar que tenha cofre”. 

E ele jamais processou o FHC – ou o ACM.

E todos esses somados não têm voto de suplente de vereador.

O Temer já demonstrou que não sabe o que faz.

Não tem estatura moral nem política para chefiar a Nação que está destroçada na base da ribanceira.

Temer está mais para Carlos Luz – que foi presidente por três dias – do que para Café Filho, que traiu Vargas e se encontra na lata de lixo da Historia.

A eleição não depende mais de a Dilma assumir a responsabilidade histórica de dar um significado político à derrota, como fez Vargas.

Ela está na chapa do Temer, na verdade.

Dilma também não esteve à altura da crise.

Como diz o Delfim, quando resolveu – sabe-se lá por quê – desapoiá-la: não existe Presidencialismo sem Presidente!

A eleição se fará com ela, sem ela, com PEC, ou com plebiscito.

Não tem alternativa.

A ingovernabilidade é total!

As lideranças políticas sobreviventes  – por onde anda o Lula? -, no Congresso, no Supremo encontrarão uma forma.

A forma é o de menos.

A eleição já está nas ruas.

Paulo Henrique Amorim