sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

'Ju-lee-oh' César chega ao Toronto FC e revela consulta a Felipão e Parreira

Clube posta pronúncia correta de 'Julio' em site, e brasileiro se diz impressionadocom estrutura: 'Melhor do que muitas na Inglaterra'. Goleiro disputará liga dos EUA

Por Toronto, Canadá

Julio César já tem time para jogar e se preparar para a Copa do Mundo. Emprestado pelo Queens Park Rangers ao Toronto FC até 31 de dezembro, o titular da seleção brasileira foi apresentado nesta sexta-feira pelo clube canadense, que disputa a MLS (principal liga de futebol dos Estados Unidos). No site oficial, o clube explicou a correta pronúncia do nome do goleiro: "ju-lee-oh".

– Antes de aceitar eu falei com (o técnico da Seleção, Luis Felipe) Scolari e com (o coordenador técnico Carlos Alberto) Parreira. O Parreira trabalhou aqui e conhece bem a liga, que está crescendo. Foi o que ele me falou quando conversamos. Estou muito feliz em chegar ao Canadá e agradeço ao Toronto. Quero começar a trabalhar com os colegas em meu novo clube. É uma nova experiência, um novo país, uma nova cidade, e espero aprender rápido sobre o clube e sobre a liga.


Julio César com a camisa do Toronto FC (Foto: Divulgação) 
Julio César com a camisa de número 30 do 
Toronto FC: 'Espero aprender rápido sobre 
o clube e a liga' (Foto: Divulgação)

O brasileiro foi recebido pelo diretor de futebol Tim Bazbatchenko e pelo técnico neozelandês Ryan Nelsen, com quem jogou no QPR na temporada passada. 

– Conheço Ryan Nelsen muito bem, e ele me disse que a porta estava sempre aberta para mim no Toronto – afirmou.

Na recepção, elogio: 'Goleiro de verdade'


Julio Cesar no Toronto FC (Foto: Reprodução)Julio Cesar elogiou a estrutura do Toronto FC: 'Dou parabéns ao clube' (Foto: Reprodução)
Julio exibiu a camisa 30, elogiou a estrutura do clube e falou sobre a recepção que teve. 

– A primeira coisa que pedi aqui foi para conhecer o centro de treinamento. Fiquei impressionado. É muito melhor do que muitos na Inglaterra. Tem um monte de coisas. Parabéns ao clube.

A contratação faz parte do projeto do Toronto FC para conquistar "reconhecimento internacional", como definiu o dirigente Tim Bazbatchenko. Recentemente, a equipe contratou dois jogadores de nome para reforçar o elenco: o meia Michael Bradley, da seleção americana, e o atacante inglês Jermain Defoe, que também atua na seleção de seu país.

Bem-humorado, o novo reforço do Toronto FC revelou ter sido chamado por um novo companheiro de "goleiro de verdade". Ao ser perguntado sobre a preparação para a Copa do Mundo, Julio disse estar "animado".  

Em busca de ritmo de jogo, o brasileiro agora viaja para a Flórida, nos Estados Unidos – onde a temperatura é mais elevada que a do rigoroso inverno canadense – para iniciar os treinamentos. 

Julio César Toronto FC (Foto: Reprodução / Twitter ) 
Julio César na apresentação em Toronto: 
goleiro viaja para a Flórida para se juntar 
ao grupo (Foto: Reprodução / Twitter )

A última partida oficial de Julio César foi no dia 4 de janeiro, na derrota do QPR por 4 a 0 para o Everton, pela Copa da Liga Inglesa. Com o rebaixamento do time para a Segunda Divisão de 2013/2014, Julio atuou apenas uma vez depois do título da Copa das Confederações.

O goleiro foi convocado por Felipão na última terça-feira para disputar o amistoso contra a África do Sul, dia 5 de março, o último antes da convocação final para a Copa do Mundo, dia 7 de maio.
Fundado em 2006, O Toronto FC disputa a MLS desde 2007, mas nunca chegou aos playoffs do campeonato. Na temporada de 2013, terminou na penúltima colocação da Conferência Leste, com apenas 29 pontos em 34 rodadas disputadas.




FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2014/02/julio-cesar-e-apresentado-pelo-toronto-fc-e-recebe-camisa-30.html

'Existe o risco de perdermos a Copa', diz presidente do Inter sobre impasse

Giovanni Luigi deixa claro que clube não vai arcar com os custos para montagem das estruturas temporárias, estimados em cerca de R$ 30 milhões

Por Porto Alegre

estádio Beira-Rio (Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)Inter diz que vai ceder Gigantino e outras áreas para estruturas temporárias, mas não vai entrar com dinheiro (Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)
 
O presidente do Inter, Giovanni Luigi, escancarou nesta sexta-feira o impasse sobre quem arcará com os custos das estruturas temporárias do Beira-Rio durante a Copa do Mundo. Segundo o dirigente, as dúvidas sobre quem pagará a conta estimada em cerca de R$ 30 milhões ameaçam a realização do evento em Porto Alegre.

– Existe, sim, o risco de perdermos a Copa. E ele não é pequeno – disse Lugi em entrevista à Rádio Gaúcha.

As estruturas temporárias vão abrigar, no entorno do Beira-Rio, as áreas de imprensa, energia, tecnologia da informação e segurança, entre outras, necessárias para a organização da Copa.  Fazem parte das despesas, por exemplo, gastos com assentos, tendas, plataformas, passarelas, cercas, iluminação, cabos, mobiliário e  divisórias. Itens que serão desmontados após a realização dos jogos, sem deixarem um “legado” para a sociedade.

Por contrato, o dono do estádio deveria ser o responsável pelo investimento estimado em cerca de R$ 30 milhões. O compromisso foi assumido com a Fifa em 2007 e dois anos depois um aditivo foi assinado. Na maioria das cidades-sedes, o poder público é quem administra ou delega o gerenciamento dos estádios. Como o Beira-Rio é particular, a responsabilidade seria do Inter. Mas o presidente do clube deixou bem claro que não vai pagar essa conta. 

– A parte que o Internacional vai pagar é a maior de todas. Além do estádio, estamos cedendo todas essas áreas (Gigantinho, Centro de Eventos e edifício-garagem) para as estruturas temporárias. As outras questões referentes a estruturas temporárias, o Inter não assumirá.

O Inter quer dividir a conta com a Prefeitura de Porto Alegre e o governo do Estado. O assunto vem sendo discutido em várias reuniões entre as partes. O secretário extraordinário da Copa do município, João Bosco Vaz, disse à Rádio Gaúcha que não há segurança jurídica para bancar esses investimentos com dinheiro público.

– É um problema que não é difícil de ser resolvido e que é de toda a sociedade gaúcha. Se a Copa não acontecer aqui, o Internacional já tem o seu estádio novo, moderno. Será uma perda para o Internacional? Claro que será. Mas eu entendo que, nós gaúchos, como sociedade, perderemos muito mais – acrescentou Luigi.

Em outubro do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) propôs duas ações à Justiça para evitar gastos públicos com estruturas temporárias e serviços de telecomunicações na Copa de 2014. Para o órgão, os custos devem ser arcados pela Fifa e pelo Comitê Organizador Local (COL) do Mundial.

Na próxima segunda-feira, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Vacke, virá a Porto Alegre e deve tratar do assunto em reunião com o vice- governador, Beto Grill, e o prefeito da capital, José Fortunati. O prazo para entrega das estruturas temporárias é 22 de maio.


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