segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Final do Grand Prix: Brasil tenta evitar tetra dos EUA e encara invicta China

Seleção feminina disputa fase final do torneio no país onde ganhou três dos oito títulos; Sérvia Itália e Japão também disputam a fase final

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Das 20 seleções que começaram a disputa do Grand Prix, restam seis que a partir do próximo dia 28 e até o dia 1º de setembro começam a decidir em Sapporo, no Japão, o título da 20ª edição do torneio feminino de vôlei. Com o final da fase classificatória, no último fim de semana, avançaram na ordem de classificação China, Brasil, Sérvia, Estados Unidos e Itália. Com lugar garantido por ser a sede da etapa, o Japão ficou em sexto lugar.

Esta será a quinta vez que o Japão vai sediar a fase final do Grand Prix. Nas últimas três vezes, 2005, 2008 e 2009, o Brasil foi campeão. Segundo colocado no ano passado, o time de José Roberto Guimarães é o maior vencedor da competição - oito títulos - o último em 2009. Nesta fase final, todas as seis seleções se enfrentam. O campeão será quem fizer a melhor campanha. Das equipes que avançaram, o Brasil só enfrentou os Estados Unidos - venceu por 3 a 1. Para o treinador das brasileiras, a fase final será um bom teste. Confira uma análise dos times finalistas.
Lang Ping treinadora da China Grand Prix de vôlei (Foto: Divulgação / Fivb) 
De volta à China, Lang Ping classificou o time invico para as finais do Grand Prix  (Foto: Divulgação / Fivb)
 
China
Única invicta da competição, com nove vitórias, a China buscou a técnica Lang Ping em abril, após resultados decepcionantes nos últimos anos. Ex-estrela do vôlei chinês, ela já havia dirigido a equipe e tem no currículo um período à frente dos Estados Unidos, entre 2005 e 2008, quando perdeu a final da Olimpíada de Pequim para o Brasil. Para o Grand Prix, Ping aproveitou a base dos Jogos de Londres e convocou atletas jovens, já pensando nas Olimpíadas de 2016. A ideia era não depender tanto da veterana Na Wang. Está dando certo. Nas nove vitórias, perdeu apenas seis sets, e alcançou a melhor campanha da seleção na primeira fase do torneio. Um time equilibrado, que tem em Ting Zhu a sua maior pontuadora, com 128 pontos - oitava maior do torneio.

Kelly Murphy Estados Unidos Grand Prix de vôlei (Foto: Divulgação / Fivb) 
Kelly Murphy é a principal atacante dos EUA no Grand Prix  (Foto: Divulgação / Fivb)
 
EUA
 Primeira colocada no ranking, a seleção dos Estados Unidos venceu as três últimas edições do Grand Prix. Vai tentar manter o título sob o comando de Karch Kiraly, maior jogador da história do vôlei de praia, que foi assistente técnico do time vice-campeão olímpico. Chegar ao quarto título seguido será uma façanha que nenhuma seleção alcançou - o Brasil também tem três títulos seguidos. Kelly Murphy é a principal atacante, com 45% de aproveitamento, o segundo melhor desempenho no torneio. Sofreu apenas uma derrota na fase classificatória, para o Brasil.
 
Opinião: veja algumas figuras que podem complicar a vida das brasileiras nas finais

Itália

Outro time com treinador recente é a Itália, que ficou em 10º lugar no último Grand Prix - sua pior participação. Ex-comandante da seleção feminina júnior, Marco Mencarelli tenta resgatar os bons tempos da azzurra com muitas caras novas, não necessariamente jovens. Eleonora Lo Bianco, Francesca Piccinini e Simona Gioli foram sacadas, enquanto Antonella Del Core se aposentou. As apostas estão na atacante Martina Guiggi e em Monica De Gennaro, que tem a melhor recepção do torneio. Perdeu duas vezes no torneio.

Monica De Gennaro Itália Grand Prix de vôlei (Foto: Divulgação / Fivb) 
Monica De Gennaro é uma das apostas da Itália na fase final do Grand Prix (Foto: Divulgação / Fivb)
 
Sérvia
A Sérvia é outra seleção que tenta apagar a má campanha no último Grand Prix, quando ficou em 11º. Sofreu duas derrotas na fase de classificação, para Estados Unidos e China, chegando em terceiro lugar, atrás de China e Brasil. Impulsionadas pelo time masculino nos últimos anos, a Sérvia tornou-se uma das forças do vôlei feminino. Porém, ainda precisa de um grande título fora da Europa - venceu a liga do continente entre 2009 e 2011 e conquistou o European Champs em 2011, ano em que ficou em terceiro lugar no Grand Prix. Seus pilares são Brankica Mihajlovic e Jovana Brakocevic, entre as cinco melhores atacantes do torneio, e Milena Rasic, a segunda melhor bloqueadora. 

Japão
Shinnabe Risa Japão Grand Prix de vôlei (Foto: Divulgação / Fivb) 
Shinnabe Risa tem o melhor desempenho entre as atacantes do Grand Prix (Foto: Divulgação / Fivb)
 
As japonesas vêm embalados pelos bronzes no Mundial de 2010 e nos Jogos de Londres - o primeiro pódio olímpico desde 1984. O técnico Masayoshi Manabe trocou a capitã Erika Araki pela atacante Saori Kimura. Shinnabe Risa tem o melhor rendimento entre as atacantes do Grand Prix - 45,19%. O time tenta superar sua melhor performance no Grand Prix - dois quarto lugares, sendo o último em 1997.

A Rússia será a grande ausência desta fase final - fcou em sétimo lugar, com duas derrotas. Mas teve na oposta Gohcharova a jogadora que mais pontuou na competição, com 184 pontos. Neste quesito, a melhor brasileira foi Fernanda Garay, com 141 pontos. Gabi ficou em quarto entre as principais passadoras e Dani Lins em terceiro, entre as levantadoras. 

Confira os destaques da fase classificatória:
Maior pontuadora: Goncharova (Rússia)
Melhor atacante: Shinnabe (Japão)
Melhor bloqueadora: De Kruijf (Holanda)
Melhor sacadora: Darnel (Turquia)
Melhor defensora: Castillo (R. Dominicana)
Melhor passadora: Rabadzhieva (Bulgária)
Melhor levantadora: Tomkom (Tailândia)


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2013/08/grand-prix-brasil-tenta-evitar-tetra-dos-eua-e-encara-invicta-china.htmlTE:
 

Após ser massacrada por Serena, Azarenka reage e é campeã em Cincy

Tenista de Belarus sofre no 1º set, mas aplica virada incrível para faturar pela 1ª vez o título em Cincinnati. Americana ficou a dois pontos da vitória

Por GLOBOESPORTE.COM Cincinnati, EUA

Foi uma final de altos e baixos o duelo entre Serena Williams e Victoria Azarenka, no WTA de Cincinnati, mas quem levou a melhor neste domingo foi a número 2 do mundo. Depois de ser amplamente dominada no primeiro set, a tenista de Belarus aproveitou o alto número de erros da líder do ranking e devolveu o placar da parcial anterior com a mesma vantagem: 6/2. No set decisivo, que só foi decidido no tie-break, Vika levou a melhor por 8 a 6, conquistando pela primeira vez o torneio. A americana teve a chance de fechar o jogo no game de desempate quando, a dois pontos da vitória, sacaria duas vezes, mas teve que se contentar com o troféu de vice-campeã.

victoria azarenka cincinnati tenis (Foto: Reuters) 
Azarenka deixa atuação fraca no primeiro set para trás para se tornar campeã em Cincinnati (Foto: Reuters)]
 
Azarenka praticamente não entrou em quadra no primeiro set. Nos seis primeiros games, com Serena em vantagem por duas quebras, a tenista de Belarus pontuara apenas seis vezes. Em 26 minutos, Serena detonou a número 2 do mundo perdendo apenas três pontos quando tinha o serviço em mãos. A americana venceu o primeiro set com folga mesmo jogando com uma proteção na região do abdômen, onde sentira um desconforto na semifinal contra Na Li.

O intervalo entre os sets pareceu ter feito bem para Azarenka. De cara ela quebrou o saque da rival com uma grande devolução na quina da quadra. A 2ª do ranking foi ganhando confiança à medida que o saque entrava mais. Ao mesmo tempo, Serena se desconcentrou um pouco e errou bem mais, cometendo quase o triplo dos erros não forçados que a rival na parcial (26 contra 9). Em um momento de alta tensão em quadra, as duas fizeram um game de quase 20 minutos, em que Serena salvou sete break points em meio a 13 igualdades. Em seguida, a americana teve um triplo break point que, se convertido, diminuiria o marcador em 4/3. Mas não foi o que aconteceu. Azarenka conseguiu virar e depois fechou o set, com outra quebra.

serena williams cincinnati tenis (Foto: Reuters) 
Apesar do domínio no primeiro set, Serena ficou com o vice-campeonato (Foto: Reuters)
 
Serena pode ter sido vítima novamente do incômodo no abdômen, por isso a queda brusca de rendimento. O fato é que a americana vibrava bastante com cada ponto importante no último set. Azarenka fazia o mesmo. E as duas comemoraram com vigor quando conseguiram converter um break point cada. Com o 4/4 no placar, Serena teve a chance de ouro de fechar o jogo. Ela conquistou uma quebra ao desafiar uma bola que a tenista de Belarus mandou para fora, quando o juiz de linha dera o ponto para a número 2 do mundo. Quando sacava para o jogo, também foi quebrada.

O jeito foi definir no tie-break quem ficaria com o título. Azarenka subiu bem à rede e levou pontos cruciais dessa forma. Já Serena distribuiu bem os golpes pelos lados da quadra e foi agraciada com uma bola da adversária na rede. Liderando por 5 a 4 e com dois saques por fazer, a número 1 do mundo bobeou: atacou para fora quando tinha a quadra vazia e em seguida cometeu uma dupla falta. Azarenka teve a mesma oportunidade de vencer que a adversária, a dois pontos da vitória e com dois saques por realizar, mas demorou um pouco mais de tempo para soltar o sorriso, após mandar uma bola para fora. Somente depois de um ataque de Serena na rede é que a tenista de Belarus faturou o título.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2013/08/apos-ser-massacrada-por-serena-azarenka-reage-e-e-campea-em-cincy.html