segunda-feira, 16 de abril de 2012

Articulado, Jadson freia empolgação e espera ter tempo para se adaptar

Volante de 18 anos, que já é noivo, agradece atenção do grupo na estreia, diz que a ficha não caiu e ressalta que tem longo caminho a percorrer

Por André Casado Rio de Janeiro

Como o próprio classificou nas entrevistas logo após o jogo, tudo foi muito rápido para Jadson. 
Apesar do destaque no time de juniores do Botafogo, o máximo que havia se aproximado dos profissionais era em coletivos contra os reservas. Chamado por Oswaldo de Oliveira para compor o grupo na última semana, viu a chance cair no colo com a dúvida sobre Lucas Zen, que não treinou por dois dias e não foi relacionado contra o Boavista. A euforia, no entanto, já deu lugar à racionalidade. O volante sabe que as vagas no setor têm dono e que ainda precisa melhorar para garantir seu espaço.

- Fiquei muito feliz, claro, acho que a ficha não caiu e vai demorar a cair. Pena que não vencemos. Um momento especial como esse a gente guarda para sempre. Mas, apesar de ter sido tudo rápido, as coisas têm de ser com calma. Estou me adaptando ao profissional. Com o tempo, vou evoluindo e as coisas vão fluindo naturalmente - acredita o jogador, de 18 anos, que diz ter recebido muito apoio dos jogadores mais experientes, o que tornou sua estreia mais fácil.

Volante Jadson  - Botafogo (Foto: André Gustavo /globoesporte)Volante Jadson, em entrevista coletiva no Engenhão (Foto: André Casado / GLOBOESPORTE.COM)
- Todos falaram comigo, Loco, Caio, Andrezinho, William... até o professor (Oswaldo) falou muito comigo, então acho que entrei até mais tranquilo do que deveria - brincou.

Natural de Brasília, Jadson disputou um torneio de escolinhas no Rio e foi levado para o CFZ, clube de Zico. Passou por outras equipes até chegar ao Glorioso, em janeiro de 2011. Logo, apesar de ser mais novo que os companheiros, virou titular e conquistou o Carioca de juniores. A maturidade e a ousadia chamaram a atenção até de Fellype Gabriel, que conversou com Oswaldo a respeito.

- Quase ninguém conhecia ele. Mostrou personalidade, sabe dar um bom passe. Quando Oswaldo me perguntou, respondi na hora: pode botar, porque a qualidade dele no treino foi grande, foi muito seguro. Depois da partida, dei os parabéns. Tomara que tanto ele como o Renan (Lemos, lateral-esquerdo) continuem a nos ajudar dessa forma - afirmou o meia.

Chama a atenção o fato de que o jovem jogador, que demonstra articulação nas colocações sobre os assuntos, já decidiu com quem vai se casar: trata-se de Juliana, de quem é noivo há cinco meses. A explicação para a precocidade não deixa dúvidas:

- Não escolhemos a hora de amar.

A princípio, Jadson segue com o elenco principal, mas seu aproveitamento na base ainda deve acontecer eventualmente. Segundo o ele mesmo, não há confirmação oficial sobre seu futuro. Só espera ter deixado uma boa impressão para não ser esquecido.

FONTE:
 http://globoesporte.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2012/04/jadson.html

'Vou guardar para a vida inteira esse momento', diz Jaqueline, campeã

Ponteira comemora seu primeiro título com capitã e diz que agora pode esquecer todas as dificuldades que passou após lesão na coluna

Por Danielle Rocha Rio de Janeiro
 
Jaqueline na final da Superliga Osasco x Rio (Foto: Maurício Val / Vipcomm)Jaqueline extravasa após a vitória
(Foto: Maurício Val / Vipcomm)
 
A alegria mais parecia a de uma debutante no pódio da Superliga. Apesar dos cinco títulos no currículo, era assim que Jaqueline se sentia. A carreira marcada por recomeços constantes tinha mais uma página de superação. Agora, ela diz que pode esquecer os dias que passou chorando depois daquela lesão na coluna sofrida no Pan de Guadalajara, em outubro. E pretende se lembrar para sempre do sábado em que comemorou a vitória do Osasco sobre o Rio de Janeiro, e que coube a ela erguer seu primeiro troféu como capitã.

- Não tem sensação que explique isso! Vou guardar para a vida inteira esse momento. A sensação aqui foi tão boa... É um dia especial por tudo o que passei, por todas as dificuldades que agora vou poder esquecer. Pude ajudar a minha equipe sem ter tido nenhum problema. Hoje é um começo mesmo. Foi um título mais do que merecido para todas - comemorava.

A campeã olímpica não economizou elogios às companheiras de time. Gostou da postura das mais jovens, da cabeça erguida, do comprometimento e união do grupo. Tão unido, que se juntou num cantinho da quadra para dançar junto. A torcida agradecia, ia no embalo delas e pedia em coro para que Jaqueline ficasse no Osasco. Por enquanto, ela só consegue pensar na lista de convocadas para a seleção brasileira.
- Se eu for chamada, quero poder contribuir mais ainda!

Antes de ir novamente ao encontro dos torcedores, que pediam por mais fotos e autógrafos, Jaqueline falou sobre a despedida de Fernanda Venturini. As duas jogaram juntas no Rio de Janeiro na temporada 2005/2006.


- Infelizmente foi o adeus de uma jogadora com tantos títulos e que é tão respeitada. Fernanda não ganhou neste sábado, mas foi um exemplo de superação, sentiu dores e chegou na final. Esse título é um pouco dedicado a ela pelo que fez aqui e na carreira - elogiou.

Jaqueline na final da Superliga Osasco x Rio (Foto: Maurício Val / Vipcomm)Jaqueline ergue o troféu pela primeira vez como capitã (Foto: Maurício Val / Vipcomm)
 
FONTE: