quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Presidente do Botafogo revela possível criação do G-4 do Rio


Com projeto apresentado aos quatro grandes do Rio por uma agência, Maurício condena modelo atual e diz ter o apoio do presidente da Ferj

Por Thales Soares Rio de Janeiro

Na busca por uma fórmula mais rentável para o Campeonato Carioca, o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, revelou uma conversa entre os quatro grandes do Rio de Janeiro para promover mudanças no modelo de negócio do futebol. Já existe uma agência trabalhando no projeto, recebido por representantes de Flamengo, Fluminense e Vasco.

Segundo Maurício, o assunto passará a ser tratado por executivos dos quatro grandes clubes. A tentativa é evitar que problemas de relacionamento entre as instituições atrapalhem a realização do novo projeto.

- Estamos conversando há algum tempo sobre isso, discutindo a possibilidade de uma liga ou um G-4, que falaria sobre tudo, campeonato, patrocinadores, eventos, marketing esportivo em ações sociais. Não é fácil sair do papel. Basta ter um problema, como o do Rodrigo Caetano entre Vasco e Fluminense ou do Thiago Neves entre Flamengo e Fluminense, para a coisa parar de andar - disse Maurício.

A expectativa é de que, desta vez, a união entre os grandes clubes do Rio funcione. Segundo Maurício, ele conta com o apoio de Rubens Lopes, presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). Reuniões entre os executivos serão agendadas para que o projeto da agência seja aprimorado.

- Tive duas conversas com o Rubinho, quando ele estava doente. Disse que não dava para jogar com mil pessoas no estádio ou ter um jogo entre dois médios com dez pagantes. Ano que vem, não dá para para mudar (por causa do Estatuto do Torcedor). Mas acabou o momento de ficar no discurso. Não adianta falar em mudança se não conseguir sentar e conversar - explicou Maurício.

Um dos passos para fazer a mudança do modelo atual é a saída do Clube dos 13. Depois de mandar um ofício no começo do ano passado informando a desfiliação do Botafogo, Maurício aguarda o despacho da Justiça para oficializar a sua saída. A audiência aconteceu no fim de janeiro e não houve representantes da entidade.

- Já fiz até a proposta para pagar o que devo. Para mim, o Clube dos 13 acabou. Esse modelo não existe mais. A vida toda, o Clube dos 13 fez política quando deveria tratar de futebol - comentou Maurício.

Presidente do Flu torce para que iniciativa dê certo


O presidente do Fluminense, Peter Siemsen, afirmou que por enquanto há apenas uma comissão criada por Maurício Assumpção para avaliar possíveis mudanças no Campeonato Carioca. E que destacou dois membros do Tricolor para ajudá-lo nessa missão. Ao ser perguntado se essa comissão pode se transformar em um G-4, o dirigente mostrou-se esperançoso.

- Tomara que sim. É uma ótima ideia ter essa união comercial entre as equipes. Seria importante para todos os clubes que estão tendo prejuízo. Outro dia li que o Flamengo pagou para jogar todos os jogos. É um sinal de que a fórmula não é correta.

A presidente do Flamengo, Patricia Amorim, recebeu de Mauricio Assunção um documento e, através de sua assessoria de imprensa, disse "que está em processo de discussão".

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2012/02/presidente-do-botafogo-revela-possivel-criacao-do-g-4-do-rio.html

Peter Siemsen põe panos quentes em polêmica: 'A culpa não é do Botafogo'


Presidente do Fluminense diz que Carioca inchado acarreta em vários jogos deficitários e, por isso, gasta-se muito com taxas no Engenhão

Por Edgard Maciel de Sá Rio de Janeiro

Peter Siemsen (Foto: Gabriel Fricke)Peter Siemsen, presidente do Fluminense
(Foto: Gabriel Fricke)

O presidente do Fluminesne, Peter Siemsen, tratou de pôr panos quentes na polêmica inciada com Maurício Assumpção, mandatário do Botafogo. Em entrevista ao jornal "O Globo", Peter dissera que o Tricolor não deveria pagar taxa de aluguel para jogar no estádio, "já que gera receita para o concessionário, levando torcida, que come hambúrguer e paga estacionamento". Nesta quarta, Assumpção mostrou-se irritado e lembrou que o Fluminense também lucra com telão e praça de alimentação quando joga no estadio.

- O Fluminense paga, sim, para jogar no Engenhão. É só olhar os números da Taça Guanabara. Não sou eu que digo, são eles (os números). Pagamos para jogar em todas as rodadas, com exceção da final. Veja bem, não estou criticando o Botafogo. O problema é a fórmula do Carioca, com muitos jogos em sequência que geram prejuízo. Por conta desse excesso, o público é sempre pequeno. Eu pago pelo menos R$ 75 mil para entrar em campo no Engenhão. R$ 40 mil de aluguel e mais R$ 35 mil de taxas. E ainda tem mais coisa. É só olhar nos borderôs - explicou Peter Siemnsen.

O presidente tricolor deu sequência ao tom conciliador lembrando que o colega alvinegro também encampa a ideia de tornar o Carioca mais enxuto.

- O ideal seria não pagar aluguel, com a presença da torcida gerando a verba necessária para isso. Mas a fórmula do campeonato não permite isso. A culpa não é do Botafogo. Só estou constatando um fato. Acontece com todos os clubes. E o fato de não termos outro estádio apto no Rio hoje, por causa das obras no Maracanã, torna as coisas mais difíceis na negociação. É até normal. Qualquer um faria isso no lugar do Botafogo. Não questiono a conduta. Até porque o Maurício é um dos que mais lutam pela mudança do formato do estadual - finalizou

FONTE:
.http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2012/02/peter-poe-panos-quente-em-polemica-nao-estou-criticando-o-botafogo.html