quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Com gols brasileiros, Al-Wahda vence na estreia do Mundial de Clubes


Representante dos Emirados Árabes faz 3 a 0 com tranquilidade e agora enfrenta o Seognam Ilhwa, da Coreia do Sul, no sábado

O Mundial de Clubes de 2010 começou com uma partida pouco inspirada entre Al-Wahda, dos Emirados Árabes, e Hekari United, de Papua-Nova Guiné. E o time da casa nem precisou de muito esforço para vencer por 3 a 0, com gols dos brasileiros Fernando Baiano e Hugo no primeiro tempo, garantindo a vaga para as quartas-de-final da competição que disputa em casa.

O duelo em Abu Dhabi teve pouca presença de público e um primeiro tempo equilibrado. O time do técnico Josef Hickersberger só passou a dominar a partir dos 30min da etapa inicial; a partir daí, gastou pouco tempo para conquistar a vitória com intervenções decisivas de dois dos três brasileiros do time titular - o terceiro era o volante Magrão, ex-São Caetano, Palmeiras, Corinthians e Internacional.

O Al-Wahda contava com o fator casa a seu favor, mas foi o surpreendente Hekari quem começou assustando mais. Primeiro, Bolatoga cabeceou o escanteio cobrado pela direita aos 6min, parando no bloqueio em cima da linha de Al Hammadi; depois, Faarodo recebeu na área aos 11min e bateu cruzado, e só não marcou porque o goleiro Adel Hosani defendeu bem.

O time da casa passou a atacar com Fernando Baiano, que criou duas boas chances pela direita, aos 14min e aos 16min - o ex-jogador de Corinthians, Flamengo, Inter e São Caetano só não marcou porque o goleiro Tamanisau defendeu as duas. Os papuásios tentaram reagir com chegadas de Faarodo pela direita, mas seus dois chutes, aos 20min e aos 26min, foram para fora.

Mas quando se impôs em campo, o Al-Wahda logo se provou superior. Primeiro, em bela jogada de Ismaeli Matar aos 32min, recebendo de Fernando Baiano pela esquerda e chutando cruzado, para fora. Depois, aos 40min, em bola que Hugo recebeu pela esquerda na entrada da área e chutou cruzado, vencendo o estático goleiro Tamanisau e abrindo o placar.

Quando tudo caminhava para um placar magro no intervalo, Fernando Baiano ampliou aos 44min, em mais um forte chute no canto. De quebra, o ex-corintiano fez um belo passe aos 9min do segundo tempo, lançando Eisa Ahmed na esquerda - o companheiro chutou com categoria, mas Tamanisau se esticou e defendeu.

O goleiro bem que tentou, mas não conseguiu evitar o terceiro gol do Al-Wahda, aos 26min da segunda etapa: após cruzamento de Hugo pela esquerda, Tamanisau foi atrapalhado pelo defensor, e a bola sobrou limpa na direita para Abdulraheem Jumaa, que apenas escorou de cabeça para assegurar a vitória.

Com o Hekari batido, o Al-Wahda esteve ainda mais próximo de ampliar, mas perdeu as melhores chances que teve. Aos 28min, o próprio Abdulraheem Jumaa recebe na esquerda e tenta por cobertura, mas batendo para fora. Depois, Diarra teve duas ótimas chances, mas mandou para fora o lançamento que recebeu aos 38min, e parou em Tamanisau no arremate aos 43min.

Àquela altura, o Hekari já estava eliminado, com o sétimo lugar. Classificado, o Al-Wahda volta a entrar em campo agora no sábado, 11 de dezembro, quando enfrenta os sul-coreanos do Seongnam pelas quartas-de-final - os dois times entram em campo às 14h (de Brasília). Antes disso, porém, na sexta-feira, Mazembe e Pachuca decidem uma vaga nas semifinais. 

Revolução no vôlei de praia brasileiro

.País vai ter Seleção Brasileira na busca por medalhas


Harley (Crédito: Divulgação/CBV) Harley aprova a nova medida que será adotada pela CBV (Crédito: Divulgação/CBV)

São Paulo
O vôlei de praia brasileiro terá grandes mudanças. Quem garante é Ary Graça Filho, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei.

- Estamos juntando patrocinadores e verba para montarmos a Seleção Brasileira de vôlei de praia. O objetivo é levar para a praia a estrutura vencedora das quadras - disse ele durante o Havaianas Summer, evento encerrado domingo.

As maiores alterações são a formação de duplas que irão representar a Seleção Brasileira e a indicação para os Jogos Olímpicos:

- Com a Seleção, vamos determinar quais duplas irão para a Olimpíada, porque as vagas deixarão de ser pessoais e passarão a ser do país. Se algum jogador ou dupla não quiser fazer parte do projeto de Seleção, está no direito. Mas não vai para a Olimpíada.

E quantas duplas farão parte do projeto de Seleção Brasileira?

- Imagino termos cinco duplas masculinas e cinco femininas atuando nesse sistema - diz Ary.

Segundo ele, o problema é a falta de comando no vôlei de praia:

- É cada um por si. Até os jogadores querem ter alguém no comando.

Melhor do mundo nos dois últimos anos, Harley aprova o plano:

- É mais uma das grandes ideias do Ary. Teremos mais apoio e estrutura. Vai favorecer demais o esporte. É uma fórmula vencedora que já deu certo na quadra. É o detalhe que faltava para melhorar ainda mais. Vai agradar a todomundo. Espero que a gente possa retribuir esse apoio.

Outra preocupação do presidente da CBV é a falta de matéria prima:

- A praia é o único setor em que não tenho renovação farta. Por isso, vamos investir bastante nas categorias menores, como infanto e juvenil, para os Jogos de 2016 pois para Londres 2012 não dá mais tempo.

E a atenção do dirigente é especial com o vôlei de praia feminino:

- Vamos buscar no vôlei de quadra algumas mulheres para a praia.
NOVO CT EM PORTUGAL SERVIRÁ DE BASE
Além das mudanças no vôlei de praia, o presidente da CBV, Ary Graça Filho, revelou outros projetos para a modalidade:

- Montaremos um Centro de Treinamento em Portugal que servirá de porto seguro para as nossas duplas. Lá os jogadores poderão treinar e ter uma base para disputar os torneios ao redor do mundo.

O local ainda está indefinido:

- Já falei com o presidente da Federação portuguesa, que é meu amigo, e estamos analisando as opções de lugar. Ter um CT na Europa será importante para diminuir o desgaste dos jogadores nas longas viagens rumo aos locais de competição.

As alterações no esporte não se restringem ao Brasil:

- Dimuiremos a importância do World Tour e aumentaremos a da Continental Cup, que congrega 150 países. Meta é difundir o esporte - finalizou Ary, que também é executivo da Federação Internacional.