sábado, 18 de fevereiro de 2017

Qual "torcida única"? Decisão da Justiça obriga Ferj a rever regulamento



FUTEBOL



Determinação judicial vai de encontro ao regulamento da Federação do Rio,
que previa divisão igualitária e de mando campo na semifinal pela melhor campanha



Por
Rio de Janeiro

Rubens Lopes encontro paz no futebol (Foto: André Durão)Rubens Lopes, presidente da Ferj, irá se reunir com os clubes antes de qualquer decisão (Foto: André Durão)


"Qual torcida estará no estádio na semifinal?". A pergunta de Eurico Miranda após a determinação de torcida única nos clássicos no Rio de Janeiro ecoou nas redes sociais e foi compartilhada por muitos torcedores. A resposta, porém, não é clara o bastante para satisfazer os curiosos. Como a medida vai de encontro ao regulamento previsto pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), existe a necessidade de debate com os clubes antes de qualquer posicionamento oficial.

O regulamento previa a escolha de mando de campo nas semifinais da Taça Guanabara pela melhor campanha na fase de grupos - na final a definição seria através de sorteio . Porém, a posição de mandante, até então, não influenciaria no número de torcedores no estádio, que seria dividido igualmente, mas sim em efeitos burocráticos (pedido de policiamento, emissão e venda de ingressos...) e na vantagem de jogar pelo empate para avançar.

+++ Por determinação da Justiça, clássicos no RJ terão torcida única

O GloboEsporte.com entrou em contato com a assessoria da Federação, que afirmou que, no momento, é precipitado apontar vantagem de torcida única aos clubes com melhor aproveitamento na competição. Ainda cabe recurso, até mesmo pelo pensamento semelhante entre as partes atingidas, mas caso a decisão não seja cassada, a cor da camisa da torcida presente no próximo clássico - que pode acontecer no dia 25 de fevereiro, entre Flamengo e Vasco - ou novas alternativas só serão conhecidas após reunião entre o presidente da Ferj, Rubens Lopes, e representantes dos clubes.

+++ Governo do Rio recorrerá da decisão judicial de torcida única nos clássicos

A determinação do juiz Guilherme Schiling, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos do Rio de Janeiro, vale para partidas realizadas no estado. A partir daí, uma opção para as equipes e Federação seria a realização dos clássicos decisivos fora do Rio.


Confira o posicionamento dos clubes:

Carlos Eduardo Pereira, presidente do Botafogo
Recebi com muita surpresa essa informação no sentido que os clubes tenham sido colocados como réu, uma vez que existe toda uma rotina de preservação em todos os clássicos. Rotina essa que é feita com os clubes, federação, forças policias, torcidas organizadas. É uma logística amplamente divulgada e sempre realizada sem nenhum problema. O que ocorreu é que ela foi quebrada no último domingo. Por ter sido quebrada, ocorreram cenas lamentáveis de violência. Se querem fazer experiência de torcida única, o Botafogo nada tem contra qualquer iniciativa em favor do pleno desenvolvimento do esporte, da segurança das pessoas, está sempre disposto a colaborar. Mas não dessa maneira

Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo
O Flamengo é totalmente contrário à implantação da torcida única nos estádios, porque entende que a medida não resolveria o problema da violência. Já vimos conflitos entre torcidas do mesmo time e conflitos entre torcidas em locais muito distantes do estádios. Nós defendemos a punição exemplar dos criminosos na pessoa física e a proibição do comparecimento desses desordeiros travestidos de torcedores aos estádios. Quanto à medida judicial de hoje, não nos resta outra atitude senão à de cumpri-la. Quando o Flamengo for notificado, avaliará a possibilidade de interpor um recurso,

Nota oficial do Fluminense
O Fluminense Football Club é contra a decisão da Justiça que determina torcida única em clássicos do Rio de Janeiro. A instituição sempre tratou os seus rivais como adversários, jamais como inimigos, e lamenta o fato de o show protagonizado nas arquibancadas estar cada vez mais comprometido. A torcida tricolor já proporcionou lindas festas ao longo dos últimos anos e elas ficam ainda melhores quando há coirmãos ao lado. Esperamos que a medida não seja definitiva e que o bom senso prevaleça, pois quem sai perdendo nessa situação é o verdadeiro torcedor.

Eurico Miranda, presidente do Vasco
Eu só quero saber uma coisa: que torcida vai para o jogo de definição? Quem vai determinar que é jogo de torcida única? Se tiver torcida única na final, não tem jogo, o Vasco não vai jogar, porque não há juiz que determine algo assim, está acima de qualquer raciocínio lógico. Tem uma coisa chamada raciocínio lógico. Não há como você cumprir essa determinação. Não quero nem entrar no mérito se é interessante ou não, isso é outra discussão, mas é algo que não existe.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/rj/serra-lagos-norte/futebol/noticia/2017/02/qual-torcida-unica-decisao-da-justica-obriga-ferj-rever-regulamento.html

Botafogo contesta pai e empresário de Emerson: "Oferta para não ser aceita"




BOTAFOGO



Diretor jurídico vê pedida "fora da realidade", com participação de direitos econômicos e bônus sobre transferências, nega afastamento e acha que tem algum clube por trás




Por
Rio de Janeiro




Emerson, Botafogo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)Emerson vê renovação distante e pode ter encerrado ciclo no Alvinegro (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


O Botafogo pediu um direito de resposta após a entrevista de Eraldo Duarte e Jailton Oliveira, respectivamente pai e do empresário de Emerson Santos, ao GloboEsporte.com no início desta semana.

Diretor jurídico de futebol do Alvinegro, Gustavo Noronha negou que o jovem zagueiro de 21 anos esteja afastado e apresentou a posição do clube, revelando detalhes da pedida por parte do jogador que, para ele, faz parte de uma estratégia para não renovar. Com vínculo só até dezembro, o defensor já poderá assinar em junho um pré-contrato com qualquer outra equipe para sair de graça no fim da temporada, e o dirigente crê que tenha um time por trás.

– O pedido de luvas é totalmente desproporcional em se tratando de um jogador formado no clube. Ademais, nos pedem participação sobre os direitos econômicos do atleta, o que não é permitido pela legislação em vigor, e bônus sobre futura transferência, que não praticamos em nenhum dos nossos contratos. É quase como se apresentassem uma oferta para não ser aceita – argumentou Noronha, que atribui o fato de o jovem não estar sendo aproveitado nas competições à decisão da comissão técnica.


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Nos pedem participação sobre os direitos econômicos do atleta, o que não é permitido pela legislação em vigor, e bônus sobre futura transferência, que não praticamos em nenhum dos nossos contratos. É quase como se apresentassem uma oferta para não ser aceita"
Gustavo Noronha, diretor jurídico do Botafogo

Na semana passada, Emerson Santos falou pela primeira vez sobre o caso ao divulgar um comunicado em que admitia estar "triste e frustrado". Na última sexta-feira, após o treino da manhã no campo anexo do Nilton Santos, ele sequer quis participar de uma gravação com todo o elenco para as transmissões da Rede Globo – assim como Canales, que também vive momento delicado internamente e está com os dias contatos em General Severiano. Pai do zagueiro, Seu Eraldo contou que o filho tem até evitado sair de casa e teme uma depressão.

Botafogo e Jailton ainda não dão as negociações como encerradas, mas a solução parece distante, uma vez que as duas partes falam línguas diferentes, e os diálogos se arrastam desde março do ano passado. Um dos maiores entraves é o valor exigido de luvas – cerca de R$ 1 milhão em duas parcelas –, considerado alto pelo Alvinegro. Durante a pré-temporada no Espírito Santos, o agente enviou uma contraproposta ao clube, que também não agradou nem um pouco. Confira a entrevista completa com o diretor jurídico do clube:

GloboEsporte.com: 
Como está a situação do Emerson Santos atualmente?
Gustavo Noronha:
É atleta do Botafogo, à disposição da comissão técnica, com contrato em vigor até dezembro desse ano.

O maior entrave para a renovação continua sendo a parte financeira?
Aparentemente sim. É preciso que o atleta queira permanecer no Botafogo, e para isso precisa negociar em bases razoáveis. As bases pedidas não são nada razoáveis.

Gustavo Noronha (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)
Noronha crê que tem algum clube por trás 
forçando a não renovação de Emerson 
(Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)


O empresário e o pai do atleta reclamaram em entrevista que está sendo usado um critério diferente com o Emerson por causa do afastamento, citando outros jogadores que continuaram jogando enquanto negociam renovações. O que o Botafogo tem a dizer?
Não há nenhum critério diferente. O Emerson está integrado ao elenco, participando de todas as atividades. O fato de não estar sendo relacionado para as competições envolve uma série de análises de ordem técnica, de foco dos nossos profissionais nos importantes campeonatos que estamos disputando, vis a vis as opções que temos à disposição do treinador.

O Cacá (vice de futebol) disse que o empresário quer prejudicar o jogador. Já o agente respondeu que se estivesse mal-intencionado teria tirado o Emerson do clube quando ele ficou oito meses sem receber na gestão anterior...
Há um pedido fora da realidade por um talentoso jogador, mas que ainda está iniciando a sua caminhada como atleta profissional. Fizemos uma proposta excelente, nos mesmos moldes que fazemos aos demais atletas que se destacam nos profissionais, oriundos das nossas categorias de base"
Gustavo Noronha, diretor jurídico do Botafogo

Há um pedido fora da realidade por um talentoso jogador, mas que ainda está iniciando a sua caminhada como atleta profissional. Fizemos uma proposta excelente, nos mesmos moldes que fazemos aos demais atletas que se destacam nos profissionais, oriundos das nossas categorias de base. Nos pedem em contraproposta algo que não é razoável, fazendo comparações que não cabem, como a que constou na entrevista que o GE publicou.

Acha que há ou não má intenção?
O pedido de luvas é totalmente desproporcional em se tratando de um jogador formado no clube. Ademais, nos pedem participação sobre os direitos econômicos do atleta, o que não é permitido pela legislação em vigor, e bônus sobre futura transferência, que não praticamos em nenhum dos nossos contratos. É quase como se apresentassem uma oferta para não ser aceita. Quanto à intenção do empresário com esse procedimento, só posso entender que seja a de tirar o Emerson do Botafogo. É o que ele parece querer desde o início.

Acredita que tenha algum clube em cima do jogador para ele não renovar e sair de graça em dezembro?
Sim, acredito.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2017/02/botafogo-contesta-pai-e-empresario-de-emerson-oferta-para-nao-ser-aceita.html