sábado, 18 de fevereiro de 2017

Em Salvador, Carnaval com Fora Temer!




FONTE:
https://www.conversaafiada.com.br/brasil/em-salvador-carnaval-com-fora-temer


"Vamos pra rua e vamos gritar!"

"Esse é um bloco que está engajado na luta contra o Golpe de Estado, em defesa dos direitos sociais, contra a Reforma da Previdência... Somos contra todas essas aberrações que estão anunciando contra a sociedade brasileira!"
É dessa forma que Messias Bittencourt de Figueiredo, professor do Instituto Federal da Bahia (IFBA) e militante de movimentos de esquerda, apresenta uma nova atração do Carnaval de Salvador: o Bloco Fora Temer.
O bloco é modesto: conta com algumas centenas de foliões e um mini-trio elétrico - na verdade, um carrinho de mão combinado com equipamento de som. Mas a vontade de denunciar o "governo" do MT é maior que as dificuldades.
"Vamos sair com as músicas de Carnaval e os jingles do Fora Temer. E também gritar pela redemocratização do Brasil."

Um bloco de movimentos sociais


O Bloco Fora Temer tem suas origens em uma série de encontros promovidos por militantes de movimentos sociais no Largo da Dinha, no bairro histórico do Rio Vermelho. "A gente já vinha se organizando. Formamos um grupo de músicos, artistas, professores e fizemos o que a gente chama de 'Sexta-feira da Resistência'", diz Messias
Uma das chamadas para a "Sexta de Resistência", em novembro.
Não demorou muito para essas mobilizações atraírem a atenção de quem apoiou o Golpe:
"No dia 23 de dezembro, uma sexta-feira, a Prefeitura mandou a SEMOB (Secretaria Municipal da Mobilidade Urbana) apreender o nosso som. Juntaram com a Guarda Municipal, com a Polícia Militar, nos cercaram e apreenderam o nosso equipamento de som. Vieram em um número grande, armados de fuzil, metralhadora..."
"Mas aí, claro, a gente não se rendeu!"

Carnaval de Luta


O Carnaval de Salvador possui elementos históricos de resistência popular contra a opressão: "Você pode olhar, por exemplo, o Mudança do Garcia, um circuito que fica paralelo ao Campo Grande. Diversos blocos, diversos movimentos sociais, com suas faixas e cartazes, bandeiras de luta, eles desfilam no Mudança do Garcia, tentando entrar no Campo Grande."
"Mas todo ano eles são impedidos de entrar no Campo Grande pelas forças policiais. Eles chegam na porta e são impedidos. Isso vem desde a ditadura."
Em novembro de 2016, os integrantes da "Sexta-feira de Resistência" participaram do escracho (em formato de trio-elétrico) contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima.
Mas a primeira apresentação do grupo foi no Dia de Iemanjá, no último 2 de fevereiro. "Resolvemos chamar o pessoal e fazer o 'Iemanjá Fora Temer'".
Para botar o bloco na rua, o grupo juntou forças com outros movimentos populares, como o Odoyá Diretas Já, o coletivo Rio Vermelho em Ação e a Batucada Anarco-Percussiva.
Fora Temer e Diretas Já no Dia de Iemanjá

Bloco clandestino


O desfile do Fora Temer será extra-oficial: o bloco não possui autorização da Prefeitura de Salvador para ir às ruas.
Mas para Messias, isso é um ato de resistência: "a rua é um espaço do povo. Por que nós, com um carrinho de mão, dentro do nosso direito, vamos nos submeter a essa lógica do pedido de permissão?"
"Aqui em Salvador, hoje, lutamos contra a gentrificação da cidade, a privatização dos espaços públicos". Messias critica também a segregação promovida pela Prefeitura da cidade durante o Carnaval: "o prefeito fez reformas aqui no Rio Vermelho, onde eu moro, e agora está promovendo festas pagas. Ingresso, em plena praça pública!"
Os primeiros abadás do Fora Temer.
"A gente quer que o Fora Temer seja um bloco político-cultural, onde a gente possa ter músicas de qualidade, brincar, rever os amigos, dar risada, tomar a nossa cerveja e, ao mesmo tempo, fazer a luta contra todo esse retrocesso, denunciar esses ataques."
Em 1968, o baiano Carlos Marighella afirmou: 
"Quem samba fica, quem não samba vai embora!"
Messias completa: 
"Nós vamos sambar e nós vamos ficar! Vamos pra rua e vamos gritar!"

Agenda


Bloco Fora Temer irá desfilar nas seguintes datas:
■ 19.02 (Domingo): Ondina (Desfile do Furdunço)
■ 22.02 (Quarta-feira): Farol da Barra (Banda Habeas Copos)
■ 23.02 (Quinta-feira): Circuito Barra/Ondina
■ 25.02 (Sábado): Campo Grande
■ 27.02 (Segunda-feira): Mudança do Garcia

VEJA OS VÍDEOS CLICANDO NO LINK DA FONTE ACIMA

O DESASTRE MALANFRANCO ESTÁ DE VOLTA!




FONTE:
https://www.conversaafiada.com.br/economia/o-desastre-malanfranco-esta-de-volta


Malan ofereceu o BB, a Caixa, o BNDES e... e... e... a Petrobrax ao FMI​

Golpe.jpeg
PiG celebra com fogos de artifício chineses os exuberantes resultados da Econo-mia (revisor, por favor, não toque!) do Golpe!
O dólar a R$ 3,00, neoliberalmente sobrevalorizado, com uma apreciação de 22% num ano!
Um colosso!
O Investimento Estrangeiro Direto – o termômetro que os bancos estrangeiros e os colonistas do PiG usam para medir a credibilidade nacional - explode patrioticamente: US$ 11 bilhões em janeiro!
Um colosso, diria a Cegonhóloga, que dispounha de uma sala anexa ao gabinete do Ministro Malan, para entrevistá-lo para o jornal nacional!!
O “rombo” externo, o déficit em conta-corrente – que mede a relação da Econo-mia com o exterior - fica abaixo do previsto (por quem?), segundo o Estadão.
Foi só de US$ 5 bi!
Um colosso!
Em 2017, o déficit em conta-corrente deverá ficar próximo de US$ 28 bi!
Outro colosso!
O desastre Malanfranco está de volta!
Com os açougueiros do neolibelismo.
O desastre Malanfranco, seguido do Malanfraga, foi o que elegeu o Lula em 2002!
Um colosso!
Em que consiste o desastre?
Sobrevalorizar o Real – lembram que o Malanfranco e o André Haras Resende fizeram um Real valer um dólar?
Consiste em “derrubar” a inflação com sufocante avalanche de dólares.
Gerar um brutal déficit em conta-corrente.
E matar a exportação!
Para entregar o Brasil ao capital estrangeiro!
O Pedro Malan prometeu ao FMI – com o se vê no best-seller “O Quarto Poder – uma outra história” - entregar o Banco do Brasil, a Caixa, o BNDES e… e… e… a Petrobrax!
Privataria Tucana em sua mais pura expressão!
Um colosso!
Para trazer dólares, dólares às toneladas – e manter o Real sobrevalorizado e a inflação baixa.
Foi a “fórmula” do FHC Brasif para conseguir a reeleição.
E, como demonstra “O Quarto Poder”, a reeleição só foi possível porque o Bill Clinton empurrou um empréstimo do FMI pela goela abaixo dos europeus e japoneses – e garantiu por um breve período a reeleição do “muy amigo”…
Um colosso!
O professor Luiz Carlos Bresser-Pereira elaborou a proposta de um “Novo Desenvolvimento”, de forte conteúdo nacionalista!
(Ler em www.bresserpereira.org.br)
(A Esquerda brasileira não pode deixar que a bandeira do Nacionalismo caia nas mãos do Bolsonaro, como caiu na França, na Inglaterra e nos Estados Unidos - PHA)
Bresser demonstra:
• o neolibelismo tende à sobrevalorização cíclica e crônica da moeda, ou seja, a longo prazo;
• com o câmbio apreciado, as empresas nacionais não investem, porque não podem concorrer com as estrangeiras que chegam;
• a “poupança” externa não interessa, porque, geralmente, chega aqui não para investir, comprar equipamentos nacionais ou empregar brasileiros, mas para comprar mercados;
(O recente “boom” do investimento estrangeiro direto se deve à compra da CELG de Goiás pela italiana Enel, e da CPFL pela chinesa State Grid, que vai se apropriar dos linhões de todas as hidrelétricas brasileiras!)
• o câmbio apreciado desestimula a poupança e, portanto, o investimento!
• o objetivo de um “Novo Desenvolvimento” de forte conteúdo nacionalista deve ser:
• desvalorizar o Real para um degrau que remunere o exportador;
• para isso, criar um imposto variável sobre a exportação de commodities;
• e ZERAR o deficit em conta-corrente!
O desastre Malanfranco ou Malanfraga vai arruinar o Brasil.
Como arruinou no passado!
E entregar o Brasil aos estrangeiros como o Careca, possivelmente, quer fazer com o caça da FAB: tirar da Gripen e dar à Boeing!
PHA