BOTAFOGO
Treinador comenta
que saída de Montillo aos 14 minutos do primeiro tempo atrapalhou o
andamento da equipe, mas ressalta que o time conseguiu se reencontrar
Por Felippe Costa e Thiago Lima
Rio de Janeiro
Logo aos 14 minutos do primeiro tempo da vitória por 1 a 0 sobre o Olímpia
(veja o gol no vídeo clicando no LINK da FONTE no final da matéria abaixo),
Jair Ventura teve que lidar com uma importante ausência: o capitão
Montillo sentiu dores na perna e foi substituído por João Paulo. O
Botafogo, que começou bem a partida, demorou a se reencontrar no
primeiro tempo, mas ainda assim conseguiu marcar o único gol da partida.
Segundo Jair, a lesão do camisa 7 atrapalhou o que foi pensado para
esta noite.
- Quebra todo o planejamento. Você tem uma
situação até que não treinamos tanto, mas estávamos decididos a fazer.
Quando você perde um jogador importante com 14 minutos, você tem que se
reinventar. Nosso time sentiu um pouco sim, demorou um tempinho para se
reencontrar. Tivemos maturidade e inteligência. O João Paulo entrou bem,
aí equilibrou a partida novamente e conseguimos nosso objetivo.
Jair lamentou lesões de Montillo e Bruno Silva,
mas ficou satisfeito com o resultado do jogo
(Foto: Reprodução/Twitter)
Além
de Montillo, quem também saiu machucado foi o volante Bruno Silva. O
volante foi substituído por Guilherme no intervalo e fez com que o
Botafogo voltasse à formação original de 4-2-3-1.
- Primeira
lesão do Bruno Silva no ano. Deu para ver o desgaste físico no segundo
tempo mais uma vez. A gente cansa. Você tem três substituições só, e
ainda perde dois por lesão e acaba perdendo o gás. Optei pelo Guilherme
para ganhar velocidade nas laterais e fica um pouco mais ofensivo.
Voltamos melhor, criamos mais, tivemos outras chances de gol, e saímos
com esse resultado pequeno, como foi o primeiro, mas importante. Eles
são uma equipe competitiva, difícil e com uma bola parada perigosa. Mas
estamos de parabéns, temos mais segundo tempo do jogo.
Durante a partida, Jair Ventura discutiu com
o árbitro após uma falta sofrida por Airton
(Foto: André Durão)
Leia abaixo a coletiva completa:
PIMPÃOEle
é a cara da nossa equipe, luta, briga, é bom taticamente e todo
treinador quer. Muitos me param na rua. O GPS dele no último jogo... o
que ele corre para a equipe passa para todo mundo. Quando você é uma
pessoa do bem e faz as coisas certas o homem lá de cima te abençoa. Ele é
muito profissional, dedicado e fico feliz por ele. Não costuma ser
exaltado pela torcida, mas para a gente tem uma importância enorme.
Atacante tem que fazer gol, tem? Mas pode ser importante sem fazer gol,
como o Roger fez raspando a primeira bola. Jogada nossa ensaiada, a
gente treina, conseguimos fazer um gol numa jogada ensaiada. É um cara
que merece muito coisas grandes na vida dele.
JOGO DA VOLTAVejo
como uma pequena vantagem. É muito difícil jogar lá, estive lá contra o
Cerro-Porteño numa Sul-Americana. Eles quebraram nosso ônibus, teve
fogos no hotel, espero que não tenha isso dessa vez. Eles foram muito
bem tratados aqui.
COMPORTAMENTORoger
chegou agora e falou que sentiu uma atmosfera competitiva. Falei, a
gente vai perder, empatar ou vencer, mas com essa entrega e intensidade
de jogo vai ser difícil ganhar da gente. Tem que ser assim. Não que
assim você vá vencer todos, mas aumenta as chances. Isso tem um preço.
Esse preço a gente paga com as lesões e os cansaços. Fizemos um segundo
tempo muito forte no Chile, não sentimos fisicamente, mas jogando em
casa, tendo que propor e perder duas substituições por lesão é muito
ruim. A lesão do Montillo foi outra, não foi a que ele vinha sentindo.
Esse é o preço do calendário curto para tantos jogos decisivos no ano.
Fizemos 22 dias de trabalho e agora temos duas finais para entrar na
fase de grupos. Vai ser difícil, mas vamos nos adequar ao calendário e
fazer o máximo para entrar na fase de grupos.
PLACAR DE 1 A 0É
a vantagem mínima, placar mínimo, mas é muito cedo para a gente falar.
Futebol pode acontecer de tudo. A gente queria mais. Criamos mais
chances, tivemos oportunidades, fico feliz que criamos, mas triste por
ter perdido jogadores por lesão. Uma pequena vantagem, mas não deixa de
ser uma vantagem.
SEM LEVAR GOLEu, como
treinador, acho importante deixar o grupo homogênico. Trato todos da
mesma maneira. Todos têm o mesmo tratamento. Por quê? Quando entrarem no
time, já sabem o que têm que ser feito. Não separo um grupo de 12 e 13 e
vamos embora. Por causa de cartões e lesões o time muda a todo momento.
Vou cobrar tudo o que eu falei com eles no vídeo. Tento monitorar tudo,
mas são muitos detalhes. Falam que futebol é muito complexo, mas não é.
O difícil é fazer o simples. Helton entrou e foi muito bem. Estão todos
de parabéns, mas fico triste por causa das lesões que atrapalham todo
nosso planejamento.
MONTILLOJá preocupa,
nossos guerreiros vão ficando... não fazendo apologia a violência, já
chega o que passamos no clássico aqui, mas vamos perdendo jogadores
dentro do nosso limite. Montillo jogando na China estava desde outubro
sem jogar. Isso requer um tempo que a gente não tem. Acaba perdendo
nossos guerreiros. Fico triste. Preocupa bastante. O Montillo é
diferenciado sim, mas acredito muito no departamento médico. Eles
conseguiram recuperar uma lesão do Montillo em tempo curto, mas acabou
acontecendo outra. Vou acreditar no departamento médico para que possa
recuperar o atleta para jogar a decisão lá.
JONAS SUSPENSOVamos
sentar, a gente está acabando o jogo agora, eu não jogo mas fico todo
dolorido também (risos). Fico igual a um louco no campo. Já quer saber
escalação para a outra quarta (risos). Contra o Boavista vou dar uma
olhada. Eu não escalo, é o jogador que se escala.
ARBITRAGEMÉ
complicado (longa pausa). Não falo de arbitragem. Prefiro não falar,
mas eles são seres humanos. Acho que ele errou se vocês estão falando
que foi (pênalti). Acontece.
MARCELOA
gente fica feliz. É um trabalho da nossa base, legado do treinador. É
muito gostoso e gratificante. Sou oriundo das categorias de base do
Botafogo. Quando correspondem não vejo problema algum por conta da
idade. Matheus Fernandes é outro menino que ganhou espaço. Fico feliz.
Estou sempre fazendo trabalho diferente, na humildade, não pode mudar
nada. Se começar a fazer sucesso e mudar, tem que dar uma segurada e
puxar orelha, mas não é o caso, não.
CARLI CONTRA BOAVISTA?Pronto,
vou te dar um jogador. Carli joga, já tem um (risos). Precisa jogar,
não fez nenhum jogo este ano. Ele tem que entrar no ritmo dos demais
companheiros.
FORMAÇÃO OFENSIVAJogando em
casa, queria parabenizar mais uma vez a nossa torcida. Foi uma festa
linda. Eles são nosso 12º jogador. No campo ela empurra a gente, é
gostoso. Jogando em casa tem que ser mais ofensivo. Conseguimos o
resultado e fora podemos estudar uma situação. Temos variações de
sistema dentro do mesmo jogo. Na fase ofensiva temos um sistema, na
defensiva, outra, mas com os mesmos jogadores. Isso requer tempo de
treinamento, mas acho que estamos no caminho certo. Esse ano promete,
vamos fazer um grande ano. Passando essa fase louca de jogos atrás de
jogos, vamos ter mais tempo de trabalhar. Fico contente com esse inicio.
FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2017/02/preocupado-com-lesoes-jair-lamenta-ausencias-quebra-o-planejamento.html