Como tem o indescritível prazer de não ler o
PiG nem assistir à TV Globo (
que está à venda), Cohen critica a imprensa internacional e seu preconceito contra o
Brasil – e todo pais em ascensão e que possa rivalizar com os países ricos.
Sua análise descreve também o comportamento do PiG, especialmente o paulista, que corta os pulsos com o sucesso retumbante da Rio 2016 – como teve que cortar com o sucesso retumbante da Copa no Brasil.
Estou de saco cheio de ler matérias negativas sobre a Olimpíada do Rio: o ódio nas favelas, a violência (inclusive o
assalto a quatro nadadores americanos), a permanente divisão entre ricos e pobres, o doping da Rússia, o mosquito brasileiro, os eventuais problemas de organização, e o dinheiro que supostamente deveria ser empregado de outra forma que não a extensão do metrô do Centro à próspera Barra da Tijuca (e que, entre outras coisas, permite que os pobres possam trabalhar lá).
Primeiro, diziam que o Brasil jamais conseguiria realizar a Olimpíada. Agora, como é um retumbante sucesso e apresentou uma magnífica cerimônia de abertura, o Brasil é acusado de não resolver seus problemas sociais a tempo.
Tem alguma coisa no mundo desenvolvido que não gosta que um pais em desenvolvimento organize um grande evento esportivo… Não me lembro de repórteres, na Olimpíada de 2012, à procura de histórias sobre as regiões mais pobres de Londres ou as regiões britânicas em que o crime fica escondido.
Os problemas sociais do Brasil persistem, mas só um idiota negaria que o Brasil será um grande ator do Seculo XXI.
Com o diria o Tom Jobim, compositor de Garota de Ipanema (e que dá o nome ao aeroporto da cidade), “o Brasil não é para principiantes”.