domingo, 10 de julho de 2016

"É ABSOLUTAMENTE IMPOSSÍVEL A DILMA NÃO VOLTAR"



FONTE:
http://www.conversaafiada.com.br/politica/e-absolutamente-impossivel-a-dilma-nao-voltar



Requião: Dilma só não volta se não quiser!



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No Conjunto João Cândido em SP, com o MTST
Da RedeTV:
O senador Roberto Requião (PMDB) e o ex-jogador e comentarista esportivo Walter Casagrande foram os convidados do "Mariana Godoy Entrevista" desta sexta-feira (08).
Vestindo a sua jaqueta de couro que é sua "marca registrada", Roberto Requião foi o primeiro convidado da noite. O senador explicou o termo "PMDB de Guerra": "É o partido das classes populares, das mulheres, dos trabalhadores, das minorias, dos funcionários públicos, que foi se dissolvendo até se tornar esta confusão que está hoje".
Requião afirmou que "é possível" inverter o processo de impeachment de Dilma no Senado. O senador disse que a proposta de Michel Temer de "Ponte para o Futuro" é "tão atrapalhada contra o governo Dilma" e declarou que o crime de responsabilidade "não existe": "Ela foi afastada pois se comunicou mal com os parlamentares. E por que perdeu boa parte seu apoio, fora o popular, pois se elegeu com uma proposta de governo desenvolvista e acabou na mão da banca e colocou o Joaquim Levy".
O senador também explicou o caso de um suposto jantar que ofereceu em homenagem ao ex-presidente Lula: "Eu fiz dois encontros lá em casa com 30 senadores. Para derrubar o impeachment precisamos de 27. Mas decidimos que devíamos fazer jantares menores pois a conversa fluiria de maneira melhor. Eu fiz um jantar e o Lula estava em Brasília e convidei ele para ele dizer o que pensa de tudo isso. E eu convidei seis senadores, e todos eles foram".
"É absolutamente impossível a Dilma não voltar", cravou Requião. Segundo o senador, os colegas que votaram contra continuam firmes, e disse que é "praticamente impossível" que, se Dilma conversar com os seis senadores que ela precisa, eles não mudem o voto. "A Dilma só não volta se ela não quiser. Se ela não quiser conversar, se ela não quiser ceder", justificou.
"Eu conheço o Temer há muito anos e ele nunca falou em acabar com direitos do trabalhador. Mas a vaidade o levou a isso", avaliou o senador. Requião aconselhou Dilma a falar que irá controlar o câmbio, que controle a inflação e realize o ajuste fiscal. "Que plano de governo tem meu amigo Temer?", questionou o senador.
Requião afirmou que caminha no "sentido da visão programática do partido", e que os outros afiliados é que estão saindo do caminho. "Eu acredito na Dilma, ela é uma mulher honesta. Eu tenho legitimidade para fazer a crítica pois desde que eu assumi no Senado e assumi a crítica da Dilma e do Lula. E quem era seus aliados? Esses que hoje fazem oposição. E é uma oposição por vaidade", contou. O senador disse que é a favor das "10 Medidas Contra a Corrupção", mas "com calma". Sobre as investigações do escândalo do Banestado, Requião esclareceu que as investigações pararam pois foi feito "um acordo com o Capital".
"A volta da Dilma é importante para que não se quebre o processo democrático do país", respondeu o senador quando questionado se o caminho a se tomar não seria a convocação de novas eleições.
Sobre sua citação nas investigações da Lava Jato, Requião afirmou que não tem preocupação: "Foi uma doação da JBS para a gente fazer campanha no Paraná".
O senador disse que "tentou duas vezes ser candidato [à Presidência] no PMDB". "Nessa última eu percebi que me ofereciam apoio, mas que ele queriam retirar a dobrada com o PT e apoiar o Aécio Neves", contou. "Eu quero é ver o Brasil mudar, não tenho pretensão pessoal nenhuma. Meu objetivo, aos 75 anos de vida, é ver o Brasil consertado, impedir que os trabalhadores sejam ferrados, que acabam com a aposentadoria", disse Requião.
"Eduardo Cunha não é o Diabo, mas é um ajudante dele", encerrou Requião.
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LAVA JATO DESVIA DINHEIRO DAS MULTAS



FONTE:
http://www.conversaafiada.com.br/politica/lava-jato-desvia-dinheiro-das-multas


Nassif: Vara de Guantánamo faz as próprias leis! ​


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Conversa Afiada reproduz matéria do GGN:

Equipe da Lava Jato pode receber R$ 60 milhões de Sérgio Machado

O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, anunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que já pagou a primeira parte dos R$ 75 milhões de multa prevista em seu acordo de delação na Operação Lava Jato. O GGN revela que a equipe de procuradores da Lava Jato continua contrariando decisão do ministro Teori Zavascki, que ordenou a destinação de 100% da multa ao lesado, que no caso são as empresas Petrobras e a Transpetro. Ao contrário, apenas 20% foram encaminhados à estatal e 80% à União, com o objetivo de repassar aos núcleos do MPF e da PF que atuam na Lava Jato.

A primeira parte já transferida por Machado foi de R$ 8 milhões do total da multa acordada com o Ministério Público Federal para o acordo de delação premiada. Desse montante, seguindo cláusula do termo de colaboração, R$ 1,6 milhão foi para a Petrobras e R$ 6,4 milhões para a União - com o intuito de investir na estrutura de investigação da Lava Jato.

No dia 27 de junho, o GGN publicou que a equipe de procuradores da força-tarefa, comandada por Carlos Fernando dos Santos Lima, adicionou uma cláusula nos acordos de delação que repassava 20% da multa à equipe. A Folha de S. Paulo revelou que o destinatário era expressamente a conta da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, comandada por Sergio Moro.

Mas nos termos firmados, não estava claro se a destinação dos recursos era para os setores do MPF e da PF, uma vez que constava "União" como a recebedora da quantia. 

Por esse motivo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou uma solicitação para Teori Zavascki de que esse montante de 20% para a União fosse, na verdade, para a força-tarefa. O procurador Carlos Fernando dos Santos chegou a admitir que a equipe definiu um "critério" próprio para determinar quanto receberia.

"Definimos duas alíquotas, uma de 10% para acordos maiores e [outra de] 20% para acordos de menor valor. Não existe obviamente nenhum fundamento científico nisso, mas se trata da construção de uma prática do direito sancionador negocial", disse, em entrevista à Folha.

"Os órgãos de persecução se beneficiariam muito do aporte de recursos para a aquisição de equipamentos e softwares sofisticados, essenciais em investigações modernas e eficientes", disse ainda.

Entretanto, aquele pedido de Janot foi negado por Teori, que determinou o repasse não de 80%, mas de 100% à empresa lesada, no caso a Petrobras. Ao ser questionado sobre a determinação do ministro do STF, Carlos Fernando respondeu que era preciso "insistir".

O GGN revela, agora, que os procuradores realmente seguem insistindo. Mas, no acordo de Sérgio Machado, a cláusula é ainda mais ousada: não são acordados 80% à Petrobras, mas 20%. A grande maioria da multa de R$ 75 milhões do ex-presidente da Transpetro vai para a "União", mesmo termo usado pelos procuradores para tentar, posteriormente, repassar a quantia às equipes de investigação.
 

Pelas contas de Carlos Fernando, naqueles últimos dias de junho, contabilizando os 20% "devidos" por Paulo Roberto Costa e outros delatores, além das empreiteiras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, em acordos de leniência fechados - sendo que a primeira recebeu o montante de R$ 1 bilhão de multa, e a segunda R$ 700 milhões, a força-tarefa da Lava Jato receberia mais de R$ 300 milhões na conta da Vara Federal de Curitiba.

Aos procuradores do MPF, se a eles destinados esses 80% da União da multa de Machado, serão acrescentados R$ 60 milhões.
Leia, abaixo, a íntegra do Termo de Colaboração de Sergio Machado e a decisão de Teori Zavascki, em junho deste ano: