domingo, 12 de junho de 2016

No embalo de Gabi, Brasil despacha a Sérvia e fecha 1ª etapa do GP invicto



Ponteira, que tem recebido atenção especial por conta de lesão no tornozelo esquerdo, entra bem durante a partida, e seleção bate rivais por 3 sets a 0 no Rio




Por
Rio de Janeiro



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O tornozelo esquerdo, que tanto incomodou durante os últimos meses, não atrapalhou. Maior preocupação de José Roberto Guimarães rumo aos Jogos, Gabi havia entrado em quadra nas últimas partidas apenas para sacar. Neste domingo, porém, não voltou mais para o banco. Com um sorriso no rosto, saltou, atacou e bloqueou. Solta na partida, a ponteira ajudou a seleção a bater a Sérvia por 3 sets a 0, parciais 25/20, 25/18 e 25/18, fechando de forma invicta a primeira rodada do Grand Prix na Arena Carioca 1.]

Gabi ataca pelo meio na vitória do Brasil sobre a Sérvia (Foto: JAYSON BRAGA/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)
Gabi solta o braço: camisa 10 mostrou força  
(Foto: JAYSON BRAGA/BRAZIL PHOTO 
PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)


No Rio de Janeiro, a seleção bateu Itália, Japão e Sérvia. Agora, embarca para Macau, na China, para a segunda rodada da competição. Lá, encara Sérvia, Bélgica e as donas da casa. Depois, encerra a fase de classificação contra Itália, Bélgica e Turquia, na cidade turca de Ankara. A fase final será em Bangcoc, na Tailândia, entre 6 e 10 de julho.

Gabi saiu de quadra com sete pontos. Natália, com 14, e Sheilla, com 11, foram os outros destaques da seleção. Do outro lado, Brakocevic fez 13. No outro jogo do dia, a Itália bateu o Japão por 3 sets a 2, parciais 25/20, 25/20, 23/25, 25/27 e 15/8.

No intervalo para o terceiro set, jogadoras que participaram de edições dos Jogos Olímpicos desde a primeira participação, em 1980, foram homenageadas. Estrelas de antigamente, como Vera Mossa, Ida e Sandra, até as campeãs olímpicas em Pequim e em Londres, como Walewska e Paula Pequeno, receberam uma medalha da CBV.
Domingo sem sustos

Com um público bem maior que o dos primeiros dias, o barulho extra parece ter empolgado a seleção. Logo de início, 3/0, sem chances para as sérvias. As europeias melhoraram, mas no ataque de Natália por cima do bloqueio rival, o Brasil foi para o primeiro tempo técnico em vantagem: 8/4. Aos poucos, a Sérvia encaixou melhor seu jogo. Assim como nas partidas anteriores, Brakocevic aparecia como principal arma. Por suas mãos, a diferença caiu para apenas um ponto (10/9).

Brasileiras vibram após ponto contra a Sérvia (Foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)
Brasileiras vibram após ponto contra a Sérvia 
(Foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)


Foi ela quem colocou a Sérvia pela primeira vez à frente no placar (13/12). Zé Roberto, então, parou o jogo e tentou acertar a casa. Deu certo: a seleção logo voltou à frente. No bloqueio de Fabiana, o Brasil foi para o tempo técnico em vantagem, com 16/13. O domínio, então, era absoluto. Depois de uma bola quase perdida, Natália aproveitou boa defesa de Leia para fuzilar e ampliar para 20/14. No saque errado das sérvias, o fim do primeiro set: 25/20.

Natália, de bloqueio, abriu a contagem da segunda parcial. E a seleção voltou melhor. Logo, abriu 7/1 no placar com extrema facilidade. A Sérvia acordou e encostou no placar, mas as donas da casa foram para o primeiro tempo técnico com 8/5. Gabi, que, até então, havia entrado apenas para sacar, foi para a quadra por mais tempo, no lugar de Fê Garay. Maior preocupação de Zé para os Jogos, a ponteira mostrou desenvoltura no ataque e, de bloqueio, fez o Brasil chegar ao tempo técnico em vantagem: 16/14.

Com dois pontos de saque em sequência, Sheilla ampliou a vantagem para o Brasil. Do outro lado, a Sérvia parecia não ter muita força para mudar o parâmetro do jogo.  Com Roberta e Tandara em quadra, a seleção não teve muitos problemas para fechar a parcial em 25/18

Após a homenagem às jogadoras com participações em Olimpíadas, a seleção voltou à quadra com o mesmo ritmo. Sem dar chances à Sérvia, construiu o placar do set final com tranquilidade. No bloqueio de Roberta e Thaísa, o Brasil fechou a partida em 25/18, para a festa do ginásio.


FONTE:

A carraspana moral de Janot em Gilmar veio em boa hora. Por Kiko Nogueira



FONTE:
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-carraspana-moral-de-janot-em-gilmar-veio-em-boa-hora-por-kiko-nogueira/


Rodrigo Janot, como qualquer brasileiro decente, parece ter se cansado definitivamente de Gilmar Mendes.
Seu discurso na sexta, 10, um desabafo feito com o fígado, tem endereço certo, e é o ministro do STF. Chama-lo de “indireta” é uma ofensa.
“Nunca terei transgressores preferidos, como bem demonstra o leque sortido de autoridades investigadas e processadas por minha iniciativa perante a Suprema Corte. Da esquerda à direita, do anônimo às mais poderosas autoridades, ninguém, ninguém mesmo, estará acima da lei, no que depender do Ministério Público”, disse ele no final de um encontro de procuradores eleitorais.
“Figuras de expressão nacional, que deveriam guardar imparcialidade e manter decoro, tentam disseminar a ideia estapafúrdia de que o Procurador-Geral da República teria vazado informações sigilosas para, vejam o absurdo, pressionar o Supremo Tribunal Federal e obrigá-lo a decidir em tal ou qual sentido, como se isso fosse verdadeiramente possível. Ainda há juízes em Berlim, é preciso avisar a essas pessoas”.
Essa expressão tem origem numa história, que não se sabe se verdadeira, muito usada quando o estado de direito é ameaçado pelo mais forte. Um camponês prussiano, no século XVIII, é coagido a derrubar seu moinho na vizinhança do palácio real. O próprio rei vai pressioná-lo. Ele resiste dizendo ao monarca aquela frase, ou seja, que confiava na isenção da Justiça.
Gilmar Mendes, em mais uma conversa absolutamente indefensável com jornalistas, havia criticado o vazamento dos pedidos de prisão de Cunha, Jucá, Sarney e Renan.
É o mesmo GM que aplaudiu quando o Jornal Nacional e a torcida do Flamengo tiveram acesso aos grampos de Lula.
“Isso tem ocorrido e precisa ter cuidado. Porque isso é abuso de autoridade claro”, falou.
Desde que assumiu uma cadeira no Supremo, indicado por Fernando Henrique Cardoso, Gilmar Mendes se transformou, nas palavras do jurista Dalmo Dallari, numa “figura lamentável”, alguém que “degrada” a imagem da corte. O papel dele protegendo Aécio já extrapolou o limite de ética, da moral e mesmo da inteligência.
Essa treta promete.