sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Quer de volta em 2015? Lista mostra emprestados que podem ser úteis

Jogadores como Marcelo Moreno, Maikon Leite e Patric ganham moral em seus períodos de empréstimo e viram alternativa nos clubes com os quais têm contrato


Por
Rio de Janeiro


Nem apenas em compras residem as alternativas dos clubes brasileiros para a temporada que se avizinha. Atletas outrora descartados, cedidos em empréstimo para outras equipes, voltam a suas casas de origem e pintam como opções para 2015. Há casos ainda em estudo – situações de Marcelo Moreno no Grêmio, Patric no Atlético-MG e Maikon Leite no Palmeiras.

Confira alguns nomes abaixo.

Maikon Leite (do Atlas para o Palmeiras)

Maikon Leite, atlas do México (Foto: Divulgação)
Maikon Leite viveu bons momentos no México 
(Foto: Divulgação)


O meia-atacante Maikon Leite encontrou no Atlas, do México, o sucesso que não teve no Palmeiras. E agora tem tudo para retornar a sua antiga casa – mesmo que não esconda o desejo de ficar no exterior para defender o clube mexicano na próxima Libertadores. Por outro lado, o Verdão passa por momento de reformulação e não deve abrir mão de um atleta em boa fase.

Marcelo Moreno (do Cruzeiro para o Grêmio)


Marcelo Moreno foi afastado pelo Grêmio, rumou para o Flamengo e acabou reencontrando seu futebol no Cruzeiro. Foi artilheiro do time mineiro na campanha do bicampeonato nacional. Mas dificilmente seguirá em Belo Horizonte. O clube gaúcho vê três alternativas para o atacante: ou fazer dinheiro com uma venda dele, ou usá-lo como moeda de troca por atletas que interessem ou simplesmente utilizá-lo no time em 2015.

Emerson Sheik (do Botafogo para o Corinthians)


Cedido ao Botafogo e dispensado pelos cariocas no decorrer da campanha que resultou em queda para a Série B, Emerson Sheik voltará ao Corinthians, impulsionado pelo retorno de Tite, com quem foi campeão da Libertadores e do Mundial em 2012. O jogador foi assediado por outros clubes, caso do Atlético-MG, mas o treinador conta com ele.

Lucas Otávio (do Paraná para o Santos)


O volante Lucas Otávio, de 20 anos, foi emprestado em maio ao Paraná, onde disputou a Série B – disputou 20 jogos. Como tem moral por sua passagem pela base da Vila Belmiro, pode ser aproveitado. Foi destaque nas conquistas da Copa São Paulo de 2013 e 2014. Na última, foi eleito o melhor jogador do torneio. “Se tiver a oportunidade (no Peixe), vou agarrar com unhas e dentes”, disse o jogador.

Maxi Rodríguez (do Vasco para o Grêmio)


O uruguaio Maxi Rodríguez não chegou a se firmar como titular do Vasco em sua passagem por São Januário na Série B, mas teve bom desempenho. E isso alertou o Grêmio sobre a utilidade de contar com o meia em 2015. Ele deve ser aproveitado por Felipão – é visto pela diretoria tricolor como um atleta capaz de mudar o panorama dos jogos no segundo tempo.

Jackson (do Goiás para o Inter)


O Goiás tenta manter o zagueiro Jackson, mas o Inter estuda reintegrá-lo a seu elenco em 2015. Ele foi titular da equipe esmeraldina ao longo do Brasileirão e se mostrou capaz de vestir a camisa vermelha. Os colorados precisam de jogadores para a defesa – Índio, que formava o grupo do setor, se aposentou. Como os clubes têm relação próxima, os goianos ainda podem negociar a ampliação do empréstimo de Jackson.

Gilson (do América-MG para o Cruzeiro)


Quase um time inteiro volta ao Cruzeiro em 2015. Mas o bicampeão brasileiro, sem grandes espaços a preencher em seu elenco, não deve aproveitar a maioria absoluta dos emprestados. A exceção é o lateral-esquerdo Gilson, que disputou a Série B pelo América-MG. A diretoria acredita que ele possa estar mais maduro – sendo alternativa para Egídio depois da saída de Samudio.

Wellington Silva (do Inter para o Fluminense)


O lateral-direito Wellington Silva lidou com lesões e não conseguiu se consolidar como titular do Inter. Mas fez o gol da classificação colorada direta à Libertadores – no último lance da vitória de 2 a 1 sobre o Figueirense em Florianópolis. Como o Fluminense deve perder Bruno para o São Paulo, pode usar o jogador em 2015.

Edigar Junio (do Joinville para o Atlético-PR)


O atacante Edigar Junio disputou 38 jogos e fez 12 gols, na artilharia do Joinville na conquista da Série B do Campeonato Brasileiro. Volta valorizado ao Atlético-PR, com quem tem contrato até 30 de junho de 2016. Deve ser aproveitado.

Gilberto (do Inter para o Botafogo)

Quando emprestou Gilberto ao Inter, o Botafogo tinha Edílson e Lucas como opções na lateral direita. O primeiro acabou dispensado, e o segundo entrou na Justiça e conseguiu rescisão de contrato. Como não se firmou no clube gaúcho, o jogador é alternativa para o Alvinegro na Série B do ano que vem.

Patric (do Sport para o Atlético-MG)


O lateral-direito Patric fez ótimo Campeonato Brasileiro pelo Sport, com presença ofensiva firme e reincidência de gols. O contrato com o Leão pernambucano vai até maio, mas ele pertence ao Atlético-MG e pode retornar ao clube a qualquer momento. O técnico do Galo, Levir Culpi, está disposto a contar com ele. Segundo José Reginaldo Lalau, empresário e pai de Patric, o lateral gostaria de seguir no Recife.


FONTE:
http://glo.bo/1wK5jVv

Pai diz que Medina está em prisão em prol do título: "Glória será para sempre"

Charles Rodrigues, que também é treinador do surfista, diz que período de espera no surfe é como prorrogação em final do futebol e espera bateria difícil contra havaiano


Por
Direto de Oahu, Havaí


Lidar com a ansiedade é sempre difícil, ainda mais em um esporte que depende totalmente da natureza como o surfe. Perto de conquistar o histórico título mundial para o Brasil, Gabriel Medina entrou no mar apenas uma vez desde a abertura da janela do Pipeline Masters, no dia 8. Estreou com vitória e avançou direto à terceira fase. Esperar que as ondas apareçam faz parte do jogo. Para o padrasto e treinador do surfista, os seguidos adiamentos são como uma prorrogação em uma final no futebol. Preparados para o tempo extra na última e decisiva etapa do WCT, no Havaí, que precisa ser encerrada até sábado, pai e filho estão tranquilos e confiantes. Isolados do mundo, eles têm encontrado a paz de espírito no surfe e nos encontros com a família. A prisão domiciliar, com direito a alguns banhos de sol, são passageiros, enquanto a glória, como mesmo define Charles, será eterna.

Após cinco dias seguidos de adiamentos, a competição será retomada em Banzai Pipeline. A próxima chamada será nesta sexta-feira, às 15h30 (de Brasília). Medina, líder, poderá ser campeão já na terceira fase, dependendo dos resultados dos rivais, o australiano Mick Fanning e o americano Kelly Slater. A organização do WCT irá realizar um sistema com duas baterias simultâneas, para poupar tempo, na terceira, na quarta e na quinta fases, assim como nas quartas de final e semifinais. O GloboEsporte.com acompanha tudo em Tempo Real.

- A gente sabe que pode acontecer isso no surfe, de terminar em três dias ou em 12. Por isso, estamos preparados. É como em uma final no futebol, você tem de estar preparado para jogar os 90 minutos do jogo, mais os 30 da prorrogação. Infelizmente, estamos indo para a prorrogação sem jogar, por causa da natureza, porque não teve onda. Estamos calmos. O Gabriel está do mesmo jeito, blindado em casa, e confiante. O esforço que ele está fazendo é momentâneo, e a glória será para sempre. Tudo isso é válido - disse Charles.


Medina treina antes da competição ser retomada em Pipeline (Foto: Pedro Gomes Photography)
Medina treina antes da competição ser retomada 
em Pipeline (Foto: Pedro Gomes Photography)


blindadem e assédio

Charles Medina, fiorella, Surfe, Pipeline (Foto: Pedro Gomes Photography)Gabriel Medina conversa com Alexandre Pato e Fiorella Mattheis (Foto: Pedro Gomes Photography)


Para não perder o foco, o jovem de 20 anos tem fugido do assédio, que cresceu exponencialmente, acompanhado dos bons resultados do brasileiro na temporada. Campeão das etapas da Gold Coast australiana, de Fiji e do Taiti, Gabriel se manteve na ponta em nove de 10 etapas. A torcida brasileira compareceu em peso ao Havaí, tendo inclusive alguns representantes ilustres, como o jogador de futebol Alexandre Pato. O fato de o jovem ter transformado a praia de Pipeline em um “Maracanã do surfe” é motivo de orgulho para a família Medina.

- Ter pessoas aqui torcendo é um motivo de orgulho, seja o Pato ou todos os brasileiros que estão no Havaí. A gente fala com eles e agradece por estarem aqui. Eles sabem do foco do Gabriel e até pedem se podem conversar só um pouquinho, pois não querem incomodar. Claro que um “oi” e um abraço não vão atrapalhar. Ele continua focado e preso lá em casa. Eu brinco dizendo que ele está na prisão, tem o horário do banho de sol dele, que é quando vai surfar, tem a hora da comida, é mais ou menos assim – contou o técnico, bem humorado.

surfe e paz de espírito



Quando estão em casa, tendo um pouco mais de paz, sozinhos ou com o resto da família, pai e filho tentam não falar tanto no campeonato. Quando tocam no assunto, é sem cobrança e sempre levando para o lado positivo. Para controlar a ansiedade do menino, que é hiperativo, Charles sabe que o surfe é um santo remédio.

- Não é fácil controlar a ansiedade, você tem de ter calma e esperar, mas o surfe tem um ponto positivo nesse sentido, que é ir para o mar. O surfe tranquiliza, relaxa e traz uma paz de espírito. Ficar dentro da água ajuda a se preparar física e psicologicamente. A gente tenta usar essa estratégia, surfa um pouco e depois fica em casa. É claro que pensamos no campeonato, mas não ficamos falando dele o dia inteiro.

O padrasto e treinador, que prefere que o mar esteja grande e com muitos tubos, assim como o filho, contou que eles fizeram algumas mudanças no treinamentos nos últimos dias. Se as condições eram extremas na última semana, as previsões apontam que as ondas estarão menores nos últimos dias de campeonato, portanto, Gabriel se preparou para as adversidades. 


Charles leva prancha para Gabriel Medina em Pipeline (Foto: Pedro Gomes Photography)Charles leva prancha para Gabriel Medina em Pipeline (Foto: Pedro Gomes 
Photography)


O próximo desafio será contra um rival complicado, o havaiano Dusty Payne. O surfista local é o líder da Tríplice Coroa Havaiana e vem embalado pelos bons resultados em Haleiwa e Sunset Beach. Ter um oponente forte, no entanto, é visto como positivo para o treinador, afinal, isto fará com que Medina entre ainda mais focado. Foi contra adversários de peso que ele se deu melhor nesta temporada. Na final da Gold Coast australiana, por exemplo, derrotou Joel Parkinson. No Taiti, por sua vez, superou ninguém menos do que Kelly Slater em um mar histórico na mais temida bancada de corais do mundo. 

- Será uma bateria difícil. O Dusty Payne é havaiano, conhece bem o local, está em boa fase, e isso conta muito no esporte. Só que, às vezes, é melhor pegar um adversário difícil, porque entra 100% focado para ganhar dele. Neste ano, quando pegou baterias complicadas, foi quando normalmente o Gabriel apresentou seu melhor surfe. Então estão confiantes, mas sabemos das dificuldades. A terceira fase vai ser decisiva, tanto para o Gabriel, quanto para o Mick e o Kelly. Será difícil para os três - finalizou.




baterias da terceira fase

1.John John Florence (HAV) x Adam Melling (AUS)
2. Owen Wright (AUS) x Fred Patacchia (HAV)
3. Michel Bourez (TAH) x Matt Wilkinson (AUS)
4. Josh Kerr (AUS) x Jadson André (BRA)
5. Miguel Pupo (BRA) x Filipe Toledo (BRA)
6. Gabriel Medina (BRA) x Dusty Payne (HAV)
7. Kolohe Andino (EUA) x Julian Wilson (AUS)
8. Bede Durbidge (AUS) x Adrian Buchan (AUS)
9. Mick Fanning (AUS) x Jeremy Flores (FRA)
10. Joel Parkinson (AUS) x Sebastien Zietz (HAV)
11. Nat Young (EUA) x Kai Otton (AUS)
12. Kelly Slater (EUA) x Alejo Muniz (BRA)




o que medina precisa para ser campeão mundial

-se for eliminado até a terceira fase => precisa que Kelly Slater não vença a etapa e que Mick Fanning não chegue às semifinais. Se Fanning for eliminado nas quartas, decide o título da temporada numa bateria homem a homem com o brasileiro.
- se for eliminado na quinta fase => Mick Fanning não pode chegar à final;
- se for eliminado nas quartas ou nas semifinais => Mick Fanning não pode vencer a etapa;
- se chegar à final => conquista o título, independentemente da campanha de seus rivais



FONTE:
http://glo.bo/1wK8mND