quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Abel lamenta gol em "jogo controlado" e desiste de taça: "Nossa briga é G-4"

Técnico garante que Inter lutará até o fim do Brasileirão por vaga na Libertadores


Por Rio de Janeiro



Chega de pensar no Cruzeiro. Dez pontos atrás do líder (60 a 50) e a oito rodadas do fim do Brasileirão, o objetivo do Inter é pensar em ficar no G4. E, na derrota por 2 a 0 para o Flamengo na noite desta quarta-feira, que culminou com a queda do time para o quinto lugar, Abel Braga acredita que o resultado negativo ocorreu pelo fato de levar o primeiro gol quando era melhor na partida.

O discurso de buscar a tão sonhada taça foi abandonada pelo treinador. Abel entende que a luta terminou no último domingo, quando o Colorado levou 2 a 1 do Corinthians. No entanto, garantiu que a equipe lutará para ficar entre os quatro primeiros e garantir uma vaga à Libertadores de 2014:

- (A briga pelo titulo acabou) No jogo passado, quando voltou a ficar nove pontos. Nossa briga é pelo G4 e está aberta. Temos que trabalhar. O Flamengo é uma equipe que está em ascensão. Fizemos um primeiro tempo igual. O jogo estava à feição e sofremos o gol, mas não vamos desistir, não podemos. Já fizemos coisas muito boas esse ano. Queríamos mais. Acho que poderíamos estar mais em cima da tabela, mas não vamos desistir.

Abel Braga, Flamengo X Internacional (Foto: Getty Images)
Abel Braga em partida contra o Flamengo no 
Maracanã (Foto: Getty Images)


O revés para o comandante colorado não foi merecido. Abel avaliou que o primeiro tempo acabou marcado pelo equilíbrio. E, na segunda etapa, quando analisava o Inter melhor postado, sofreu o primeiro gol de Gabriel. O time tentou buscar o empate e sofreu o segundo (também de Gabriel). 

Apesar do momento delicado, prometeu manter a mesma entrega nas rodadas restantes: 

- O jogo estava igual no primeiro tempo. Até tivemos a melhor chance. O jogo estava totalmente controlado e veio o gol. Aí veio o desespero.  O jogo estava bom. Ficamos muito tempo no G4. 

Agora vamos tentar recuperar para voltar nos jogos que faltam
Com o resultado, o Inter caiu para o quinto lugar com 50 pontos. Na próxima rodada, o time enfrenta o Bahia. A partida será disputada neste sábado, às 21h, no Beira-Rio.


Confira as notícias do esporte gaúcho no globoesporte.com/rs


saiba mais

Cada vez mais longe de confusão, Luxa decide poupar time contra o Bota

reinador revela que jogadores mais desgastados fisicamente vão ficar no Rio sob orientação de Antonio Mello. Chicão e João Paulo estão no grupo que não viaja


Por Rio de Janeiro


Vanderlei Luxemburgo mal teve tempo para comemorar a vitória do Flamengo sobre o Internacional, por 2 a 0, nesta quarta-feira, no Maracanã, pela 30ª rodada do Brasileirão (veja os melhores momentos no vídeo abaixo). Com 40 pontos, o Rubro-Negro vê a zona da confusão cada vez mais distante, e o treinador começa a tomar decisões preocupado também em não desperdiçar a última oportunidade de título no ano: a Copa do Brasil. Sendo assim, a empolgação pelo triunfo sobre o Colorado dividiu espaço com a preparação da equipe para pegar o Botafogo, sábado, em Manaus. E a tendência é que um time misto seja escalado pensando na semifinal de quarta-feira, contra o Atlético-MG.


Preocupado em não perder jogadores por conta da maratona de jogos, Luxa revelou que a programação rubro-negra prevê a manutenção do preparador físico, Antonio Mello, no Rio de Janeiro com alguns jogadores que estão mais desgastados fisicamente. João Paulo, suspenso, e Chicão farão parte deste grupo. A relação completa de quem vai encarar a viagem de quase quatro horas até a capital do Amazonas, no entanto, só será divulgada na tarde de quinta-feira, no Ninho do Urubu.

- Eram dois times em final de temporada, que já estão sofrendo na parte física, com lesões, exposição a cartão mais rápido... Quando se está cansado, acaba chegando atrasado nas jogadas. Jogamos 20 jogos em dois meses e pouquinho, mas é complicado falar. É o que tem, né? Alguém paga e vai colocar dessa forma. Vou pensar. Já dei uma reunida, e o Flamengo vai fazer o que é necessário para sair da confusão e visar à Copa do Brasil. O jogo em Manaus é uma viagem longa. Se tivermos que deixar alguns jogadores que estão muito cansados, vamos deixar. Vou deixar também o preparador físico, Antonio Mello, e vou para Manaus com um grupo que, mesmo que esteja sem ritmo, se doe ao máximo 

Falando do confronto com o Inter em si, Vanderlei não se gabou com a decisão pelas entradas de Elton e Nixon no segundo tempo. A verdade, porém, é que foi da dupla a jogada que terminou com o primeiro gol de Gabriel. Os bons momentos do meia-atacante, que marcou cinco gols nos últimos sete jogos, e do goleiro Paulo Victor também foram tema da entrevista coletiva, que está na íntegra abaixo.

Com 40 pontos, o Flamengo é o décimo colocado no Brasileirão, e encara o Botafogo sábado, às 21h (de Brasília), em Manaus, pela 31ª rodada. 

Flamengo x Internacional maracanã - luxemburgo (Foto: André Durão)
Luxemburgo durante a vitória sobre o 
Internacional, no Maracanã 
(Foto: André Durão)


Confira os assuntos da coletiva de Luxemburgo.

Mudanças no time
- Queria velocidade de lado. O Gabriel é rápido e está em um momento bom, insinuante, com drible. O futebol tem que ter drible. Comecei com o Eduardo, que tem uma estrela muito boa. Depois, coloquei o Luiz Antonio para manter o esquema que tinha mudado com o Márcio Araújo por dentro e o Gabriel pela direita. O time deles girava muito. Quem girava o jogo era o Willians, que sabemos que não tem uma técnica esmerada. O lateral-esquerdo sobe muito. Coloquei o Nixon no lugar do Eduardo para ter velocidade por fora e por dentro. Ia colocar o Lucas (Mugni), mas olhei bem e pensei em prender um atacante por dentro com o Nixon pela esquerda. No intervalo do jogo, o Everton já estava meio que pedindo para sair, disse que não ia aguentar. Olhando o jogo, coloquei o Nixon por ali. Deu certo. Às vezes, erramos. Outras, acertamos. O Inter veio para cima e mesmo com espaço para contragolpe não é fácil raciocinar.


Gabriel
- Ele está bem, está feliz. É preciso ter um jogador com velocidade e mudança de direção. Não podemos esquecer que é um peladeiro, que começou velho no futebol. Agora que está encorpando, estamos ensinando como bater na bola. Vive um momento bom e vai acontecer coisa boa na carreira.


Preparo físico do time
- O time tem um sentido de marcação. Perdemos isso contra o Atlético-PR, o equilíbrio como equipe, a parte tática. Se tivéssemos saído em desvantagem, quem teria o contragolpe hoje era o Inter, que tem time rápido. Mas aconteceu o contrário, ficaram os zagueiros expostos e era questão de encaixar o contra-ataque. Foi uma característica que falou no jogo.


Pressão do Inter no fim
- O Inter está no G-4, né? É um time de muita qualidade, com jogadores que matam o jogo, mas eu fiquei com a opção de contragolpe. Se toda jogada saísse gol, ia ser 44 x 44, 45 x 45.... Eles iam passar perto, mas ficaram expostos. Isso foi tema de palestra. Falei para negociarmos o jogo, que não poderíamos deixar que eles saíssem com a vantagem e que se nós fizéssemos primeiro o time deles ia ficar exposto. O Flamengo tinha obrigação de ganhar, mas o Inter também.


Paulo Victor
- Ele está vivendo um momento muito bom. Gosto muito dele, desde a vez passada que estive aqui. Quando as coisas estão boas, é assim. A bola bate na bunda dele e sai. Daqui a pouco vira, e bate na bunda dele e entra. Espero que não mude. Temos que dar os parabéns ao preparador de goleiros, que trabalha bastante, e ao César, que é outro excelente goleiro.


Homenagem ao Jayme e possibilidade de volta

- Estou pensando em tanta coisa, mas está tudo na caixinha. Vamos deixar a coisa acontecer para frente, com calma. O Jayme tem história no clube, como eu. Estamos pensando em tirar o Flamengo da confusão, colocar a cabeça para fora, mas sem esquecer de uma coisa aqui do lado, que é a Copa do Brasil. Por isso, essa vitória foi fundamental.


Evolução do Flamengo

- Estou contente, feliz, satisfeito. A resposta está sendo muito boa. O time tem dado resposta em campo e não é no jogo de hoje (com o Inter). Fomos questionados ali atrás por conta de cinco jogos sem vitórias, mas o time vinha jogando bem. Mantive a tranquilidade e era questão do resultado aparecer contra equipes que decidem em uma bola. O nosso momento é tranquilo, o ambiente é tranquilo. Estou feliz, trabalhando, não há nenhum tipo de arestas. Está tudo sossegado, e quando é assim está bom.


Jogo com o Botafogo
- Vamos ver os jogadores que estão realmente cansados. Quem estiver mesmo perto de uma estafa, de uma lesão, vamos deixar aqui. Vamos levar quem está 100% para jogar. Não dá para poupar todo mundo. Conversamos com a diretoria, vou tomar as decisões que me cabem como técnico. Há um acordo legal e vai dar tudo certo.


FONTE:
http://glo.bo/12eyHHN