Alvinegro
constrói o placar com gols de Giovanni Augusto e Lúcio Maranhão e
depende só de si para chegar à decisão. Time terminará rodada em segundo
lugar
Por GloboEsporte.comFlorianópolis
Cada
qual com suas armas, Figueirense e Metropolitano
lutaram pela sobrevivência no Orlando Scarpelli. Alvinegros saíram do
gramado vivos com o 2 a 1, ainda na briga para chegar à final do
Campeonato Catarinense. Vão dormir na liderança do quadrangular, mas
terminarão a rodada em segundo lugar, qualquer que seja o resultado de
Joinville x Criciúma neste domingo. O Metrô está liquidado,
eliminado da luta por uma inédita vaga na decisão. Foi a melhor equipe
na primeira fase e vai
terminar esta em último.
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A
necessidade da vitória
para manter boas as chances de alcançar vaga na final não deixou o
Figueira afobado. Demonstrou ter claro que o caminho era aproveitar
os vacilos do adversário ou tentar o gol em jogada de velocidade. Quando
combinou
os dois, teve uma penalidade marcada e convertida por Giovanni Augusto. O
Metrô se limitou às bolas paradas no primeiro tempo. Pouco as
teve no segundo e ainda viu Lúcio Maranhão fazer 2 a 0. Chegou a
diminuir, com Juliano Mineiro, mas conseguiu apenas elevar a temperatura
nos minutos finais. Alguns
alvinegros ficaram em campo mancando,
sem poder sair de campo, na base do sacrifício.
O Figueirense voltou a vencer após três partidas
e chegou a oito pontos. Depende só de si para estar na final. O
confronto decisivo será às
16h do próximo domingo, contra o Criciúma, no Heriberto Hülse. A única
missão do Metropolitano é mexer com os
finalistas. Com dois pontos, cumpre tabela no mesmo horário diante do
Joinville, no estádio do Sesi. O Criciúma tem sete pontos, e o
Joinville, seis.
Giovanni Augusto comemora o gol que abriu o
placar no Scarpelli (Foto: Anderson Pinheiro/
Mafalda Press/Futura Press)
Na
partida de tudo ou nada para o
Metropolitano, o técnico Abel Ribeiro promoveu o atacante Maurinho à
titularidade. No
entanto, a agilidade dele não foi a tônica da equipe. A aposta foi na
bola parada e dessa maneira levou
susto duas vezes ao longo da primeira etapa, quando levantou na área
para tentar finalização de cabeça. O Figueirense parecia ter estes
riscos controlados e tinha o antídoto contra o rival na mão: a
velocidade. Com ela,
aos 11 minutos, Everton Santos entrou na área e bateu cruzado para
assustar João Paulo.
Com ela, abriu o placar aos 17.
Após vacilo da
defesa, o elétrico Dudu entrou na área e foi
derrubado por David. Pênalti claro, convertido por Giovanni Augusto.
Goleiro de um lado, bola do outro, e Figueirense na frente no placar.
Ligado,
Dudu quase fez o seu. Ele estava dentro da área para
receber a inversão da jogada e mandar foguete.
João Paulo fez uma defesa notável. Mais
recuado no final da etapa, o Figueira deu ao Metrô o que mais queria, a
bola
parada. Numa cobrança de falta, os visitantes tiveram sua melhor chance.
Aos
33, Juliano Mineiro carimbou a trave esquerda de Tiago Volpi.
Dudu,
que levara um pisão no
fim da primeira etapa, voltou para o segundo. E, se o Metropolitano já
não conseguia agora ter tantas chances na bola parada por jogar contra o
vento, o
Figueirense chegou ao segundo gol de novo dessa forma. O
volante Marcos Assunção fez uso do vento e de sua batida na bola para
aplicar uma curva na cobrança de escanteio,
João Paulo tentou evitar que ela chegasse em Lúcio Maranhão, mas não
conseguiu. O
atacante escorou e voltou a marcar após quase dois meses, justamente no
Scarpelli e sobre o Metrô, quando fez pela última vez.
A derrota matava o Metropolitano no
quadrangular. E a equipe esbarrava num problema que a atrapalhou nessa
fase, o desperdício de chances. Aos 17 minutos, Maurinho preferiu o
peixinho rente ao terreno após escanteio e perdeu oportunidade clara. Da
área
técnica, Abel Ribeiro mandava sangue novo: entraram Washington e Juninho
para melhorar o
Metrô diante de um Figueira relaxado. Este era o cenário quando Juliano
Mineiro
diminuiu, aos 36. Os acréscimos foram dramáticos. Marcos Assunção e
Nirley já não tinham condições de defender, com possíveis lesões e
arrastando seus corpos pelo gramado. Sacrifico em nome da sobrevivência
por estar na final do Catarinense.
FONTE:
http://globoesporte.globo.com/sc/futebol/campeonato-catarinense/noticia/2014/03/figueirense-vence-e-segue-na-luta-por-final-e-metro-esta-fora-da-briga.html