quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Muricy diz que Ponte mereceu ficar com a vaga: 'Fomos até longe demais'

Técnico admite que Macaca foi superior ao Tricolor nos dois jogos das semifinais da Copa Sul-Americana

Por Mogi Mirim

A classificação da Ponte Preta para a final da Copa Sul-Americana foi merecida. Esta é a opinião de Muricy Ramalho, técnico do São Paulo, após o empate em 1 a 1 no estádio Romildão, em Mogi Mirim, na noite desta quarta-feira. Segundo o treinador, era muito difícil reverter a vantagem obtida pela Macaca no primeiro jogo - 3 a 1, semana passada, no Morumbi. Muricy apontou a atuação ruim de seu time na etapa final daquela primeira partida como o motivo de o São Paulo ter sido eliminado.

- Nosso segundo tempo no Morumbi não foi bom. Hoje o time até foi razoável no primeiro tempo, pressionou no segundo, mas a Ponte foi merecedora da classificação - disse Muricy.


Para o treinador, "o São Paulo foi até longe demais" na Sul-Americana. Ele se referia ao fato de que, há dois meses, quando assumiu a equipe, o foco era tirá-la da zona do rebaixamento no Brasileirão. A campanha na competição continental só virou prioridade depois que o Tricolor já estava a salvo no torneio nacional. E os erros no primeiro jogo contra a Ponte foram decisivos.

- Não tem frustração. Há dois meses ninguém falava disso que estávamos fazendo aqui. Só temos a agradecer. A situação era complicadíssima (no Brasileirão). Não podemos achar que foi um desastre. O ano não foi bom e a gente não merecia tanto, não. Foi até bastante longe na Sul-Americana. A recuperação foi dura. Não tem frustração - disse Muricy.


Jorginho e Muricy Ramalho, Ponte Preta x São Paulo (Foto: Marcos Ribolli) 
Jorginho e Muricy Ramalho, antes do jogo entre Ponte 
Preta e São Paulo, em Mogi (Foto: Marcos Ribolli)

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2013/11/muricy-diz-que-ponte-mereceu-ficar-com-vaga-fomos-ate-longe-demais.html

Ponte despacha São Paulo e chega a sua primeira decisão internacional

Após vencer o jogo de ida por 3 a 1, Macaca administra vantagem, não dá chances para o Tricolor e aguarda Lanús ou Libertad para disputar o título

A CRÔNICA 
 
por Carlos Augusto Ferrari e Heitor Esmeriz
 
Ser ou não ser campeã da Copa Sul-Americana, para a Ponte Preta, pelo menos nesta quarta-feira, é assunto para depois. O momento é de festejar um feito histórico. Pela primeira vez em seus 113 anos de história a Macaca chega à final de um torneio internacional. O jogo contra o São Paulo, no estádio Romildo Ferreira, em Mogi Mirim, se desenrolou como uma mera formalidade. Após vencer a ida por 3 a 1 no Morumbi, quarta passada, o time de Campinas poderia avançar até perdendo por 2 a 0. Fez bem melhor: empatou em 1 a 1 e despachou o Tricolor. 

Ponte Preta x São Paulo (Foto: Marcos Ribolli) 
Jogadores da Ponte Preta comemoram a classificação 
(Foto: Marcos Ribolli)
 
Agora, a Macaca aguarda o vencedor de Lanús, da Argentina, e Libertad, do Paraguai, que jogam nesta quinta. O time argentino, que atuará em casa, tem a vantagem do empate. E já que fez história e chegou à decisão, por que não sonhar com o título? Seria uma ótima forma de esquecer a péssima campanha no Brasileirão – a Ponte está praticamente rebaixada à Série B.

Ao São Paulo, resta lamentar um ano em que nada deu certo: eliminação na semifinal do Paulista, nas oitavas da Taça Libertadores, a luta contra o rebaixamento no Brasileirão e, agora, a perda da chance de ser bicampeão da Sul-Americana.

Leandro gol Ponte Preta jogo São Paulo Sul Americana (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com) 
Jogadores da Ponte festejam gol contra o São Paulo 
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
 
Golpe de Macaca
Como no primeiro jogo, o São Paulo começou dominando, trocando passes e envolvendo a Ponte. A diferença é que, nesta quarta, o gol rápido não saiu. O Tricolor, apesar de ter mais a bola nos pés, não sabia bem o que fazer com ela. Tinha dificuldades para achar espaços na bem posicionada defesa da Macaca. Nem Rogério Ceni parecia em seus melhores dias: numa falta logo no início, a centímetros da linha da grande área, carimbou a barreira.

A equipe de Campinas, por sua vez, se mostrava atenta às brechas deixadas pela equipe tricolor. Não tinha pressa. Vigiava bem o adversário, limpava a sua área das bolas cruzadas. Esperava pelo São Paulo. Esperava por uma bola.

E ela veio aos 42. Felipe Bastos acertou ótimo lançamento para Uendel, que dominou no peito e cruzou rasteiro. Rodrigo Caio bem que tentou: primeiro, cortou o passe do ala pontepretano. Depois, rebatou o chute de Leonardo. Só que a bola voltou para Leonardo, que acertou o alvo: 1 a 0 para a Ponte, 4 a 1 na soma dos dois jogos. A missão são-paulina, que já era difícil, ia se tornando impossível. A Ponte estava cada mais mais perto da inédita final internacional.

Ganso, Ponte Preta x São Paulo (Foto: Marcos Ribolli) 
Ganso foi anulado pela marcação da Ponte Preta (Foto: 
Marcos Ribolli)
 
Que venha a final
Não restava outra alternativa ao São Paulo no segundo tempo a não ser ir para o abafa. Muricy colocou os atacantes Luis Fabiano e Welliton em campo – saíram Paulo Miranda e Ademilson. Com três centroavantes, o Tricolor ocupou a área da Ponte. No entanto, a bola não chegava. Os responsáveis por levá-la à frente faziam partida sofrível. Ganso estava sumido; Douglas tinha dificuldades até para dominar a bola; Maicon também não foi visto em campo.

O relógio andava rápido, e nada de o time da capital criar alguma coisa. Aí veio o desespero: o time se lançou à frente, deixou espaços na defesa, e a Ponte passou a mandar na partida. Toques rápidos, corretos, os jogadores se encontrando em campo. Faltava à Macaca, porém, maior capricho nas finalizações. Que o diga Baraka, que recebeu livre na área, aos 30, e optou por dar mais um corte em vez de chutar a gol. Perdeu o ângulo, tentou passar a bola e perdeu o lance.

Aos 38, um lampejo tricolor. Após chute desviado, a bola sobrou para Luis Fabiano cabecear e empatar a partida. Era muito pouco para o Tricolor. Gol insuficiente e tarde. O time do Morumbi precisava de mais dois gols para levar para os pênaltis, ou mais três para avançar à decisão. A Ponte não voltaria a vacilar. Agora, que venha a final para a Macaca.

Torcida Ponte Preta (Foto: Marcos Ribolli) 
Torcida da Ponte Preta faz a festa e provoca são-paulinos 
(Foto: Marcos Ribolli)
 
 
FONTE: