segunda-feira, 8 de julho de 2013

Com QI de gênios, Bartoli despreza 'padrões': 'Não sou loura, tudo bem'

Alheia aos padrões que atraem os holofotes, francesa conquista primeiro Grand Slam: 'Se eu sonhei com um contrato de modelo? Não, me desculpe'

Por SporTV.com Londres
 
Marion Bartoli campeã Wimbledon tênis (Foto: Getty Images)'Fora dos padrões', Bartoli comemora título inédito
no Grand Slam de Wimbledon (Foto: Getty Images)
 
Com o troféu em mãos, Marion Bartoli comemora, ainda na grama de Wimbledon, enquanto o apresentador John Overdale faz comentários para a emissora de rádio do canal BBC. “Você acha que o pai da Bartoli falou quando ela era pequena: ‘Você nunca vai ser bonita, você nunca vai ser uma Sharapova, então precisa ser dura e lutar’?”, ele pergunta. As palavras geraram polêmica, mas a francesa não desfez o sorriso. Aos 28 anos, com seu primeiro título de Grand Slam no currículo, a agora número 7 do mundo já se acostumou a seguir em frente em meio a musas e estrelas, sem festas ou holofotes.

Há quem a considere, com 1,70m, baixa demais. Ou ainda quem enxergue alguns quilos em excesso. Bartoli admite fugir do perfil das musas que costumam atrair a mídia no circuito. Quando criança, se descobriu brilhante. Mas, mesmo com um quociente de inteligência (QI) superior aos de gênios como Albert Einstein, Platão e Bethoven, escolheu o caminho das quadras. No último sábado, a francesa se mostrou certeira: derrubou Sabine Lisicki e conquistou o seu primeiro título de Grand Slam. E, com simplicidade, diz estar satisfeita com sua aparência.


- Eu tenho certeza de que conseguirei assistir ao DVD da partida várias vezes e olhar para a minha imagem com o troféu nos meus braços. Essa é a coisa mais importante para mim, não o que eu posso fazer fora da quadra. Não me importa, honestamente. Eu não sou loura, tudo bem. Esse é um fato. Se eu sonhei com um contrato de modelo? Não, me desculpe. Mas se eu sonhei com um título em Wimbledon? Absolutamente, sim. E partilhar esse momento com o meu pai foi fantástico e estou muito orgulhosa disso – disse a tenista, que havia sido vice-campeã no Grand Slam inglês em 2007 e surpreendeu no jantar de comemoração do título com um vestido curto e sapatos de salto alto.

Bartoli nasceu em Retournac, uma aldeia de 2.700 habitantes no interior da França. Seu pai, Walter, um médico apaixonado por tênis, foi quem levou a menina para um pequeno ginásio local, aos seis anos. Foi também o primeiro a admitir que a filha “não era, em teoria, feita para estourar no mais alto nível”. A francesa também costuma dizer que, com menos altura e força física que as rivais, precisa fazer mais sacrifícios nos jogos.

No ginásio de sua aldeia, Bartoli enfrentou suas primeiras dificuldades. A quadra local mal tinha recuo atrás da linha de saque. Por isso, a francesa precisava dar alguns passos à frente para não bater com a raquete na parede. Assim, se acostumou a jogar de forma agressiva, batendo com as duas mãos, inspirada em Monica Seles, dona de dez Grand Slams.

tênis marion bartoli walter bartoli final wimbledon (Foto: Agência AFP)Bartoli comemorou o título com o pai, Walter, nas arquibancadas (Foto: Agência AFP)
 
Àquela época, porém, Bartoli ainda não via o tênis como seu futuro. Em um teste, descobriu ter um QI de 175, maior que o de gênios como Platão (170), Beethoven (165), Albert Einstein, Bill Gates e Stephen Hawking (160). No colégio, era uma aluna aplicada e perfeccionista. Quanto tirava uma nota abaixo da máxima, encarava como uma “catástrofe”.

- Só comecei a pensar em me tornar jogadora profissional aos 17 anos, quando fui campeã do US Open na categoria juvenil. Tinha mais facilidade na escola do que no tênis – disse uma vez.

Seu pai resolveu treiná-la fora de qualquer estrutura da Federação Francesa de Tênis (FFT), o que não foi bem visto pelos dirigentes. No ano passado, não pôde participar dos Jogos Olímpicos de Londres, mesmo sendo a número um francesa, por conta de um desentendimento com a entidade. Mesmo em seu país, Bartoli nunca foi unanimidade. Durante toda a carreira, enfrentou problemas inclusive para conseguir patrocínios.

tênis marion bartoli final wimbledon (Foto: Agência Reuters)Francesa costuma exibir um tênis agressivo nos
jogos (Foto: Agência Reuters)
 
- Sou número 11 do mundo, mas vou comprar meu material esportivo na loja – chegou a dizer a francesa em 2010.

Apesar do incentivo do pai, a relação dos dois nunca foi tranquila. Entre idas e vindas, Bartoli passou a treinar com a ex-tenista Amelie Mauresmo, que tem um título em Wimbledon no currículo. A aposta deu certo. Em toda sua jornada em Londres, não perdeu um set sequer.

- Honestamente, é um sentimento maravilhoso. Quero dizer, eu ainda não posso acreditar que acabei de vencer Wimbledon. Eu não posso acreditar que sou campeã de Wimbledon. Você sonha com isso todos os dias – disse.

O título enche a francesa de confiança. Mas, ainda que não consiga mais nenhuma conquista à altura, Bartoli está satisfeita.

- Sou campeã de Wimbledon. Ainda que eu não consiga outro título, vou continuar muito orgulhosa – disse.

FONTE:
http://sportv.globo.com/site/eventos/Wimbledon/noticia/2013/07/com-qi-de-genios-bartoli-despreza-padroes-nao-sou-loura-tudo-bem.html

Pacotão: rodada#6 tem novo líder, mico de Nei e choro de R. Augusto

Com gol de Seedorf, Botafogo vence Flu e assume a ponta em rodada de erros individuais em Inter x Vasco, e lágrimas de meia corintiano após pancada

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
 
Seedorf gol Botafogo x Fluminense (Foto: Antônio Carneiro / Pernambuco Press)Seedorf: gol no clássico e liderança do Botafogo
(Foto: Antônio Carneiro / Pernambuco Press)
 
A volta do Campeonato Brasileiro teve a marca da categoria de Seedorf. Aos 37 anos, o craque holandês voltou cheio de gás após a parada para a Copa das Confederações e foi decisivo no "Clássico Vovô", fazendo o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense e que colocou o Botafogo na liderança. Presente e tanto para quem completou na véspera um ano como jogador alvinegro. De quebra, ainda vestiu a camisa do rival na saída de campo. O gol, um chutaço de fora, foi bonito, mas teve melhor.

Curiosamente, aliás, o golaço e gol mais perdido da rodada foram protagonizados pelo mesmo time, o Náutico, que perdeu da Ponte Preta por 3 a 1. Caion foi quem se salvou na derrota, ao acertar um belo chute, na gaveta. Bem diferente de Rogério, que, cara a cara com o goleiro da Ponte Preta, chutou torto e passou vergonha na Arena Pernambuco.

Quem também precisa calibrar o pé são os atacantes do Cruzeiro. O time finalizou 20 vezes contra apenas seis da Portuguesa, mas não passou do 1 a 1 com o time paulista. A explicação do empate, porém, também passa por Lauro. O goleiro fez cinco defesas difíceis, o máximo na rodada.

 Nenhuma, porém, superou a de Vanderlei, do Coritiba, que pegou um chute de João Paulo, do Flamengo, de forma espetacular.

A rodada foi de poucas jogadas violentas, tanto que não houve expulsão. Mas houve jogador deixando o gramado chorando. Foi Renato Augusto, do Corinthians, atingido por Souza, do Bahia. O atacante tricolor pode não ter tido a intenção de levar Renato Augusto às lágrimas, mas mereceu o "sarrafo" da rodada.

Por fim, merece destaque o festival de trapalhadas sob a neblina de Caxias do Sul (RS), onde Internacional e Vasco se enfrentaram. De lá, vieram o "frango" e o "mico" da vez. O goleiro colorado Muriel colaborou com o gol de Fellipe Bastos, mas nada que se compare ao gol contra de Nei. Sua cabeçada contra a própria rede vascaína será difícil de se esquecer.

O GLOBOESPORTE.COM mostra as estatísticas e os selos da 6ª rodada. Confira!


Pacotão Brasileirão 2013 rodada 6 (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)
 
header golaço (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)

O resultado contra a Ponte Preta foi péssimo para o Náutico. Mais uma derrota em casa, por 3 a 1, dessa vez na Arena Pernambuco, sua nova casa - antes de se despedir dos Aflitos o time já havia perdido como mandante para o Vitória. De positivo para o Timbu, somente o golaço de Caion. O atacante entrou no segundo tempo e não se intimidou. Acertou um chutaço de fora da área, no ângulo, sem defesa para Roberto.

header pacotao gol mais perdido da rodada (Foto: arteesporte)

Rogério não fez uma partida tão ruim. Buscou jogo, driblou, armou contra-ataques, cruzou algumas bolas, mas não fez o mais importante. Aproveitar uma chance de ouro para o Náutico. Cara a cara com o goleiro da Ponte Preta, o jogador alvirrubro perdeu o gol mais feito da rodada, batendo para fora, torto, torto. É, Rogério, é bom cobrir mesmo o rosto... de vergonha.

header defesa (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)
 

Não foi uma defesa apenas "no reflexo". Vanderlei teve que saltar no cantinho para buscar o chute de João Paulo, do Flamengo, praticamente à queima-roupa. O lateral rubro-negro fez o certo, bateu forte, rasteiro. Mérito para o goleiro do Coritiba, que ainda pegou um pênalti, de Marcelo Moreno, no empate em 2 a 2, no Mané Garrincha, em Brasília.

header frango (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)
 

Menos mal para o goleiro Muriel que lá na frente o ataque do Internacional fez a sua parte. Com Forlán, Rafael Moura e companhia, e garantiu uma vitória por 5 a 3. Porque, ainda que Fellipe Bastos tenha chutado com violência, o goleiro colorado deu uma boa mãozinha para um dos três gols vascaínos, aceitando uma falta cobrada de longe e que nem foi rente à trave. A bola passou praticamente debaixo do braço direito do goleiro. Frango.

header mico (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)

Presente por presente, o de Nei, lateral-direito do Vasco, é insuperável. O ex-jogador do Inter até tentou explicar que estava desequilibrado, mas sua cabeçada contra a própria meta é daquelas em que nada serve de justificativa. Uma testada certeira e o título de mico incontestável da rodada.

header sarrafo (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)
 
 
Não foram muitas entradas violentas na rodada, tanto que nenhum jogador foi expulso nos dez jogos do fim de semana. Mas a cena de Renato Augusto, do Corinthians, deixando o gramado chorando chamou a atenção. Numa disputa de bola, o meia acabou atingido com o cotovelo pelo atacante Souza, do Bahia.

header drible (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)
 
 

Faltou "alegria nas pernas" dessa vez. Foram poucos os dribles que mereceram destaque. Salvou-se o de Fernandão, centroavante do Tricolor Baiano. Ele aplicou uma "caneta" de respeito em ninguém menos que Ralf, volante corintiano, conhecido por seu poder de marcação e que já foi convocado para a seleção brasileira. Esse foi desmoralizante.

header erro (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)
 
Que havia um jogador do Vitória à frente da linha de defesa do Goiás no momento do lançamento, havia. O problema é que quem completou para a rede foi Hugo, do próprio Goiás. Ou seja, um gol contra que acabou mal anulado, por impedimento. O lance acabou ajudando o Goiás a voltar a vencer em casa na Série A, o que não ocorria desde outubro de 2010, já que o time passou dois anos Série B.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/2013/07/pacotao-rodada6-tem-novo-lider-mico-de-nei-e-choro-de-r-augusto.html