sábado, 16 de março de 2013

Surpreso com substituição, Lúcio fala: 'Quando eu saí estava 0 a 0'


Zagueiro tenta não entrar em polêmica com Ney Franco e diz que acompanhou a derrota na Argentina de uma TV no vestiário

Por Leandro Canônico São Paulo

Lúcio no ônibus (Foto: Carlos Augusto Ferrari)Lúcio foi para o ônibus bem antes do restante da delegação (Foto: Carlos Augusto Ferrari)

Chateado com a derrota do São Paulo na Argentina contra o Arsenal, na última quinta-feira, em Buenos Aires, o zagueiro Lúcio chamou a atenção ao ir para o ônibus da delegação bem antes do restante dos companheiros. Substituído no segundo tempo, o jogador acompanhou os minutos finais do duelo através de uma TV nos vestiários do Estádio Julio Humberto Grondona, mas deixou o local assim que o árbitro apitou o fim da partida.

No desembarque tricolor na capital paulista na tarde desta sexta-feira, o jogador se disse surpreso com a alteração promovida pelo técnico Ney Franco, mas recordou que o jogo ainda estava empatado quando deixou o gramado.

– Quando eu saí estava 0 a 0, mas depois perdemos. Independentemente disso o sentimento é ruim pela derrota – afirmou o zagueiro.

– Não fui para o ônibus antes de terminar a partida. Vi o jogo de um TV no vestiário, mas é claro que fico triste quando não jogo. O dia que eu não ficar é melhor parar – completou.

Não vou opinar sobre a situação do Ney Franco. Meu objetivo é dar o meu melhor"
Lúcio

Para acabar com qualquer polêmica, o presidente Juvenal Juvêncio se pronunciou no desembarque da delegação do São Paulo no aeroporto de Cumbica sobre o incidente envolvendo o zagueiro e o treinador.

– Certamente o Lúcio não gostou, se gostasse seria pior. Ele saiu antes. O vestiário lá é extremamente desconfortável. Tenho a impressão que ele preferiu ficar no ônibus – avaliou o dirigente.

A má campanha do São Paulo na Taça Libertadores da América já faz o técnico Ney Franco balançar no cargo. Ao ser questionado sobre o futuro do comandante no clube, Lúcio disse respeitar as decisões do treinador, mas optou por não entrar em polêmica.

– Eu estou aqui para ajudar e respeito o treinador. Fiz o melhor que pude. Treinamos o esquema e não teve troca de zagueiro, mas ele achou certo e eu respeito – disse.

– Não vou opinar sobre a situação do Ney Franco. Meu objetivo é dar o meu melhor e estar junto com os meus companheiros – afirmou o defensor.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2013/03/surpreso-com-substituicao-lucio-fala-quando-eu-sai-estava-0-0.html

Fabíola dita o ritmo, Osasco elimina Campinas e chega à 12ª final seguida


Levantadora guia equipe em vitória contra rivais e leva paulistas a mais uma decisão de Superliga. Agora, time espera rival para defender seu título

Por GLOBOESPORTE.COM Campinas, SP

 
Diziam que a missão de todos os outros era impedir um déjà vu. Um novato, então, tentou assumir a responsabilidade. Em sua primeira Superliga, Campinas surgiu como um dos candidatos a se infiltrar na soberania de Osasco e Rio de Janeiro no vôlei feminino. Mas, nesta sexta-feira, a experiência teve um peso maior. Com um elenco de estrelas, o Osasco se impôs diante de um ginásio lotado pela torcida rival e fez sua parte. Com atuações impecáveis de Fabíola, Fernanda Garay e Adenízia, as atuais campeãs venceram por 3 sets a 0, parciais 25/19, 25/16 e 25/20, fecharam a série em 2 a 0 e garantiram o lugar em mais uma decisão. É a 12ª vez seguida que o time paulista chega à final da competição nacional.

Agora, o Osasco aguarda para conhecer seu rival na decisão do dia 7 de abril, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Na outra semifinal, será a vez do Sesi-SP tentar impedir que o Rio de Janeiro confirme as previsões e avance a mais um duelo pelo título. As cariocas, no entanto, têm a vantagem: venceram o primeiro confronto e podem fechar a série neste sábado, às 10h, no Maracanãzinho.

Em 11 finais até aqui, o Osasco tem cinco títulos na Superliga. Após a partida, Fabíola, que foi cortada da seleção que conquistaria o bicampeonato olímpico em Londres, disse que a atuação não foi uma resposta a José Roberto Guimarães.


- Não tenho que provar, ele conhece meu trabalho, sempre trabalhou comigo. Eu tenho que provar a mim mesma que sou capaz e tenho condições. Estou muito feliz - afirmou a levantadora, eleita melhor em quadra, em entrevista ao SporTV. 

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vôlei comemoração Osasco (Foto: Uéber Rosário / Ag. Estado)Equipe do Osasco  comemora vitória em Campinas (Foto: Uéber Rosário Ag. Estado)

O jogo
O mar azul nas arquibancadas incentivava um início empolgado do time da casa. Não foi bem assim. Surdas ao barulho da torcida do Campinas, as jogadoras do Osasco dispararam na frente nos primeiros pontos. Fernanda Garay, em belo ataque, e Adenízia, no bloqueio sobre Vasileva, abriram a contagem. A equipe de Zé Roberto até equilibrou em um primeiro momento, mas as visitantes voltaram a abrir uma boa vantagem: 10/4.

Zé Roberto pedia às jogadoras uma leitura melhor do jogo. Nervosas pela necessidade da vitória, as donas da casa facilitavam a vida das rivais com erros em sequência e problemas no ataque. Mas o Osasco, que chegou a ter 20/12 no placar, também falhava. Tanto que permitiu uma breve reação do Campinas. Com Vasileva e Ramirez, o time da casa fez a diferença cair para apenas quatro pontos. Mas um erro de recepção de Ramirez e Suelen, porém, impediu qualquer virada: 25/19.


Foi um início mais equilibrado, é verdade. Mas, aos poucos, o bloqueio e o saque de Osasco voltaram a fazer diferença. Adenízia e Fernanda Garay impediram dois ataques em sequência do Campinas. Depois, Sheilla mandou a bola em cima de Ramirez, e a cubana se enrolou na recepção. Na primeira parada técnica, as visitantes já tinham 8/3.

O Campinas tentava reagir, mas esbarrava no nervosismo. Tenso no primeiro set, Zé Roberto se acalmou para pedir menos precipitação às jogadoras.  As donas da casa cresceram e passaram a pressionar as rivais. Osasco passou a errar mais e a ceder alguns pontos bobos. Mas, ainda assim, as meninas de Luizomar de Moura tinham folga suficiente para seguirem tranquilas. E mesmo quando as coisas não funcionavam tão bem, as visitantes mostravam contar com a sorte. Depois, na pancada, Thaísa fechou o set: 25/16.

vôlei Vasileva Campinas x Osasco (Foto: Felipe Christ / Amil)A búlgara Vasileva não conseguiu impedir a derrota do Campinas (Foto: Felipe Christ / Amil)

Para o Osasco, faltava apenas um set para sua 12ª final seguida. O Campinas, porém, tinha uma parcial para adiar a queda. As donas da casa, então, voltaram mais ousadas. Um ace de Pri Heldes abriu a contagem. Com a responsabilidade de decidir no ataque, Vasileva soltou a mão e explodiu na comemoração. As rivais mostravam calma e, mais uma vez, passaram à frente. Zé Roberto já não tinha tanta paciência. Aos gritos, o técnico da seleção brasileira tentava sacudir suas jogadoras.

Durante toda a parcial, o Campinas lutou. Tentou até o fim segurar o Osasco e forçar ao menos o quarto set. Mas as paulistas nem precisaram fazer muito esforço. Apesar da luta, as donas da casa se perderam em erros. No fim, Jaqueline aproveitou mais um ataque e fechou a tampa: 25/20, e mais uma final garantida.

vôlei comemoração Osasco (Foto: Fabio Rubinato / Ag. Estado)Osasco comemora ponto na partida (Foto: Fabio Rubinato / Ag. Estado) 

FONTE: