Atacante do Santos quebra o recorde
desde que o prêmio começou a ser disputado. Camisa 11 alvinegro deixa Zé
Carlos e Lúcio Maranhão para trás
Por GLOBOESPORTE.COM
Rio de Janeiro
Neymar vence a disputa pelo Artilheiro do Ano
(Foto: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC)
Um prêmio atrás do outro. Essa foi a rotina de Neymar em 2012. Entre troféu de melhor atacante do Campeonato Brasileiro, Globolinha, título do Armando Nogueira e a indicação para o gol mais bonito do ano,
o jogador do Santos fecha mais uma temporada como principal destaque em
atividade no país. E, para finalizar, a coroação de principal
artilheiro do Brasil. Com 43 gols, o camisa 11 alvinegro passou
concorrentes que lideraram o ranking em boa parte do ano, mas não
conseguiram se manter no topo. Com uma sequência de jogos na reta final
do Brasileirão, faturou o Prêmio Artilheiro do Ano. Esta é a segunda vez
que Neymar vence. A outra foi em 2010, quando empatou com Jonas, na
época no Grêmio, com 42 gols.
Nesta temporada ele dividiu as finalizações certeiras da seguinte
maneira: 20 no Campeonato Paulista, oito na Libertadores, 14 no
Brasileiro e um na Recopa. Um dos principais concorrentes durante a
temporada foi Neto Baiano. O atacante liderou enquanto estava no Vitória, mas, ao acertar com o Kashiwa Reysol, do Japão, deixou a disputa.
Zé Carlos, do Criciúma, e Lúcio Maranhão,
do ASA-AL, passaram a duelar e finalizaram com 41 e 40 gols,
respectivamente, logo atrás de Neymar. Mesmo longe do país por um
período considerável, Neto Baiano fechou em quarto, à frente de Luis Fabiano (São Paulo) e Fred (Fluminense), este último o artilheiro do Brasileirão.
Vale ressaltar que somente competições oficiais envolvendo clubes
brasileiros fazem parte da disputa do Prêmio Artilheiro do Ano: a
primeira divisão de todos os estaduais do país, as Séries de A a D do
Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil, a Taça Libertadores da América,
a Copa Sul-Americana, a Recopa Sul-Americana e o Mundial de Clubes.
O PRÊMIO
O troféu do Prêmio Friedenreich é uma iniciativa do programa "Globo
Esporte", da TV Globo, em parceria com o GLOBOESPORTE.COM. E a disputa
para ganhar o troféu é bastante democrática - e, com isso,
acirradíssima. Todos os que disputam as Séries A, B, C e D do Campeonato
Brasileiro estão na briga. Além dos gols marcados nas quatro divisões
da competição, serão contabilizados os feitos nos Estaduais (apenas da
primeira divisão), Copa do Brasil, Taça Libertadores, Copa
Sul-Americana, Recopa Sul-Americana e Mundial de Clubes da Fifa.
O HOMENAGEADO
Se Charles Miller trouxe a bola para o país e deu, com isso, o pontapé
inicial para aquela que se tornou a grande paixão nacional, Artur
Friedenreich foi um dos pioneiros do talento "made in Brazil". Ainda que
existam controvérsias sobre o número de gols marcados pelo atacante -
uma estatística aponta 1.329, apesar de outras assegurarem pouco mais de
500 -, a história, seja pelos recortes de jornais ou pelos testemunhos
dos já saudosos bisavós, confirma que Fried foi um jogador
extraordinário. Conquistou sete títulos paulistas (seis pelo Paulistano e
um pelo São Paulo da Floresta, que deu origem ao atual São Paulo
Futebol Clube), uma Copa Rocca (1914) e dois Sul-Americanos (1919 e
1922) pela seleção brasileira. Ainda no Campeonato Paulista se consagrou
como artilheiro em oito edições.
OS VENCEDORES
2008 - Keirrison (Coritiba), com 41 gols
2009 - Diego Tardelli (Atlético-MG), com 39 gols
2010 - Jonas (Grêmio) e Neymar (Santos), com 42 gols cada
2011 - Leandro Damião (Internacional), com 38 gols
2012 - Neymar (Santos), com 43 gols