quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Cruzeiro leva poucos sustos, aproveita chances e afunda o Dragão

Com um gol em cada tempo, marcados por Borges e Wellington Paulista, Raposa fica a quatro pontos do G-4. Atlético-GO segue na zona da degola


 A CRÔNICA
por Léo Simonini

Parecia mais um campo neutro, já que nesta quarta-feira o Serra Dourada recebeu 2.675 torcedores, divididos entre atleticanos e cruzeirenses. Contra um adversário pressionado, o Cruzeiro se sentiu à vontade e venceu com certa facilidade, por 2 a 0, gols de Borges, na etapa inicial, e Wellington Paulista, de pênalti, no segundo tempo. O Atlético-GO até que teve mais posse de bola e poderia ter endurecido o jogo, mas Márcio bateu para fora uma penalidade máxima quando a partida ainda estava 1 a 0 para o rival. 

Borges, Atlético-GO x Cruzeiro (Foto: Agência Reuters)Borges comemora o primeiro gol do Cruzeiro (Foto: Agência Reuters)

Para o atacante Ricardo Bueno, o primeiro jogo do returno foi um dos piores do Atlético-GO, que não perdia há cinco rodadas.

- Pior jogo. Vacilamos, principalmente no 1º tempo. Temos que continuar, porque é apenas o primeiro jogo do returno. 

Já o goleiro Fábio comemorou a vitória fora de casa.
- A gente pensa jogo a jogo, o importante é lutar. A gente precisava desta vitória para começar bem o returno. Foi uma bela vitória. 

Com o resultado, o Cruzeiro volta a sonhar com uma das vagas para a Libertadores de 2013. O time vem em sexto lugar com 31 pontos, quatro atrás do quarto colocado, o Vasco. Além da matemática, o que empolga a torcida é a evolução no futebol da equipe, que se mostra firme na defesa e com velocidade no contragolpe. Os goianos se complicam ainda mais, já que permanecem com 16 pontos, na 18ª posição, e podem cair uma posição se o Sport pontuar contra o Flamengo nesta quinta, às 21h, em Volta Redonda (RJ).

O Atlético-GO volta a campo neste domingo. O time viaja até Campinas, onde encara a Ponte Preta, às 18h30m (de Brasília). O Cruzeiro, no mesmo dia e horário, recebe o Náutico, no Independência.

Um gol feito, outro perdido

Mesmo com o time mantendo certa regularidade, já que não perdia há cinco rodadas, a torcida do Atlético-GO compareceu em pequeno número ao estádio Serra Dourada. Desta forma, a torcida do Cruzeiro igualou forças. Em campo, o time da casa até ficava mais com a bola no pé, tentando girar a bola com o meia Wesley, mas sem conseguir acionar os atacantes Patrick e Ricardo Bueno. Os dois, por sinal, não viviam noite feliz, já que, quando a bola chegava, a jogada não tinha sequência
.
Pelo lado cruzeirense, os desfalques continuam sendo o drama. Sem conseguir repetir a escalação, Celso Roth resolveu fazer uma mudança a mais, já que sacou da equipe o jovem Lucas Silva para armar o meio-campo com Sandro Silva protegendo mais a defesa, e com Charles e Tinga dando mais apoio a Montillo. E foi numa chegada de Tinga que apareceu a primeira boa oportunidade do Cruzeiro. Ele foi ao fundo e cruzou para trás para Wallyson finalizar com pouco ângulo. Márcio fez a defesa.

o caçador

Charles
7 FALTAS COMETIDAS

Recordes de faltas cometidas em um jogo:
01 Rogério POR 1 x 0 SPO - 6ª RODADA 8
02 Romarinho COR 1 x 3 BOT - 7ª RODADA 8
03 Pierre PAL 0 x 1 CAM - 4ª RODADA 8
ranking parcial do campeonato até 29/08/2012

mais sobre Charles

Com a criação no meio comprometida, o Dragão buscava apoio, sobretudo com os laterais - Eron pela esquerda e Diogo Campos pela direita - mas sem levar perigo ao gol de Fábio.

Os mineiros, melhores em campo, conseguiram abrir o marcador aos 26 minutos. Montillo bateu mal um escanteio da direita. Léo chegou primeiro que Marino e Rênie, desviando com o pé direito. Na pequena área, Borges dominou, girou e fuzilou Márcio, que nada pôde fazer: 1 a 0.
Quando o placar do primeiro tempo parecia definido, já que o Dragão não conseguia assustar, Marino deu ótima enfiada de bola para Eron nas costas da defesa. O lateral chegou primeiro na bola, mas foi derrubado por Wallyson dentro da área. Pênalti e cartão amarelo para o atacante. Na cobrança, o goleiro Márcio tentou acertar o canto direito baixo de Fábio, mas mandou para fora, levando ao delírio a torcida cruzeirense presente ao Serra Dourada.

WP9 entra para marcar

Do intervalo, o Atlético-GO voltou com duas mudanças. Entrou o zagueiro Diego Giaretta no lugar de Rênie, que havia sentido a coxa direita ainda na primeira etapa, e também Joílson na vaga de Marino, no intuito de dar mais qualidade ao passe final da equipe.

O Dragão começou pressionando o adversário. Com mais posse de bola, o time acuava o Cruzeiro, que praticamente adotou o esquema 3-5-2, já que Léo, improvisado na direita, pouco subia, enquanto Wallyson fechava o setor como um verdadeiro lateral, ajudando muito na marcação.

Se já tinha apenas Montillo e Borges mais adiantados, a torcida viu com temor quando o meia argentino teve de ser substituído logo aos oito minutos por sentir um desconforto na coxa. Ele saiu para a entrada de Souza.

Sem o principal jogador, o Cruzeiro se fechou ainda mais e quase sofreu o empate antes dos 15. Diogo Campos deu bom lançamento para Wesley, dentro da área, mas o camisa 10 perdeu o tempo de bola e viu Fábio sair bem para evitar o empate. O erro foi a senha para que a torcida da casa começasse a vaiar a equipe, principalmente o meia que perdeu ótima chance.

Isolado no ataque, Borges acabou substituído por Wellington Paulista. Em sua primeira jogada, ele deu passe para Tinga. Sozinho, o meia partiu para cima da defesa e acabou derrubado por Dodó dentro da área. Pênalti que Paulista bateu com tranquilidade.

Desordenado, o Dragão passou a dar espaços na defesa, e após linda jogada de Wellington Paulista e Souza, Wallyson quase fez o terceiro, mas Márcio conseguiu abafar na hora do arremate. No desespero, o time continuou a pressionar o Cruzeiro, mas não foi feliz na hora de marcar. Fim da série de cinco jogos sem perder e triunfo azul longe de Minas.


FONTE:

Forlán perde gol incrível, e Coritiba vence Inter em lance polêmico

Bolívar tenta afastar perigo e chuta em cima de Rafinha. Bola vai para a rede, e jogadores colorados pedem toque de mão 


 A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
 
Em um jogo com poucas chances de gol, venceu o time que teve mais sorte. No Couto Pereira, o Coritiba superou o Inter por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, graças a um gol de Rafinha, na segunda etapa. O gol saiu por acaso. Ao tentar afastar o perigo após rebote de Muriel, Bolívar chutou em cima de Rafinha. A bola entrou no cantinho, e os colorados pediram toque de mão do jogador do Coritiba.

Válida pela 20ª rodada do Brasileirão, a partida também foi marcada por um gol incrível desperdiçado por Diego Forlán. Com baixo rendimento na partida, o uruguaio finalizou sem goleiro por cima do travessão e acabou substituído na segunda etapa. Completou sete partidas sem balançar as redes.


Com o resultado, o clube paranaense se mantém estacionado na 15ª colocação, com 22 pontos. Na próxima rodada, enfrenta o Botafogo, no Engenhão. Melhor do que a pontuação, o grupo paranaense saiu satisfeito com o resultado.

- O desempenho da equipe é maravilhoso. Na raça, vontade e superação. Com jogadores sentindo, mas não saindo de campo – avaliou o lateral Ayrton, que finalizou quatro vezes na partida.

Já o Colorado cai para sétimo, com 31, e fica cada vez mais distante do G-4. Há quatro partidas sem vencer, tentará a reabilitação contra o Flamengo, domingo, no Beira-Rio. Abalados pela derrota, os jogadores colorados saíram na bronca com a arbitragem.

- Tem que procurar resolver essa situação para conseguirmos a vitória. No meu entender, foi mão na bola. É inacreditável que, sempre quando é a nosso favor, na dúvida, o juiz não marca – reclamou Muriel.


Rafinha, Coritiba x Internacional (Foto: Franklin de Freitas / Agência Estado)Rafinha contou com ajuda da defesa para marcar o gol (Foto: Franklin de Freitas / Agência Estado)

Primeiro tempo fraco

Com menos de cinco minutos, problema para o técnico Fernandão. O zagueiro Juan sentiu dores musculares e caiu sozinho no campo de defesa. Fez sinal para o técnico e saiu com dificuldade para caminhar. Índio entrou em seu lugar.

Em um jogo truncado, de forte marcação, o Coxa tentava compensar os inúmeros desfalques com tiros à média distância. O lateral-direito Ayrton, por exemplo, tentou três vezes: de bico, de lado de pé, mas sempre com força. Depois, aos 15 minutos, Alex Santos tentou da intermediária e viu Muriel efetuar defesa segura.


Forlan e Rafinha, Coritiba x Internacional (Foto: Geraldo Bubniak / Agência Estado)Forlán e Rafinha disputam a jogada
(Foto: Geraldo Bubniak / Agência Estado)

Havia na partida um holofote particular sobre Diego Forlán, contratação de grife na temporada. Há seis jogos sem marcar, o uruguaio atuava pressionado para quebrar a marca e afastar a fase ruim. O esperado gol poderia ter saído aos 21 minutos. Foi quando o meia Fred surgiu em velocidade na ponta esquerda e fez cruzamento açucarado, deixando o arqueiro Vanderlei batido na jogada. De frente para a meta vazia, o atacante bateu de primeira, de chapa. Mas a bola subiu demais.

Em um lance de sorte, Leandro Damião esteve perto de movimentar o placar aos 25. Pelo lado direito da intermediária, tentou cruzar e quase surpreendeu o camisa 1. A bola bateu no travessão, antes de sair pela linha de fundo. A resposta paranaense também foi de longe: chute de Lincoln, defendido por Muriel.

Com o objetivo de melhorar a produção ofensiva paranaense, Marcelo Oliveira colocou Marcel na vaga de Alex Santos. Na prática, pouco mudou. O sistema se baseava em cruzamentos para a área.

Poucas chances na etapa final


Se a força ofensiva do Coritiba não era lá essas coisas, a defesa do Inter resolveu dar uma ajudinha. Aos 11, Lincoln recebeu na área e chutou. Muriel defendeu. Na sobra, ao tentar afastar de balão, Bolívar acertou Rafinha, e a bola entrou de mansinho no gol. Os colorados pediram toque de mão do jogador do Coritiba. O juiz interpretou como lance legal: 1 a 0.

Os donos da casa ganharam moral, trocavam passes no ataque, mas não assustavam. Aos 15, Forlán foi substituído por Mike. Pior para o lado gaúcho, já que o lateral-esquerdo Kleber também sentiu dores musculares. Acabou saindo para a entrada de Marcos Aurélio. Dessa forma, Nei foi improvisado na lateral-esquerda, enquanto Elton foi deslocado para a direita. Pelo lado paranaense, Júnior Urso entrou na vaga de Chico.

Depois de um período de grande instabilidade, o Inter cresceu na base do abafa, mas sem grande organização. As chances criadas foram pelo alto. Aos 24, Marcos Aurélio cobrou falta com força da meia-esquerda, a defesa desviou contra o próprio patrimônio e Vanderlei saltou para salvar a pátria.

A reação esboçada foi tímida. No final do jogo, Ayrton teve bola na trave, enquanto Fred bateu com perigo da entrada da área. Parou por aí. E o Coritiba conseguiu garantir a vitória, não pelo rendimento, mas graças ao lance estranho aos 11 minutos do segundo tempo.



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