quinta-feira, 19 de julho de 2012

Repetitivo para um, inédito para outro: Santos e Bota ficam no 0 a 0

A CRÔNICA
por Marcelo Hazan

Um Santos remendado, sem Neymar e Ganso, esbarrou no bem montado time do Botafogo e chegou à incrível marca de sete empates em dez jogos neste Campeonato Brasileiro - o desta quarta-feira, na Vila Belmiro, foi o quinto 0 a 0. Os cariocas tiveram mais a posse de bola (51% a 49%) e arriscaram mais finalizações (13 contra sete), mas pela primeira vez passaram em branco na competição. Não perderam o posto de melhor ataque (21 gols), mas perderam seu lugar no G-4, ultrapassados pelo Grêmio. Estão agora na quinta colocação.

Em seu camarote, o Rei Pelé sofreu com a falta de pontaria do ataque santista. Victor Andrade, jovem de 16 anos, bem que tentou pôr fogo no jogo no finalzinho, mas não teve tempo para mudar a história. Cidinho, "melhor do que Neymar", como gritaram os botafoguenses, teve pouco mais de dez minutos em campo. E perdeu boa oportunidade - rara na partida - ao demorar a chutar dentro da área e ser desarmado. A partida teve 7.069 pagantes, com renda de R$ 156.650.

Os botafoguenses em geral se mostraram satisfeitos com o empate, embora tenham ficado mais perto do que o adversário de tirar o zero do placar.

- Nossa equipe se impôs na Vila e teve mais volume de jogo, mas faltou caprichar mais no último passe e na finalização. Sabemos a dificuldade que é enfrentar o Santos na Vila. O importante é somar pontos - analisou o meia Andrezinho
.
No Santos, que soma dez pontos e está em 14º lugar, o volante Henrique lamentou o acúmulo de empates no Brasileirão:

- Estamos empatando muito, ainda mais dentro de casa, que é onde temos de vencer. Temos de nos fazer fortes em casa e somar três pontos sempre.
O próximo jogo do Santos será no sábado, contra outro carioca: o Vasco, às 18h30m, em São Januário. Já o Botafogo recebe o Grêmio, às 18h30m de domingo, no Engenhão, em partida que deve marcar a estreia do holandês Seedorf.

Marcio Azevedo Botafogo x santos (Foto: Lucas Baptista / Ag. Estado)Adriano e Bruno Peres na perseguição a Márcio Azevedo (Foto: Lucas Baptista / Ag. Estado)
 
Primeiro tempo morno
Com sua torcida fazendo barulho na Vila, o Botafogo se impôs sobre o Santos nos primeiros 30 minutos da partida, deixando o Santos limitado a contra-ataques. E os donos da casa ainda perderam o capitão Edu Dracena logo aos dez minutos. Ao receber um lançamento de Durval, ele tentou dominar a bola, sozinho na área, e sofreu uma lesão no joelho esquerdo. Foi substituído por Bruno Rodrigo.

Com inúmeros desfalques, o Santos via tudo dar errado. Em lances distintos, Arouca e Henrique se trombaram, e Bruno Peres se atrapalhou sozinho com a bola, mais de uma vez.
A emoção mesmo começou quando Bruno Peres, agora acertando a jogada, finalizou de fora da área, para boa defesa de Jefferson. Em resposta-relâmpago, Fellype Gabriel arrancou pelo meio e soltou uma bomba no travessão de Aranha - a velocidade registrada pelo Premiere PFC foi de 118km/h.

Ainda antes do apito final, Miralles, duas vezes, e Bruno Rodrigo obrigaram Jefferson a salvar o Botafogo, enquanto Márcio Azevedo de fora da área fez Aranha trabalhar novamente na Vila.
Acelerados, mas sem eficiência

Santos e Botafogo pareceram ter recebido um choque de ânimo no intervalo e voltaram da mesma forma como terminaram o primeiro tempo: acelerados. O ritmo da partida aumentou e melhorou, mas a pontaria das duas equipes continuava ruim.

Miralles até acertou o pé, após escanteio cobrado por Felipe Anderson e aproveitando sobra da zaga carioca, mas o lance foi considerado irregular. Pouco depois, a torcida santista reclamou de toque com a mão de Antônio Carlos em cruzamento de Arouca - a bola bateu no ombro do zagueiro, e o árbitro, corretamente, não marcou pênalti.

O jogo esfriou. Apesar de rondar a área do Santos, o Botafogo só voltou a ameaçar de fato o gol de Aranha aos 19 minutos, em chute perigoso de Andrezinho de longa distância. Depois, o estreante Rafael Marques chegou a assustar de cabeça, em jogada de cobrança de lateral.
Percebendo a improdutividade de seu ataque, Muricy Ramalho trocou os dois jogadores. Saíram Miralles e Dimba, entraram João Pedro e Victor Andrade. De bom, apenas a vontade e determinação de Victor, procurando o jogo a todo momento. Foi dos pés dele que saíram as melhores chances criadas pelo Santos - e desperdiçadas por Felipe Anderson.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/jogo/brasileirao2012/18-07-2012/santos-botafogo.html

Em noite de autógrafos, Mari Paraíba revela confiança em ouro olímpico


Em Campina Grande, musa do vôlei brasileiro prevê disputa acirrada em Londres, mas aposta nas meninas para trazer o bicampeonato olímpico

Por Silas Batista Campina Grande

Mari Paraíba em Campina (Foto: Silas Batista)Mari Paraíba autografou a revista para os fãs em
Campina Grande (Foto: Silas Batista)
A sessão de autógrafos da jogadora de vôlei Mari Paraíba, capa da edição deste mês de uma das maiores revistas masculinas do país, agitou a noite desta quarta-feira em um shopping de Campina Grande, cidade natal da atleta. Apesar da agitação durante o atendimento aos fãs, a jogadora aproveitou a oportunidade para opinar sobre a expectativa para o desempenho da equipe feminina do vôlei do Brasil, que vai em busca da segunda medalha de ouro consecutiva nas Olimpíadas de Londres.

- Eu acho que o Brasil tem uma grande equipe. Só que este ano vai ser muito mais difícil do que os jogos de quatro anos atrás, que a gente acabou sendo campeão. As outras equipes estão muito mais preparadas e o nível dessas Olimpíadas vai ser altíssimo. De qualquer forma eu estou na torcida por elas e acho que as meninas tem totais condições de chegarem lá e trazerem mais uma medalha de ouro para nosso país – destacou a jogadora paraibana.

Bastante emocionada e impressionada com a grande quantidade de pessoas presentes ao evento, Mari disse que estava realizando um sonho ao receber o carinho de seus conterrâneos. Segundo ela, a sensação é a mesma de jogar uma partida decisiva contando com o apoio da torcida da casa.

Mari Paraíba em Campina (Foto: Silas Batista)A jogadora aproveitou para demonstrar toda a confiança no time de vôlei feminino que vai disputar as
Olimpíadas de Londres (Foto: Silas Batista)
- Eu não sei nem como explicar o que eu estou sentindo. É muito gratificante estar na minha cidade, perto dos meus familiares e recebendo esse carinho tão grande do pessoal aqui de Campina Grande. Fico emocionada demais vendo todo esse carinho e só dá para dizer que eu estou sentindo felicidade muito grande, comparada apenas a um jogo quando a gente tem o apoio da torcida – acrescentou Mari Paraíba.

Como jogadora, Mari acumula no currículo dois vice-campeonatos da Superliga de Vôlei Feminina, isso nas temporadas 2005/2006 e 2006/2007, quando defendia a equipe paulista do Osasco. Depois do ensaio nu, chegou a ser especulada a possibilidade de que Mari estivesse abandonando as quadras, fato que nunca chegou a ser confirmado pela jogadora de 25 anos.

Mari Paraíba em Campina (Foto: Silas Batista)Mari Paraíba esteve sempre ao lado dos pais durante a sessão de autógrafos (Foto: Silas 
Batista)
FONTE: