segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Rabello defende árbitro do clássico e critica reclamações do Fluminense


Presidente da Comissão de Arbitragem da Ferj diz que clube prefere culpar a arbitragem pela derrota para o Vasco do que olhar para seus próprios erros

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

As reclamações dos tricolores, especialmente do técnico Abel Braga e do vice de futebol Sandro Lima, em relação à arbitragem de Antônio Schneider no clássico contra o Vasco irritaram o presidente da Comissão de Arbitragem da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Jorge Rabello. O dirigente defendeu o árbitro e ainda disse que o Fluminense deveria buscar internamente as razões para maus resultados.

- Eles reclamam de arbitragem porque é melhor falar sobre isso. Por que não explicam que o Fluminense não vem jogando nada? Por que com uma folha salarial de R$ 7 milhões empata com o Duque de Caxias, que tem uma folha de R$ 100 mil? Por que o Fluminense é sempre dominado no segundo tempo? Foi assim contra Duque de Caxias, Boavista, Vasco. Por que o centroavante (Fred) cai mais do que chuta? Mas isso não vale a pena eles questionarem. Como o time não vem jogando nada desde o começo do campeonato, rezam para ter erro de arbitragem e terem o que falar. Não falam sobre terem contratado vários meias-esquerdas, nenhum zagueiro e nenhum goleiro - disse Rabello em entrevista à Rádio Tamoio.

Para Rabello, a atuação de Antônio Schneider foi correta. O Fluminense reclama da quantidade de cartões dados aos tricolores e de três lances. O primeiro foi um suposto pênalti em cima de Fred, em lance com Dedé, ainda no primeiro tempo. O segundo foi outro suposto pênalti, desta vez de Fagner em Carlinhos, na etapa final. Já o terceiro foi a não marcação de um escanteio após um chute do ataque tricolor que desviou em Fagner. Neste lance específico, a revolta foi tanta que Fred e Rafael Moura acabaram punidos com o amarelo. Para Leonardo Gaciba, comentarista de arbitragem do SporTV, houve pênalti em Fred e Carlinhos.

- Analisamos os cartões, que foram aplicados com coerência. Então, na questão física e na disciplinar, não observamos erros na atuação do Antônio. Tecnicamente, o primeiro lance que o atacante pede, é visível. Se fizer um scout de quantas vezes o Fred cai e de quantas ele chuta para o gol, vão ver. No outro lance (em Carlinhos), houve um contato físico, que é inerente à prática do futebol. Confesso que, vendo a imagem, achei que o atleta foi tocado, mas isso pela TV - comententou para a Rádio Brasil.

Jorge Rabello sugeriu ainda que o Fluminense envie um ofício à Ferj manifestando com vídeos a insatisfação com a arbitragem e elogiou a postura dos outros grandes clubes do Rio de Janeiro, garantindo que não aceita veto a árbitro.

- O Fluminense deve encaminhar ofício à Federação manifestando essa insatisfação com vídeos, e nós, da Comissão de Arbitragem, temos a obrigação de questionar o que está sendo reclamado ou reconhecer isso e tomar providências. O comportamento do Fluminense mudou muito. Eles têm reclamado constantemente da arbitragem. Temos que entender que futebol é interpretação. Não adianta eu achar isso, e você achar aquilo. Quem marca ou não o pênalti é o árbitro em campo. Vamos ter o mesmo comportamento do Oswaldo (de Oliveira). Ele criticou o erro do árbitro que não marcou pênalti em Antônio Carlos contra o Flamengo, mas não tirou a culpa da sua equipe. O Péricles Bassols teve dois erros no Brasileiro (referindo-se ao dois jogos entre Flamengo e Vasco). Não era nem para ter atuado no segundo jogo entre Flamengo e Vasco. Não há sentido em expor o árbitro ao Vasco. Mas o Vasco não mandou nenhum ofício, não tocou no assunto. Não aceitamos veto de ninguém, seja de que clube for - afirmou à Rádio Brasil.

O presidente da Comissão de Arbitragem da Ferj disse também que, independentemente de polêmicas, a entidade conversa com os árbitros sobre os principais lances de cada jogo.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/rj/futebol/campeonato-carioca/noticia/2012/02/jorge-rabello-defende-arbitro-e-critica-reclamacoes-do-fluminense.html

Operários do Castelão paralisam obras da nova Arena


Operários exigem equiparação salarial entre contratados pelo consórcio e terceirizados. Primeira rodada de negociações ocorre nesta segunda-feira

Por Diego Morais Fortaleza, CE

Os operários que trabalham nas obras da Arena Castelão - estádio cearense para a Copa do Mundo de 2014 - resolveram parar suas atividades. Segundo o presidente do sindicato da categoria
(Sintepav-CE), houve descumprimento do acordo coletivo por parte do consórcio construtor Arena Multiuso Castelão, responsável pela execução das obras. A principal pauta de reivindicação é a falta de equiparação salarial entre trabalhadores contratados pelo consórcio e os trabalhadores contratados por empresas terceirizadas.

- Eles não cumpriram aquilo que haviam prometido. Os trabalhadores que são contratados da obra, tudo bem, mas aqueles que foram contratados por empresas terceirizadas para as mesmas funções estão recebendo salários menores, isso não pode continuar. Quem exerce a mesma função precis ater salário igual também - declarou Raimundo Nonato, presidente do Sintepav-CE.

Segundo o Sintepav, dos cerca de 1.200 trabalhadores hoje nas obras do Castelão, pelo menos metade deles tem contrato com uma das 12 empresas terceirizadas para exercer funções semelhantes aos contratados pelo consórcio, como pedreiro, carpinteiro ou armador, por exemplo.

- O que nós queremos é a retirada dessas 12 empresas. Não queremos que as obras fiquem paradas. Só queremos que todos sejam contratados pelo consórcio e que recebam os mesmos salários - afirmou o presidente do Sintepav-CE.

Uma primeira rodada de negociações acontecerá na tarde desta segunda-feira e pode decidir o destino da paralisação. Até o momento, o posicionamento do Sintepav-CE é o de retornar às atividades apenas na quarta-feira.

O consórcio Arena Multiuso Castelão manifestou-se por meio de nota. Segundo o consórcio, a reunião desta segunda-feira já estava previamente agendada e seria discutido o dissídio da categoria, a ser celebrado apenas no mês de abril. O consórcio se mostrou ainda surpreso e aguarda um ofício do sindicato indicando quais são as reivindicações.

Obras vinham em ritmo acelerado
De acordo com o último relatório do consórcio construtor, foram executados 56,7% das obras. Das quatro etapas executadas, duas foram concluídas. A Etapa I foi finalizada em 20 de agosto de 2011 e inaugurada em 11 de novembro. A fase compreende estacionamento e praça de acesso do Setor Norte e o Edifício Fares Cândido Lopes, sede de dois órgãos do Governo do Estado (Secretaria do Esporte do Estado e do Departamento de Arquitetura e Engenharia).

A Etapa II do projeto foi concluída em novembro de 2011 e compreende estacionamento e praça de acesso ao Setor Sul, além de ações como a construção da primeira bilheteria e de um trecho da via que dará acesso ao estacionamento da Arena Castelão. Já as etapas III e IV, de acordo com o último relatório do consórcio construtor, alcançam 43,3% e 21,2% de execução, respectivamente.

O Castelão será palco de seis jogos na Copa do Mundo de 2014, entre eles, uma partida da Seleção Brasileira na primeira fase. Antes, porém, o estádio sediará três partidas da Copa das Confederações, em 2013.

Obras Castelão  (Foto: Divulgação / CECOPA-CE)Castelão já ultrapassou os 56,7% de obras executadas (Foto: Divulgação / Secopa-CE)

FONTE: