sexta-feira, 22 de abril de 2011

Kleber volta a perder pênalti, mas Palmeiras vence Ramalhão e avança

COPA DO BRASIL 2011


Atacante desperdiça o terceiro pênalti consecutivo, mas Danilo faz 1 a 0 e coloca Alviverde com folga nas quartas de final da Copa do Brasil



Por Julyana Travaglia São Paulo

Enganou-se quem imaginou que a partida do Palmeiras contra o Santo André, último colocado do Campeonato Paulista, seria fácil. Na tarde desta quinta-feira, no Pacaembu lotado, o Alviverde venceu o Ramalhão por 1 a 0 - 3 a 1 nos resultados agregados - e avançou às quartas de final da Copa do Brasil. Mas para conseguir a vitória magrinha, o time de Luiz Felipe Scolari sofreu.
O gol de Danilo, após cobrança de escanteio, só saiu aos 32 minutos (veja no vídeo). E a chance de ampliar o placar, depois de várias oportunidades perdidas, apareceu novamente em cobrança de pênalti. Como na partida anterior, quando perdeu duas cobranças, Kleber voltou a errar. Desta vez, o Gladiador parou no travessão de Neneca. Susto dos palmeirenses, mas nada que abalasse a festa criada no Pacaembu, com mais de 33 mil torcedores.
Agora, o Palmeiras volta seus olhares para outra decisão. No domingo, às 18h30, em jogo único, o time decide uma vaga nas semifinais do Campeonato Paulista contra o Mirassol, também no Pacaembu. E à distância acompanha a definição do seu rival na Copa do Brasil - o Coritiba fez 4 a 0 sobre o Caxias no primeiro jogo e joga a segunda partida no próximo dia 28, fora de casa.
Veja aqui os confrontos da Copa do Brasil
Valdivia Palmeiras x Santo André (Foto: Ag. Estado)Valdivia disputa bola. O jogo foi truncado principalmente no primeiro tempo (Foto: Ag. Estado)

Jogo truncado no Pacaembu
Com a vantagem de poder perder por 1 a 0 e ainda avançar na competição, o Palmeiras evitou ficar atrás logo nos primeiros momentos de disputa. Apoiado por mais de 33 mil torcedores, que pintaram as arquibancadas do Pacaembu de verde e branco, o time de Luiz Felipe Scolari foi logo para cima para não correr o risco de levar sufoco da equipe do ABC paulista. Mas os arremates dos palmeirenses não eram dos melhores.
Apesar de ter tido maior posse de bola durante o primeiro tempo, foram poucas as chances claras de gol para o lado palmeirense. Aos 14 minutos, por exemplo, Kleber conseguiu recuperar uma bola perdida e cruzou para a área. Ninguém estava lá para completar para a rede. Aos 21, o Gladiador chutou cruzado novamente e Luan falhou no complemento para o gol.
Enquanto o Palmeiras tinha dificuldades para ampliar a sua vantagem, o Santo André sofria para furar a defesa do time mandante. Thiago Heleno e Danilo, que ainda não foram derrotados jogando juntos. Até antes desta partida eram 12 jogos – oito vitórias e quatro empates. Rychely, sempre com velocidade, era o que mais aparecia perto dos defensores. Mas, ainda assim, muito distante de Deola.
Aos 42, Luan tentou novamente vencer Neneca. Depois da arrancada pelo lado direito, o atacante ficou frente a frente com o goleiro do Ramalhão, mas o arqueiro levou a melhor. E o 0 a 0 persistiu no placar.
- É normal do jogo que os dois queiram ganhar e por isso a partida fica truncada. Eles estão rebaixados do Paulista, mas estão dando tudo porque esta é a única competição que têm para jogar – avaliou Marcos Assunção.

Danilo marca, mas Kleber volta a perder pênalti
Sem Thiago Heleno no segundo tempo, que precisou deixar o jogo por sentir um desconforto na perna direita, Felipão colocou Leandro Amaro. E logo na primeira bola, Deola levou um susto. Aos 3 minutos, Gilberto cruzou na área e Célio Codó cabeceou forte. O camisa 22 precisou fazer grande defesa para salvar a equipe.
A resposta palmeirense veio logo no minuto seguinte, mas, como no primeiro tempo, com um erro. Luan fez tudo direitinho no começo da jogada: tirou do zagueiro e limpou para ficar na cara de Neneca. Mas o chute foi para fora, longe da meta do Ramalhão, o que levou Felipão e mais de 30 mil torcedores à loucura.
Com o excesso de erros na frente, um só grito começou a ecoar no Pacaembu. Aos berros, os torcedores pediam Wellington Paulista. Enquanto ele não entrava, Célio Codó dava trabalho ao sistema defensivo palmeirense. A cada bola alçada na área para o grandalhão, os palmeirenses levavam as mãos à cabeça nas arquibancadas. O sossego só veio quando o atacante do Ramalhão foi substituído, visivelmente exaurido.
Com a saída de Cicinho, também machucado, Felipão precisou contrariar a torcida e colocar um volante. João Vitor passou a atuar pelo lado direito, enquanto Wellington Paulista aquecia atrás do gol de Neneca. De lá, o atacante viu Marcos Assunção cobrar falta, aos 29 minutos, e parar na barreira, facilitando o trabalho para o goleiro do Santo André.
Somente aos 31 minutos Felipão atendeu aos pedidos dos palmeirenses e chamou Wellingoton Paulista. Mas antes que ele pudesse entrar, o Alviverde resolveu o jogo, ao seu estilo. Depois de cobrança de escanteio no primeiro posto, aos 32, Danilo desviou e conseguiu, finalmente, vencer Neneca. O 1 a 0, somanda aos 2 a 1 conquistado no ABC paulista há uma semana, complicava ainda mais a situação do Ramalhão. E trazia um certo alívio aos que vestiam verde e branco.
Aos 38, Kleber foi derrubado na área por Rychely. O pênalti era também um reencontro entre o atacante e Neneca, que na primeira partida viu o Gladiador desperdiçar duas batidas. E o mesmo aconteceu na tarde desta quinta-feira, no Pacaembu. A bola do camisa 30 foi parar no travessão. Mas não acabou com os gritos de olé da torcida - adversário superado com duas vitórias e vaga carimbada para as quartas de final da Copa do Brasil.
PALMEIRAS 1X0 SANTO ANDRÉ
Deola, Cicinho (João Vitor), Danilo, Thiago Heleno (Leandro Amaro) e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga (Wellington Paulista) e Valdivia; Luan e Kleber. Neneca, Alex Silva, Anderson, João Paulo e Sandoval, Gilberto (Borebi), Magno, Mário Jara (Chiquinho), Celio Codó (Luciano Fonseca); Aloísio e Rychely.
Técnico: Luiz Felipe Scolari. Técnico: Sandro Goiano.
Gols: Danilo, aos 32 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Alex Silva, Nenesa, João Paulo e Mário Jara (Santo André). Valdivia, Thiago Heleno e Luan (Palmeiras). Cartão vermelho: Anderson (Santo André).
Local: Pacaembu, em São Paulo. Data: 21/04/2011. Árbitro:Raphael Claus. Auxiliares: Carlos Nogueira Júnior e Anderson Moraes Coelho. Público: 33.614 pagantes. Renda: R$ 985.018,00

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-brasil/noticia/2011/04/kleber-volta-perder-penalti-mas-palmeiras-vence-ramalhao-e-avanca.html

Família atende pedido do técnico do Cruzeiro e vem da Argentin

Marcelo Mendez contará com força extra dos filhos e esposa na final da Superliga Masculina contra o Sesi, no Mineirinho

Por Danielle Rocha Belo Horizonte

Vestido com a camisa de LeBron James, dos tempos do Cleveland, Juan chega ao Mineirinho e dá um abraço no pai. A cena tão corriqueira para tantos tem sido incomum para a família nos últimos oito anos, já que Marcelo Mendez deixou a Argentina para ser técnico na Europa e depois no Brasil. Os filhos ficaram em Buenos Aires, estudando e treinando com o objetivo de serem tão grandes quanto os jogadores do país que o pai trabalha atualmente. Nesta quinta-feira, a pedido do comandante do Cruzeiro, chegaram a Belo Horizonte para dar o apoio e ajudar a diminuir a tensão antes da final da Superliga contra o Sesi. A partida será disputada no domingo, às 10h, com Mineirinho lotado.
vôlei Marcelo Mendez filhos Pilar Juan esposa Maria (Foto: Danielle Rocha / Globoesporte.com)Marcelo Mendez recebeu a visita dos filhos Pilar e Juan, e da esposa Maria no treino do Cruzeiro nesta quinta
(Foto: Danielle Rocha / Globoesporte.com)

Torcedor do River Plate, Marcelo Mendez sabe o tamanho da responsabilidade de estar à frente de um time de camisa que terá na arquibancada torcedores do futebol ávidos por seu primeiro troféu nas quadras.

- Eu fui muito bem recebido aqui no Brasil. Isso não acontece em nenhum outro lugar do mundo. Sou tratado pelas pessoas como um brasileiro. Para mim vai ser muito importante se puder ganhar um título aqui, numa das melhores e mais fortes ligas do mundo. Eu gosto de vencer sempre. Por sorte, ganhei muito na minha carreira - sorri.
Mas uma derrota ainda dói. Lamenta ter perdido no tie-break a chance de levar a Espanha para as Olimpíadas de Pequim-2008. Naquela ocasião, apesar de ter batido potências como Itália e Polônia, não conseguiu passar pela Sérvia no jogo decisivo.
- Ele nos diz que se acostumou, mas não acreditamos. Perdeu por 15/13 aquela partida. Mas Marcelo costuma dissimular muito bem. Até mesmo o nervosismo. Ele está muito contente porque viemos, porque é muito difícil ficar longe da família. E isso vai ser uma ajuda, uma força a mais nesta final - afirmou a esposa, Maria.
vôlei Marcelo Mendez (Foto: Danielle Rocha / Globoesporte.com)Técnico vive a expectativa de disputar a final da
Superliga (Foto: Danielle Rocha/Globoesporte.com)

Além de Marcelo, um outro Mendez também luta por um título, só que na Argentina. Nicolas, o filho mais velho e ponteiro do Bolívar, faz a final da Liga Nacional. Maria sorri ao dizer que a Páscoa poderá ser ainda mais perfeita. Juan, o outro herdeiro, engrossa a torcida. Aos 14 anos, ele também sonha seguir carreira no vôlei. De preferência jogando tanto quanto Giba.
- Na Argentina ou na Espanha quem gosta de vôlei conhece ele. É o símbolo do time do Brasil. Quero jogar como Giba. Mas também gosto muito do Filipe daqui do Cruzeiro. Eu já fiz treinos durante o verão com os times de base do clube e ganhei presentes. Tomara que eu um dia possa defender profissionalmente uma equipe aqui no Brasil - disse Juan.
Terá pelo menos mais duas temporadas para passar alguns períodos treinando e aprendendo ainda mais enquanto estiver visitando o pai. Marcelo Mendez seguirá no Cruzeiro, time que não conta com estrelas, mas que derrubou gigantes com a força do grupo. O treinador só não sabe se poderá contar com Samuel, dono de uma prata olímpica nos Jogos de Pequim, na próxima temporada. O ponteiro ainda sente dores no ombro e passará um tempo fora do país para tentar fazer um tratamento eficiente.
- Temos um grupo e essa é nossa força. Tínhamos o objetivo de chegar à decisão e trabalhamos muito por isso todos os dias. Samuel por exemplo está jogando no sacrifício. Ele tem um problema grande no ombro e vai para os Estados Unidos para tentar se recuperar, mas não há uma previsão de quanto tempo será necessário. Essa é a marca dessa equipe. Cada treino para nós sempre foi uma final - lembra o treinador, que nesta temporada já ergueu o caneco do estadual e do Torneio Internacional de Irvine (EUA).

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2011/04/familia-atende-pedido-do-tecnico-do-cruzeiro-e-vem-da-argentina.html