quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

60 Tons de Zico: de Ben Jor a D2, Galinho inspira citações em canções


É só clicar para poder ouvir trechos de músicas. Tem até samba-enredo...

Por Claudio Assis e Thiago Dias Rio de Janeiro

Header-Materia_ZICO-60anos_03 (Foto: Infoesporte)
É falta na entrada da área. Adivinha quem vai bater... Parecia um torcedor do Flamengo conversando com outro no estádio. Era assim nos tempos de Zico. E foi assim que Jorge Ben Jor começou "Camisa 10 da Gávea". A música acabou inspirada num lance que virou marca registrada do Galinho. O golaço de bola parada em questão foi num Fla-Flu de 1976. Nessa partida, o Galinho de Quintino marcou, simplesmente, os quatro no clássico. A partida nem valia nada, era amistosa. Disputou-se uma taça chamada Nelson Rodrigues. Foi mais uma celebração do troca-troca de jogadores realizado pelos dois clubes idealizado pelo presidente tricolor Francisco Horta, o grande condutor da Máquina que fazia chover nos anos 1970.

O título do "Jornal dos Sports" na época, "Zicovardia", procurou dar o tom do show de Zico. Acompanhado por Geraldo, o Assobiador, começou ali a inspirar músicas em sua homenagem feitas tanto por músicos rubro-negros como por torcedores de outros clubes.

É o caso do vascaíno Aldir Blanc, que em parceria com o rubro-negro João Bosco assinou "Gol anulado", música que conta a história de um torcedor do Vasco que descobre a paixão da esposa pelo Flamengo após um gol do Galinho. Um caso de traição punida até com violência: "Tirei sem pensar o cinto e bati até cansar."

Tão fanático quanto Jorge Ben Jor, Moraes Moreira traduziu a tristeza da torcida rubro-negra com a despedida do maior ídolo em 1990. Em "Saudades do Galinho", o baiano fazia a pergunta que todo "geraldino" e "arquibaldo" tinha na cabeça: "E agora como é que eu fico
nas tardes de domingo sem Zico no Maracanã?".


João Nogueira buscou inspiração nos versos do também rubro-negro Wilson Baptista para exaltar o esquadrão que se formava no fim dos anos 70. Os versos originais "O Mais Querido tem Rubens, Dequinha e Pavão" do "Samba Rubro-Negro" gravado em 1955 deram lugar a "Zico, Adílio e Adão" na versão de 1979.

Marcelo D2 com a camisa do Flamengo (Foto: Thiago Dias)Rubro-negro fanático, Marcelo D2 cita Zico em música sobre a sua vida (Foto: Thiago Dias)

O time que encantou João também virou notas musicais pelas mãos do cantor Bebeto. Em "Flamengão", o "xará" do ex-atacante vibrava e já dava a coroa ao Galinho: "O toque de bola desse time é um encanto / Só existe gênio nesse meio de campo / (...) Na frente rei Zico, com toque desconcertante / Lançou o Cláudio Adão que colocou no barbante."

Coroa também exaltada por Alexandre Pires, que com "Zico é o nosso rei" faz uma verdadeira declaração de amor ao ídolo. Na letra, o ex-vocalista do Só Pra Contrariar conversa com seu filho, batizado Arthur em homenagem ao ex-camisa 10, e revela seu sonho: ser Adílio, para poder tabelar com o Galinho.

Em um breve resumo de sua vida em forma de rap, Marcelo D2 lembra em "1967", o ano em que nasceu, da herança do sangue rubro-negro de seu avô Peixoto e das tardes no Maraca vendo "Zico, Adílio e Júnior fazendo a bola rolar".

Até mesmo o pessoal do Casseta & Planeta, do saudoso rubro-negro Bussunda, lembrou de Zico ao fazer uma sátira ao samba-enredo. Em "Tô Tristão", os humoristas contam a vida de um azarado torcedor que foi ao Maracanã sem a esposa, mas o "Zicão saiu de maca" logo aos dois minutos, enquanto o "Ricardão fez gol de placa" na sua casa.

Mas uma escola de samba de verdade também se rendeu ao Galinho. Como falar do Flamengo sem falar de Zico? Impossível. E o maior ídolo rubro-negro fez parte do enredo "Uma vez Flamengo" da Estácio de Sá no carnaval carioca de 1995, ano do centenário da equipe. A letra de David Correa, Adílson Torres, Déo e Caruso cita vários atletas que marcaram seu nome na história do clube da Gávea e destaca a maior conquista da geração de 1981: "Será que você lembra como eu lembro o Mundial que o Zico foi buscar."

Até mesmo um membro daquela equipe se arriscou como compositor e lembrou do companheiro. Junior, jogador com o maior número de partidas pelo Flamengo, fez "Pagode do Mengão" com Alceu Maia e dividu os ídolos do clube em uma roda de samba. O Capacete se apresenta como o "partideiro", deixa Rondinelli com o violão, Tita no cavaquinho e Zico "batucando no caneco". "Nosso time toca bola e também toca bateria", finalizava o ex-lateral-esquerdo, que chama até Romário para a brincadeira.

boneco Zico Júnior Flamengo  (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)Zico e Junior: amizade dentro e fora de campo rendeu homenagem do Capacete (Foto: Alexandre Durão)
 
FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2013/02/60-tons-de-zico-de-ben-jor-d2-galinho-inspira-citacoes-em-cancoes.html

Assunção sai em defesa de Muricy: 'Esquecem tudo muito fácil'


Volante de 36 anos apoia treinador do Santos e vê críticas injustas ao trabalho do comandante, que começa a ser contestado no início do ano

Por Marcelo Hazan Santos, SP

Marcos Assunção no treino do Santos (Foto: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC)Marcos Assunção diz que elenco apoia Muricy (Foto: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC)

O volante Marcos Assunção, do Santos, saiu em defesa de Muricy Ramalho. O experiente jogador de 36 anos considera injustas as críticas feitas ao técnico no início da temporada e garante que o elenco apoia sua permanência. Torcedores, conselheiros e até alguns dirigentes começam a contestar seu trabalho.

- Tem de ter mais respeito a tudo o que ele fez no futebol, não só no Santos, mas nos outros clubes. Esquecem tudo conquistado pelo treinador muito fácil. Falar em saída do técnico no começo do Paulista é muito ruim. Mas ele está tranquilo e o grupo também. Isso vai desaparecer com trabalho. Time grande é assim: se não ganhar é crise. Temos de ganhar para acabar com isso – diz o volante.

Apesar de defender Muricy, Assunção garante que nada disso incomoda o elenco. Com contrato até o fim desta temporada, o treinador tem bom ambiente com os atletas. Em quase dois anos de clube, o comandante tem aproveitamento atual de 57% dos pontos.

Quando time grande perde duas vezes já se fala em crise"
Marcos Assunção

Depois de três partidas sem vitória, o Peixe voltou a vencer no último domingo, por 2 a 1, contra o XV de Piracicaba, na Vila Belmiro. O futebol apresentado, porém, ficou abaixo da média na opinião dos próprios atletas.

- Falam dessa questão da idade (da defesa) porque tivemos duas derrotas. A última vez em que vim aqui (dar entrevista no CT Rei Pelé), comentei que quando time grande perde duas vezes já se fala em crise. Começam a buscar problemas - afirma.

Mesmo com parte da cúpula santista insatisfeita com o comandante, os defensores da sua permanência citam a falta de opções no mercado e preferem seguir a política de não mudar o técnico no meio da temporada. A multa rescisória de aproximadamente R$ 4 milhões também é empecilho para uma eventual demissão. Muricy, aliás, não deve sair em curto prazo, nem está na "corda bamba" para o jogo contra o Corinthians, domingo, no Morumbi.

A lembrança de que a eliminação diante do mesmo rival, na semifinal da Libertadores de 2012, não ocasionou a sua saída, é um dos argumentos usados pelos que garantem que Muricy não sairá após o clássico, independentemente do resultado. Uma sequência de jogos ruins, porém, pode mudar o panorama.

Clique e assista aos vídeos do Santos

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/santos/noticia/2013/02/assuncao-sai-em-defesa-de-muricy-esquecem-tudo-muito-facil.html