quarta-feira, 7 de março de 2012

Presidente admite expectativa por Jobson e não quer pensar em recaída


Mauricio Assumpção reitera que atacante 'está diferente' e evita oba-oba por sua reestreia: 'Não é um evento, estamos tratando como algo normal'

Por André Casado Rio de Janeiro

Com o intuito de evitar a badalação exagerada em torno da reestreia de Jobson, cuja suspensão por doping acaba nesta terça-feira, o presidente Mauricio Assumpção se pronunciou no Engenhão após assistir ao desempenho do jogador em coletivo dos reservas contra os juniores. O dirigente admitiu que todos no Botafogo vivem grande expectativa pelo primeiro toque na bola do atacante,  mas não quer transformar a partida contra o Bangu, sábado, numa ocasião maior do que é.

- Todos nós vivemos uma grande expectativa, não dá para negar. Desde o momento em que trouxemos o Jobson de volta, contávamos os dias pra ele estar apto a jogar. É isso que gostamos de ver. É dessa forma que ele conquistou o coração da torcida, ajudando a salvar o time do rebaixamento em 2009. Foi colocado num patamar de idolatria interessante a partir de então. E o Botafogo, sempre que ele precisou e tentou jogar futebol, o apoiou também. Será um prazer ver alguém que ama jogar futebol em um momento assim. É isso que ele faz de melhor. Jobson sabe que precisa estar bem, estar feliz, e isso tudo tem está agora. O clima no elenco é de felicidade. Vamos torcer para tudo correr dentro do esperado e ele ajude o Botafogo a ganhar títulos - disse Assumpção, emendando com o pedido à imprensa.

Presidente Mauricio Assumpção (Foto: André Casado / Globoesporte.com) Assumpção alternou momentos de alegria com ponderação (Foto: André Casado / Globoesporte.com)

- Quero que vocês (jornalistas) entendam o lado do Botafogo. É o nosso trabalho fazer com que a semana seja tranquila, sem exageros, sem badalação. O clube só está se cercando para que ele tenha uma boa condição para voltar. A expectativa de fazer matérias especiais existe, o torcedor quer também, mas o importante não é o oba-oba fora de campo. Não é um grande evento, estamos tratando como algo normal. Vai ter festa como em outra vez? Não. Ele vai ter camisa especial? Já comentou que gosta do número 11, mas isso não é prioridade - argumentou, em referência à proibição de reportagens especiais com Jobson, ao menos, até o fim de semana.

Ele (Jobson) está diferente, e isso é que está fazendo a diferença. O tratamento do Botafogo é igual com qualquer um. E vai continuar da mesma forma"
Mauricio Assumpção, presidente do Botafogo

O segredo para o comportamento exemplar do então problemático camisa 11 se baseia em dois aspectos, segundo o presidente do Glorioso. Cada um de lado da parceria

- Ele está diferente, isso está fazendo a diferença. E o tratamento do Botafogo é igual com qualquer um. E vai continuar da mesma forma. Como o Jobson mesmo disse, não o veem como criança mais. É isso. De uma forma responsável, como um adulto, ele tem os mesmos direitos e deveres dos consagrados aos juniores - ressaltou Assumpção, que deu uma despistada ao assegurar que sua presença tinha mais a ver com a vontade de acompanhar a garotada em ação, mas depois brincou.
- É claro que eu disser que foi só para ver os juniores, vou estar mentindo. Foi o primeiro trabalho do Jobson em um novo momento, bateu a curiosidade e a expectativa.

Mauricio Assumpção e Oswaldo de Oliveira treino Botafogo (Foto: André Casado / Globoesporte.com)Assumpção e Oswaldo à beira do gramado
(Foto: André Casado / Globoesporte.com)

Sem pensar em recaída
Enquanto tudo parece funcionar, a empolgação domina. Mas e se Jobson falhar e tiver uma recaída, como já aconteceu em diversas oportunidades? O presidente alvinegro diz que prefere não pensar nisso.

- Eu tenho defeitos, todos temos. E sabemos o motivo dessas fraquezas. Tentamos contornar e aprendemos. Acho que esses pecados são comuns a todos. Ele ncarou de frente o problema e temos que acreditar. Jobson está conseguindo uma vitória contra ele mesmo que é louvável. Será que é preciso ter esse tipo de medo? Prefiro pensar positivo, em como é bacana que isso tenha ficado para trás - finalizou.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2012/03/assumpcao-admite-expectativa-por-jobson-e-nao-quer-pensar-em-recaida.html

Vôlei Futuro encerra série do Rio de Janeiro e se mantém invicto em casa


Depois de perder os dois primeiros sets, time paulista vira jogo contra o líder, vence por 3 sets a 2 e termina Superliga sem derrotas em Araçatuba

Por GLOBOESPORTE.COM Araçatuba, SP

Foram 19 jogos e quase três meses sem derrotas para o Rio de Janeiro. Mas o Vôlei Futuro mostrou quem manda em Araçatuba na noite desta terça-feira. O time paulista até perdeu os dois primeiros sets, salvou cinco match points, mas cresceu muito durante a partida e, no tie-break, venceu a equipe carioca por 3 sets a 2 (21/25, 21/25, 25/20, 30/28 e 15/12) e garantiu sua invencibilidade jogando no Ginásio Plácido Rocha durante esta edição da Superliga Feminina.

Com 57 pontos, o Rio de Janeiro encerra sua participação na fase classificatória em uma disputa pelo primeiro lugar contra o Osasco, segundo colocado com 55 pontos. Para manter a ponta, o time carioca pode até perder, desde que seja por 3 sets a 2. A partida acontece na sexta-feira, às 21h, com transmissão do SporTV.

Terceiro colocado com 48 pontos, o Vôlei Futuro se despede da primeira fase contra o São Caetano, fora de casa, também às 21h de sexta.


sheila rio de janeiro Vôlei Futuro e Unilever (Foto: Miguel Schincariol/Adorofoto )Sheila fica no bloqueio do Vôlei Futuro, que venceu com virada espetacular (Foto: Miguel Schincariol/Adorofoto )

O jogo
O Rio de Janeiro começou o jogo melhor e comandou o primeiro set, mas toda vez que conseguia abrir alguma distância, o Vôlei Futuro conseguia se recuperar. A vantagem carioca que era de cinco pontos no segundo tempo técnico (16/11) caiu para um após erro de Sheilla (19/18). Mas a oposto apareceu bem na sequência para fazer o time respirar um pouco e, quando Joycinha atacou para fora, as visitantes saíram na frente (25/21).

O segundo set começou mais equilibrado, principalmente por causa dos erros dos dois lados. Mas o Rio de Janeiro conseguiu uma sequência de sete pontos para ir para o tempo técnico vencendo por 16/11 após uma pancada de Regiane. O Vôlei Futuro ainda tentou se aproximar algumas vezes, mas nada que ameaçasse o adversário, que chegou ao set point em ataque de Sheilla. Em um toque na rede de Joycinha, o time carioca venceu novamente por 25/21.

O Vôlei Futuro voltou com outra postura para o terceiro set. Do outro lado da quadra, o Rio de Janeiro aparentava desconcentração, e a distância chegou a seis pontos logo no início, depois de toque na rede de Sheilla (12/6). As anfitriãs dominaram o jogo, mas cometeram dois erros bobos e deram chance para o time visitante voltar à partida. Mas as cariocas não aproveitaram. A equipe de Araçatuba se manteve na frente com tranquilidade e, em uma bola de meio de Andressa, fez 25/20.

A vitória deu moral para o Vôlei Futuro, que seguiu melhor na quarta parcial, enquanto o Rio de Janeiro parecia apático. As broncas de Bernardinho demoraram, mas surtiram efeito. O time carioca se aproximou aos poucos, passou a frente e chegou a abrir 23/20. As mandantes encostaram, mas foram as visitantes que tiveram a chance de fechar o set primeiro. Mas a equipe da casa não desistiu e salvou cinco match points. Na primeira oportunidade que teve, aproveitou. Em bloqueio de Paula Pequeno em Sheilla, o set terminou em 30/28, levando a partida para o tie-break.

O duelo voltou a ficar equilibrado no set decisivo, com as duas equipes disputando ponto a ponto. Em dois ataques de Paula Pequeno, o Vôlei Futuro conseguiu abrir dois pontos (13/11). No bloqueio de Walewska, o time da casa chegou ao match point. Em mais uma bola de Paula Pequeno, a equipe de Araçatuba ganhou a partida de virada: 15/12.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2012/03/volei-futuro-encerra-serie-do-rio-de-janeiro-e-se-mantem-invicto-em-casa.html