sábado, 27 de agosto de 2016

A COBERTURA REPULSIVA DA GLOBONEWS SOBRE A FASE FINAL DO JULGAMENTO DO SENADO



FONTE:
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-cobertura-repulsiva-da-globonews-sobre-a-fase-final-do-julgamento-do-senado-por-paulo-nogueira/


É propaganda do golpe disfarçada de jornalismo

por : 

Fâmula da plutocracia: Lo Prete
Fâmula da plutocracia: Lo Prete


É repulsiva a cobertura da Globonews sobre o julgamento final do Senado sobre o golpe.
Não sou masoquista. Não vejo a Globonews porque não aprendo nada sobre jornalismo e desaprendo sobre caráter.
Mas fiquei algum tempo ali por razões excepcionais: o julgamento.
Ouviu alguma coisa estranha? Sou eu vomitando.
Nesta sexta houve um episódio exemplar.
Renan e Gleisi tiveram uma treta, como todos sabem.
Gleisi disse que o Senado não tinha autoridade moral para julgar Dilma, e Renan deu uma patada nela. Caiu sua máscara — fajutíssima desde cedo, é claro — de ‘magistrado imparcial’.
Como a Globonews tratou o assunto?
Lewandowski chamou um intervalo.
O comando das transmissões voltou à sede da Globonews, no Rio. Eis que a âncora chama três repórteres presentes em Brasília.
A primeira era Andreia Sadi, afilhada de Aécio e casada com um primo dele, também jornalista de política da Globo.
Logo em seguida, foi Renata Lo Prete. E mais Cristiana Lobo.
As três, sorridentes, narravam em tom de furo uma conversa com Renan no cafezinho do Senado. Pareciam amiguinhas no recreio do colégio.
O furo: Renan disse que recebeu um telefonema de Gleisi depois da encrenca e não atendeu.
Falo como jornalista: três repórteres da Globonews para ouvir Renan e ninguém para ouvir Gleisi?
Claro que Renan estava se gabando. O subentendido é que Gleisi ligara para pedir desculpa. Era isso que as três comadres da Globonews procuravam transmitir, para ajudar a imagem de Renan.
Mas foi isso mesmo? Gleisi deixou recado? Queria dizer o quê? Mais tarde, ela reafirmou, num dos grandes momentos desta fase final de julgamento, que o Senado não tem autoridade para julgar Dilma. Esta a frase que enfureceu Renan.
Mas repare.
Três comadrinhas tomando café com Renan e trazendo suas fofocas autocongratulatórias e ninguém com Gleisi.
Logo depois, dois compadres se juntariam a elas. Os repórteres Valdo Cruz e Gerson Camarotti. Formou-se um quinteto, e todos falando a mesma língua pró-Renan e prógolpe. Nunca tinha visto Valdo Cruz, um jornalista que me pareceu da minha geração, formada nos anos 1980: mas que repórter patético. A Globo lotou suas redações de tipos assim, fâmulos dos patrões, gente cuja missão é apenas defender a plutocracia.
Não é jornalismo. Ou especificamente: é jornalismo de guerra. Você junta um monte de pseudojornalistas para enganar o povo.
Não existe nada remotamente parecido com equilíbrio e isenção. Uma concessão pública é usada pela família Marinho para promover lavagem cerebral no público que vê a Globonews.
Ainda ontem, no Twitter, o jornalista Glenn Grenwald citou as três maiores pragas brasileiras.
A primeira delas era a Globo. Vinham depois o PMDB e Gilmar Mendes.
Mas no topo do pódio, com a medalha de ouro da infâmia pendurada no peito, reinava a Globo.
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Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

E Renan tira a máscara cínica de imparcialidade. Por Paulo Nogueira


FONTE:
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/e-renan-tira-a-mascara-cinica-de-imparcialidade-por-paulo-nogueira/


por : 


Ele tem lado

Ele tem lado

Renan Calheiros tirou na manhã desta quinta a máscara do homem imparcial no julgamento do Senado.
É bom em nome da verdade e da transparência.
É irritante ver uma pessoa parcial se fazendo de imparcial.
Lewandowski, o presidente do STF incumbido de comandar o julgamento, parece estar num planeta paralelo.
Renan despejou fogo sobre Gleisi Hoffmann por conta da sua já histórica frase segundo a qual o Senado não tem autoridade moral para julgar Dilma.
Lewandowski pediu que fossem ouvidas as “palavras de ponderação” de Renan.
Ponderação?
Renan invocou até o marido de Gleisi por conta de acusações da Lava Jato. E falou em “burrice infinita” dos senadores que defendem Dilma.
Ora, ora, ora.
Estamos falando do probo Renan, a quem recentemente o delator Sérgio Machado disse que deu propinas de 32 milhões de reais.
Oportunamente, Lindbergh confrontou Renan diante do microfone: “Baixaria, baixaria, baixaria.”
Piada também é a cobertura da Globonews. Seus comentaristas falam como se os defensores de Dilma no Senado devessem se comportar como gado no julgamento. Fingir que é um jogo limpo, e não imundo, e este tipo de coisa. Um golpe é dado e as vítimas devem aceitar passivamente, distribuindo beijinhos e abraços para os golpistas.
Gleisi prestou um serviço à democracia ao desmascarar com palavras claras o caráter canalha do julgamento.
Isto fica para a história.
Foi uma ação voluntária.
Involuntariamente, Renan prestou o mesmo serviço. Ao mostrar que tem um lado, e é o do golpe, ele também provou quanto é farsesco o julgamento do Senado.

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Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.