segunda-feira, 8 de setembro de 2014

STJD vê "fatalidade" em trombada e absolve Guerrero por unanimidade

Atacante peruano está livre de punição. Relatores do tribunal entenderam que o choque dele com Leandro Bizzio Marinho não foi intencional


Por Rio de Janeiro



Paolo Guerrero foi absolvido por unanimidade nesta segunda-feira em julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Todos os relatores entenderam que o atacante não teve a intenção de empurrar o árbitro Leandro Bizzio Marinho, na vitória do Bragantino sobre o Corinthians, em Cuiabá, pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. 
 
Guerrero havia sido denunciado pela procuradoria do STJD por "agressão" ao árbitro. O lance não ocasionou nenhuma punição ao jogador durante o confronto e nem foi relatado em súmula. A amigos, Marinho disse que não viu intenção do corintiano ao acertá-lo.

O peruano foi enquadrado no artigo 254 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que trata sobre agressão. É o mesmo utilizado pela promotoria no caso de Petros, que recebeu suspensão de 180 dias por causa de um encontrão no juiz Raphael Claus no clássico contra o Santos pelo Brasileiro – o meia, porém, pode atuar amparado por um recurso do Corinthians.

Julgamento Guerrero STJD (Foto: Sofia Miranda)João Zanforlim (meio), advogado do Corinthians(Foto:SofiaMiranda)


Guerrero, que está fora do país defendendo a seleção do Peru numa série de amistosos, fez sua segunda defesa no STJD em menos de uma semana. No último dia 3, o jogador foi absolvido pela Terceira Comissão Disciplinar pela expulsão na partida contra o Grêmio, na Série A.

Auxiliar e Ferrugem também na pauta

Sidnei Lobo, auxiliar do técnico Mano Menezes, também foi julgado nesta segunda-feira. Ele foi punido com um jogo de suspensão por ofensas ao árbitro. Expulso no duelo com o Bragantino, Ferrugem foi outro a estar em pauta no STJD. Os relatores entenderam, porém, que um jogo de suspensão (já cumprido) era o suficiente.



FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/2014/09/guerrero-e-absolvido-por-unanimidade-no-caso-da-trombada-em-arbitro.html

Soares celebra sonho do bi no US Open e mira duplas mistas no Rio 2016

Bruno se anima com conquista no Grand Slam americano, pretende manter dupla com indiana Sania Mirza e se coloca à disposição para montar parceria olímpica


Por São Paulo


Bruno Soares celebra conquista no US Open (Foto: Marcos Guerra)Após conquista do US Open, Bruno Soares já está em SP para a Copa Davis (Foto: Marcos Guerra)


O olhar cansado dá orgulho a Bruno Soares. É a marca do esforço para uma grande conquista: o bicampeonato do US Open nas duplas mistas. O brasileiro mal teve tempo de festejar o título faturado na última sexta-feira, ao lado da indiana Sania Mirza. Ele emendou uma maratona de compromissos com patrocinadores e agora está em São Paulo para a disputa da Copa Davis, neste fim de semana, contra a Espanha. Cansaço à parte, o duplista juntou forças para celebrar seu segundo título do Grand Slam americano.

- É punk. Não parei desde que acabou o jogo. Foi a compromissos com patrocinadores, viajei no mesmo dia para Belo Horizonte. Passei um dia só na minha casa e cheguei a São Paulo no domingo. Nesta segunda já comecei a treinar com o Marcelo (Melo, parceiro na Davis). Faz parte da recompensa. Foi mais uma conquista especial. Tive essa sensação de ganhar um Grand Slam em 2012 e agora mais uma vez. Já tinha entrado para um seleto grupo de pessoas que são campeãs, e ser bi é uma honra enorme. É mais um sonho realizado. Grand Slam é um torneio que sonha desde pequeno. É uma competição até mais difícil - disse Bruno.


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As disputas de duplas mistas só são realizadas em Grand Slams, e o brasileiro tem mostrado força. A primeira conquista foi no US Open de 2012, ao lado da russa Ekaterina Makarova. Neste ano, sempre com parceiras diferentes, ele foi às quartas de final no Aberto da Austrália e em Wimbledon. Em Roland Garros, ele foi às semifinais ao lado da cazaque Yaroslava Shvedova. Depois da segunda conquista do US Open, Bruno se anima e se coloca à disposição da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) para montar uma parceria para as Olimpíadas de 2016 - ele já havia confirmado que pretende formar dupla masculina com Marcelo Melo nos Jogos do Rio de Janeiro.

- Se puder eu quero jogar as duas competições. Hoje temos a Teliana (Pereira), que está caminhando muito bem, se firmando no top 100 e tem muito a evoluir. Quem sabe a dois anos das Olimpíadas não tenha outra menina que possa acompanhar também. Eu me coloco à disposição, quero jogar os dois. Ainda não converso com nenhuma parceira. Isso quem vai definir é a confederação. Eles que fazem a convocação. Ainda tem muita coisa para acontecer antes de 2016.

Bruno Soares US Open (Foto: AFP)
Bruno Soares e Sania Mirza formaram 
uma dupla entrosada na final do US 
Open (Foto: AFP)


Se ainda não há uma parceira para as Olimpíadas, para o Aberto da Austrália, em janeiro de 2015, a ideia é manter a dupla campeã com Sania Mirza. Bruno, que disputa o Circuito Mundial ao lado do austríaco Alexander Peya, conta que teve de se adaptar rapidamente à indiana, um entrosamento que se deu dentro e fora de quadra.

- A Sania me mandou uma mensagem depois de Wimbledon (final de junho). Eu também estava procurando parceira para o US Open e topei na hora. Eu já sabia que ela era uma grande jogadora. Eu já a conhecia do Circuito. Já tínhamos uma amizade e nos aproximamos. Fora de quadra foi muito tranquilo. Não temos tempo de treinar, é muito na conversa. Na primeira rodada foi na marra mesmo. A gente conversa, fala um pouquinho sobre nossos estilos, mas não tem tempo para se adaptar. É no dia a dia. Felizmente, comigo e com a Sania aconteceu de forma rápida e natural. Aprendi as zonas de conforto dela, as bolas que gosta de fazer. Começamos a encaixar a estratégia a isso. Só tende a melhorar. Para o Aberto da Austrália, com certeza queremos manter. É difícil programar para as duplas mistas. Depende do que está acontecendo no momento. Ser campeão no primeiro, não tem como parar assim. Mais uns dois ou três Grand Slams queremos jogar. Vamos ver como a coisa vai fluir.

Outro ponto a favor da dupla no Grand Slam de Nova York foi a torcida. Os dois tiveram muito apoio da arquibancada, já que a cidade americana tem muitos imigrantes brasileiros e indianos. Um reconhecimento que vem crescendo para Bruno Soares desde o título de 2012.

- Aumentou demais o reconhecimento. Isso desde 2012. No meio do tênis todo mundo se conhece. Quando passa a ser reconhecido fora do meio, vê que alcançou algo grande. É uma coisa moderada, o torcedor para e pede para tirar foto, para dar autógrafo. Acontece mais no Brasil ou em lugar com muito brasileiro, como Nova York ou Miami. É muito difícil um gringo vim falar - disse Bruno, que está firme no top 10 do ranking de duplas há três temporadas.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2014/09/soares-celebra-sonho-do-bi-na-us-open-e-mira-duplas-mistas-no-rio-2016.html

Perfeito, Cilic bate Nishikori e fatura o seu primeiro Grand Slam da carreira

Eficiente no saque, croata de 1,98m e 25 anos tem noite impecável e derruba japonês por triplo 6/3, levando o título do US Open, em Nova York


Por Nova York



Confiante e certeiro, Marin Cilic em momento algum deu chances para Kei Nishikori. Sacando como de costume, com força e angulando bastante, trocando bolas com precisão e vibrando muito, o número 12 do ranking mundial venceu o japonês por 3 sets a 0, parciais de 6/3, 6/3 e 6/3, e conquistou o US Open, erguendo pela primeira vez um Grand Slam (ele já havia sido campeão de Roland Garros em 2005, entre os juvenis). O título de Cilic quebra um tabu. Ao vencer o rival, número oito do mundo, o croata torna-se o primeiro tenista fora do top 10 a triunfar em um Grand Slam desde 2004, quando Gaston Gaudio, então 44º do ranking da ATP, foi campeão em Roland Garros, na França. O título também foi o primeiro de um croata em um Grand Slam desde Goran Ivanisevic, técnico de Cilic e campeão em Wimbledon, em 2001.

Marin Cilic Us Open final (Foto: Agência AP)
Marin Cilic levanta o troféu de 
campeão do US Open 
(Foto: Agência AP)


- Isso é resultado de um trabalho duro, mas o mais importante é que sempre me diverti com o Goran, e jogar o melhor tênis da minha vida nesse torneio, ao lado deles, é especial. Você nunca sabe quando os nervos vão aflorar, os dois estavam nervosos no começo do primeiro set, mas tive a sorte de salvar os break points e senti que estava no caminho certo. Para todos os jogadores que trabalham duro no circuito, isso é uma esperança - frisou Cilic.

No caminho para o título, Marin Cilic, de 1,98m e 25 anos, derrotou com sobras a lenda suíça Roger Federer, nas semifinais, vencendo por 3 sets a 0. Também bateu Tomas Berdych, Gilles Simon, Kevin Anderson, Illya Marchenko e Marcos Baghdatis. O croata perdeu apenas três sets em toda a campanha em Nova York e levou para a casa US$ 3 milhões (R$ 7,2 milhões). A conquista de Cilir nos Estados Unidos voltou a representar um primeiro título de Grand Slam através do US Open, como aconteceu com Andy Murray (2012) e Del Potro (2009).

Kei Nishikori Us Open final (Foto: Agência Reuters)
Kei Nishikori lamenta o revés
(Foto: Agência Reuters)


O jogo

Surpreendentes nas fases anteriores, derrotando nas semifinais Federer e Djokovic, Marin Cilic e Kei Nishikori começaram o duelo confirmando seus saques. Cilic abriu 1 a 0 com dificuldade, sem encaixar seu potente saque. Em seguida, Nishikori igualou. Entrando no jogo e acertando o serviço, Cilic fez 2 a 1. Com a mesma facilidade, o japonês colocou 2 a 2. O croata, então, começou uma sequência arrasadora. Fez 3 a 2 no saque, quebrou o serviço de Nishikori e depois confirmou o seu, abrindo 5 a 2 e ficando bem perto da vitória no primeiro set. O japonês ainda esboçou uma reação, mas o croata repetiu a eficiência no saque, fechando em 6/3.

Sem repetir a agressividade demonstrada contra Djokovic, nas semifinais, Kei Nishikori teve seu serviço quebrado já no terceiro game do segundo set, com Cilic abrindo 2 a 1. No game seguinte, o croata escapou de um revés de 15/40 e manteve seu saque. O japonês, sem se entregar, fez 3 a 2, mas Cilic devolveu com quatro aces e ainda quebrando o serviço do rival, colocando 5 a 2 no placar. Tentando a reação, Nishikori chegou a quebrar o saque do croata, mas Cilic devolveu na sequência e fechou de novo em 6/3.

Comandando as ações, Cilic começou o terceiro set no mesmo ritmo. Abriu 1 a 0, viu Nishikori colocar 1 a 1, mas logo fez 2 a 1, em bela jogada encobrindo o japonês. Sacando, o asiático praticamente jogou a toalha ao ter o saque quebrado: 3 a 1. Sem titubear, o croata manteve a eficiência no saque e nas devoluções, e logo tinha 4 a 1. Nishikori colocou-se novamente no jogo ao confirmar seu saque e fazer 4 a 2. Confiante, Cilic abusou da técnica para fugir de uma quebra no game seguinte: confirmou o serviço com uma deixadinha e uma paralela funda, belíssima: 5 a 2. O japonês ainda fez 5 a 3, mas Cilic voltou a sacar, repetiu a eficiência do jogo todo: triplo 6/3 e fim de papo.

Marin Cilic Us Open final (Foto: Agência Reuters)
Marin Cilic foi praticamente perfeito 
na decisão do US Open 
(Foto: Agência Reuters)


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Sem forçar, Espanha goleia Macedônia com cavadinha de Sergio Ramos: 5 a 1


Cobrança de pênalti estilosa do zagueiro abre o placar em noite de gols e estreias


Por Valência, Espanha


 

Não foi uma Espanha chata, sonolenta, daquelas massacradas pela crítica esportiva até mesmo nas vitórias. Também não foi uma atuação de encher os olhos – a levar em consideração a fragilidade do adversário. Os atuais campeões da Eurocopa encontraram um meio termo em sua estreia nas eliminatórias para a edição de 2016 do principal torneio do continente e golearam a Macedônia por 5 a 1, nesta segunda-feira, no Estádio Ciudad de Valência, casa do Levante.

Sem Diego Costa e Iniesta, lesionados - para manter a lista de desfalques em dois importantes nomes -, a Roja contou com o talento de David Silva para construir o resultado. O meia cerebral do Manchester City organizou praticamente todas as jogadas ofensivas dos mandantes, fez um gol e deu assistência para outro. Em outros lances, pecou pelo excesso de capricho - a verdade é que a Espanha poderia ter ido além dos cinco.


Cavada Sérgio Ramos Espanha Macedônia (Foto: EFE)
Sergio Ramos cobra pênalti de cavadinha 
para abrir o placar em Valência (Foto: EFE)


Sergio Ramos foi quem abriu a contagem numa noite de gols e estreias. O zagueiro do Real Madrid marcou numa cavadinha em cobrança de pênalti, aos 15. Minutos depois Paco Alcácer, estreante em competições oficiais, anotou o seu primeiro gol com a camisa vermelha. Ibraimi descontou, também em penalidade, e reascendeu as esperanças dos visitantes de ganharem qualquer ponto, mas Busquets, ainda no primeiro tempo, ampliou - o volante do Barcelona balançou as redes pela primeira vez após 70 jogos.



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Àquela altura a Espanha já controlava a partida. Mantinha a posse de bola sem ser lenta, um dos pecados cometidos na Copa do Mundo, quando foi eliminada ainda na fase de grupos. David Silva tratou de aumentar a vantagem logo no início e, após inúmeras chances desperdiçadas dos dois lados - Casillas trabalhou bem -, ofereceu a chance de Pedro também sair sorrindo nos acréscimos.

Alcacer e David Silva comemora gol da Espanha contra a Macedônia  (Foto: Agência EFE)
Alcácer (9) substituiu Diego Costa e 
marcou em sua estreia oficial. David 
Silva também foi destaque 
(Foto: Agência EFE)


Além de Paco, queridinho da torcida local por jogar no Valencia, o técnico Vicente del Bosque promoveu outras duas estreias oficiais. O zagueiro Marc Bartra e o atacante Munir El Haddadi entraram no decorrer do segundo tempo e também contribuíram de alguma maneira para o resultado. A revelação do Barcelona deve ter futuro com a seleção, já que o treinador o impossibilitou de atuar pelo Marrocos, país de seus pais, graças aos poucos minutos em que esteve em campo.

Munir e koke Espanha X Macedônia  (Foto: Agência EFE)
Munir substitui Koke: filho de 
marroquinos, ele só poderá 
defender a Espanha 
(Foto: Agência EFE)


A Espanha lidera o Grupo C das eliminatórias da Euro-2016, que será disputada na França, graças ao saldo de gols. Ela só voltará a jogar em outubro, nos dia 9 e 12, contra Eslováquia e Luxemburgo - ambos os jogos fora de casa. Já a Macedônia receberá Luxemburgo antes de viajar até a Ucrânia.

Busquets comemora gol da Espanha com Fábregas (Foto: AP)
De fora da área, Busquets também 
marcou o seu primeiro gol pela 
Espanha (Foto: AP)


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Elias diz que riu de boatos sobre corte de Maicon: “Não sou homossexual”

Volante vai reclamar judicialmente de versão que liga seu nome ao afastamento do lateral-direito, que se atrasou por 11 horas em Miami


Por Nova Jersey, EUA


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O que começou com uma brincadeira vai terminar nos tribunais. Conforme seu pai já havia informado no blog “Bastidores FC”, Elias vai processar as pessoas que ele acredita serem responsáveis pela propagação de um boato que ligou seu nome ao corte do lateral-direito Maicon da seleção brasileira.

Logo depois de Gilmar Rinaldi anunciar o desligamento do jogador e alegar apenas “problemas internos”, deu-se início a uma série de especulações sobre o motivo da decisão da comissão técnica. Uma delas dizia que Maicon foi flagrado em relação homossexual com o jogador do Corinthians.

- Isso envolveu meu nome, é muito ruim as pessoas acreditarem numa bobagem dessas. Não sou contra homossexuais, que fique bem claro, mas eu não sou. Essas pessoas vão ter que pagar até o final. Meu pai e meus advogados estão vendo isso e vamos entrar com uma ação - afirmou Elias.

Elias Brasil (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)
Elias teve o nome envolvido em boatos 
envolvendo a saída de Maicon da 
Seleção. (Foto: Rafael 
Ribeiro / CBF)


O jogador contou que sua primeira reação ao boato foi bem humorada. Tanto ele quanto sua esposa riram da versão que o inseria no fato. Todos os jogadores tiveram folga depois da vitória por 1 a 0 sobre a Colômbia, e deveriam ter se apresentado até as 20h de sábado para o jantar. Maicon só voltou ao hotel por volta das 7h de domingo, um atraso de 11 horas.

- Fiquei surpreso, primeiro dei risada, minha mulher também não deu muita bola. Mas depois as coisas tomaram uma proporção que tivemos que agir da única forma que temos. Não sou homofóbico. Posso ser contra, mas respeito, tenho grandes amigos homossexuais. Mas eu não sou.

Incomodado com o alcance do boato, o corintiano disse que não conversou com Maicon depois do corte, já que nunca foram próximos, mas desejou sorte ao companheiro. Sua maior preocupação, no momento, é com a família.

- Daqui a um tempo vamos dar risada dessa história, mas cuido da minha família para que eles não sejam expostos a esse bando de besteiras - disse o jogador, pai de Davi, de dois anos.


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De prancheta e óculos escuros, Joel dá chance a Jhon Cley em primeiro treino

Meia treina entre os titulares e tem chance de começar a partida contra o Luverdense. Kleber fica em São Januário fazendo reforço muscular e pode voltar ao time titular


Por Rio de Janeiro



Depois de apenas observar o treino do último domingo, o técnico Joel Santana começou a dar sua cara ao time do Vasco na manhã desta segunda-feira no CFZ. De óculos escuros, arriscando até palavras em inglês e segurando sempre sua inseparável prancheta em certos momentos, o treinador comandou sua primeira atividade no clube dando atenção especial à parte tática. A principal novidade foi a entrada de Jhon Cley. O meia foi observado na vaga do volante Aranda, que não treinou por causa de uma gastrointerite, e pode ser titular contra o Luverdense, nesta terça-feira, em São Januário.

Outra mudança em relação ao time que venceu o América-MG por 3 a 2 no último sábado e voltou ao G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro foi a entrada de Fabrício, que retorna de suspensão, na vaga de Pedro Ken, o suspenso da vez. A equipe trabalhou com Diogo Silva; Diego Renan, Douglas Silva, Rodrigo e Lorran; Guiñazu, Fabrício, Jhon Cley, Maxi e Douglas; Thalles.


joel santana vasco (Foto: André Durão)
De óculos escuros, Joel Santana ori
enta os jogadores do Vasco durante 
o treino no CFZ (Foto: André Durão)

Já o atacante Kleber poderá voltar ao time após cumprir suspensão do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), mas ficou em São Januário fazendo fortalecimento muscular. No treinamento, Thalles foi quem realizou sua função. Joel deu a entender que poderá mudar a forma de o Vasco jogar, passando para o esquema 4-5-1. Adilson Batista, seu antecessor, vinha escalando a dupla Kleber e Thalles na frente.



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O comandante conversou com o elenco durante 20 minutos antes de iniciar a atividade. De óculos escuros e prancheta na mão, passou para os jogadores como queria que a equipe se postasse em campo. Durante o trabalho tático, gesticulou bastante e parou em vários momentos a atividade para orientar o time.

- Na realidade nós fizemos uma organização tática hoje, defensiva e ofensiva, para ter uma ideia de como o grupo se apresenta. Acho que o aproveitamento foi bom, todos procuraram dar o seu melhor, ajudar da melhor maneira possível. Foi muito tranquilo - disse Joel.

Inglês e "ameaças" dão o tom do treino
Parado há um ano e quatro meses, Joel gravou alguns comerciais durante o tempo inativo. O foco era sempre o seu jeito engraçado de falar inglês - que ficou famoso durante a passagem pela seleção da África do Sul. A língua americana, aliás, também marcou presença na atividade desta segunda. Em alguns momentos, o treinador gritava "play" para reiniciar a jogada depois de dar as instruções necessárias. Ele exigiu bastante também do posicionamento na bola parada. Orientou muito os defensores e avisava: "Define logo quem pega quem na marcação. Se ele cabecear, vai pagar dez".

O Vasco voltou ao G-4 após o triunfo diante do América-MG. O time é o quarto colocado, com 35 pontos, apenas um atrás do Joinville, que lidera a Série B. O duelo contra o Luverdense será nesta terça-feira, às 19h30, em São Januário.


joel santana vasco (Foto: André Durão)
Joel gesticula para os jogadores no 
treinamento do CFZ (Foto: André Durão)


joel santana vasco (Foto: André Durão)
Joel fala com o time próximo ao 
atacante Edmilson, que treinou 
entre os reservas 
(Foto: André Durão)


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Presidente do Querétaro confirma estreia de Ronaldinho na sexta-feira

Craque brasileiro enfrentará o Puebla, do astro mexicano Cuauhtémoc Blanco


Por Querétaro, México



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Está marcada a estreia de Ronaldinho Gaúcho com a camisa do Querétaro. O craque brasileiro fará o seu primeiro jogo no México diante do Puebla, do astro veterano Cuauhtémoc Blanco (41 anos), nesta sexta-feira, às 21h30 (de Brasília), pela oitava rodada do campeonato local. O jornal "Record" credita a notícia ao presidente do clube, Arturo Villanueva.

Haverá uma festa para R49 no Estádio La Corregidora, que deverá estar lotado de torcedores ansiosos para ver o ex-jogador de Barcelona, seleção brasileira e, mais recentemente, do Atlético-MG. Os preços são os mesmos do início da temporada: o mais barato custa US$ 9 (R$ 20) e o mais caro chega aos US$ 153 (R$ 343).

Ronaldinho ainda não teve a data de apresentação divulgada pelo Querétaro, mas a expectativa é que ela aconteça no decorrer da semana - o meia está neste momento no Brasil para tirar o visto de trabalho para o México. O curioso de toda a história é que Assis foi taxativo quando perguntado sobre a estreia e disse ser impossível seu irmão atuar na sexta em entrevista ao GloboEsporte.com.

A última partida oficial de Ronaldinho foi no dia 23 de julho, quando o Atlético-MG venceu o Lanús e conquistou a Recopa Sul-Americana. Depois de rescindir com o Galo, o craque chegou a negociar com Santos e Palmeiras, mas não houve acordo.



Motagem Ronaldinho Gaucho  (Foto: Reprodução / Twitter)
Ronaldinho Gaúcho ainda não vestiu a 
camisa do Querétaro (Foto: 
Reprodução / Twitter


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Depois de ficar entre a vida e a morte, nadador encontra doador de medula

Promessa da natação, Leonardo Coutinho supera pancreatite e se prepara para reta final do tratamento contra leucemia. Jovem de 20 anos fará transplante em outubro


Por Rio de Janeiro


Natação Leonardo Coutinho e Natália Diniz (Foto: Arquivo Pessoal)Leonardo Coutinho tem recebido o apoio de sua namorada, Natália Diniz (Foto: Arquivo Pessoal)


Os últimos meses foram de apreensão para Leonardo Coutinho. Desde o fim de dezembro, quando recebeu o diagnóstico de leucemia, o nadador de 20 anos, recordista brasileiro dos 200m costas da categoria júnior e integrante das seleções brasileiras de base, tem feito o tratamento de quimioterapia no Hospital Cruz Azul, em São Paulo. O estado era grave, a notícia causou um baque, mas também gerou uma corrente de solidariedade. Assim como nadadores e outros funcionários do Pinheiros, milhares de pessoas fizeram fila para participar da campanha de doação de sangue e dos testes de compatibilidade de medula óssea. E o que às vezes demora anos veio como uma bênção. Depois sofrer com uma pancreatite que o deixou com 10% de chances de sobreviver, conforme os médicos previram no momento, e de ser mais uma vez internado na UTI do hospital em estado gravíssimo, Leo encontrou três doadores com 100% de compatibilidade.
No dia 1º de outubro, o nadador será internado no Hospital das Clínicas, Zona Oeste de São Paulo, para iniciar o procedimento - a doação será feita no dia 8 e o transplante no dia seguinte. Antes da cirurgia, ele fará um tratamento de "quimio power", uma dose reforçada de quimioterapia para matar a sua medula e poder, assim, realizar o transplante. Como é um corpo estranho, a nova medula tem de 3 a 28 dias para se adaptar ao organismo do atleta, que precisará ficar internado de 30 a 40 dias, mas tudo vai depender da resposta do paciente. Em seguida, serão 60 dias em casa, em repouso absoluto.

-  O Leo é um menino iluminado, parece coisa de Deus. Ele tem respondido muito bem ao tratamento desde o início e encontrou logo três doares. Havíamos encontrado primeiro um nos Estados Unidos, mas acabamos achando outro no Brasil. Muitas pessoas demoram anos esperando e acabam não resistindo. A família dele fez testes de compatibilidade no início do ano e se houvesse alguém com uma medula 60% compatível, escolheríamos essa pessoa. Mas graças a Deus ele encontrou outros com 100% de compatibilidade. Ele está muito feliz. O doador é anônimo, mas eu tenho curiosidade de saber quem é, pode ser alguém da polícia, porque ele tem um tio que é policial e fez campanha. Um dos policiais foi chamado no hospital. Mas foram muitas campanhas - disse Natalia Diniz, que completa um ano e dois meses de namoro com Leo no dia 24 deste mês (eles estavam juntos há cinco meses juntos quando a doença foi descoberta). 

Leonardo Coputinho consegue doador compativel de medula (Foto: Reprodução/Facebook)
Leonardo Coutinho consegue doador 
compatível de medula e fará o 
transplante em outubro (Foto: 
Reprodução/Facebook)


Um dos momentos mais delicados do tratamento foi a pancreatite que o acometeu no mês de julho, provocada pela forte medicação. Ele precisou ser internado por 10 dias e os médicos chegaram a pedir para a mãe se despedir do filho. Religiosa, ela ignorou as previsões e fez suas orações para que tudo não passasse de um susto. Uma tosse com um sangramento trouxe consigo uma suspeita de hemorragia no pulmão, que, felizmente, não se confirmou. Foram 10 dias sem comer nada, apenas se alimentando através de uma sonda. Poucas horas depois de tomar um iogurte, um prato de arroz e feijão deu uma injeção de ânimo ao jovem, que teve outra melhora surpreendente e recebeu alta do hospital logo após deixar a UTI.

Ao longo dos nove meses desde que recebeu o diagnóstico de leucemia, Leonardo recebeu centenas de mensagens, vídeos e cartas de amigos, conhecidos e desconhecidos que se sensibilizaram com a situação. A corrente do bem foi fundamental para que o nadador não perdesse as esperanças de lutar.
 
- Minhas família, meus amigos da natação e minha namorada me acolheram muito nesse período, que está sendo muito difícil. Essa corrente do bem, de amor, está fazendo toda a diferença. É muito bom ter esse "staff" por trás. A felicidade é muito importante no tratamento. Foram muitas mensagens e cartas, principalmente, de crianças, muitas delas da Igreja. Isso me dá força para eu seguir em frente e ultrapassar essa batalha final. Graças a Deus encontraram a medula compatível e vai dar tudo certo - disse Leo, que está gripado, mas nada que seja grave.
Enquanto não volta para o hospital, em São Paulo, Leonardo ficará na casa da avó, em Itanhaém, no litoral paulista, onde foi criado, na companhia de amigos e familiares.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/natacao/noticia/2014/09/apos-ficar-beira-da-morte-nadador-encontra-doador-para-tratar-leucemia.html

Fiama e Victória vão ao pódio, e MS lidera ranking sub-21 de vôlei de praia

Dupla sul-mato-grossense conquista o terceiro lugar na etapa Maceió do circuito nacional, no fim de semana; etapa de encerramento da temporada será em Fortaleza


Por Campo Grande


Fiama e Vitória, dupla de Mato Grosso do Sul no vôlei de praia sub-21 (Foto: Divulgação/CBV)Fiama e Vitória, dupla de Mato Grosso do Sul no vôlei de praia sub-21 (Foto: Divulgação/CBV)


A dupla sul-mato-grossense Fiama e Victória conquistou o terceiro lugar na etapa Maceió do Circuito Banco do Brasil Sub-21 de vôlei de praia, disputada no fim de semana. Elas perderam na semifinal para as sergipanas Duda e Tainá, que acabaram conquistando o título da quarta etapa. Na luta pelo pódio, as sul-mato-grossenses superaram as cariocas Mariana Chaia e Ana Carolina por 2 sets a zero (21/14 e 21/19).

Faltando uma etapa para o encerramento da temporada, Mato Grosso do Sul segue liderando o ranking feminino com 700 pontos, seguido de Rio Grande do Norte e Sergipe, com 640 pontos cada, e do Rio de Janeiro, com 560 pontos. A 5ª e última etapa do circuito nacional será disputada nas areias de Fortaleza, entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro.

Para ler mais notícias do Globo Esporte MS, clique em globoesporte.com/ms.


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/ms/noticia/2014/09/fiama-e-victoria-vao-ao-podio-e-ms-lidera-ranking-sub-21-de-volei-de-praia.html

Paralimpíadas, 2 anos: seleção de vôlei sentado vence Geração de Prata

Marca de dois anos para os Jogos Paralímpicos de 2016 é celebrada com duelo no vôlei e demonstração de goalball no Aterro do Flamengo


Por Rio de Janeiro


A marca dos dois anos para os Jogos Paralímpicos Rio 2016 foi celebrada na manhã deste domingo, no Aterro do Flamengo. Torcedores puderam interagir com as seleções brasileiras de goalball, atual campeã mundial, e de voleibol sentado, vice-campeã mundial. Esta última disputou uma partida contra ex-jogadores da Geração de Prata, cuja conquista nas Olimpíadas de Los Angeles 1984 faz 30 anos. Os medalhistas olímpicos perderam por 2 a 0, mas ainda tiveram fôlego para encarar um duelo no goalball.

- Foram experiências bem diferentes para nós. Foi nosso primeiro contato com estes esportes e tivemos bastante dificuldade em nos familiarizar com as regras e características deles. O alto nível dos atletas me impressionou. Mostra que qualquer um, tendo deficiência ou não, pode ser bem sucedido no esporte se tiver dedicação - disse Fernandão, que jogou ao lado de Amauri, Montanaro, Bernard, Badá e Maracanã.


Desafio entre seleção brasileira de voleibol sentado e a Geração de Prata (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Desafio entre seleção brasileira de 
voleibol sentado e a Geração de 
Prata (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)


Pela seleção de voleibol sentado, atual vice-campeã mundial, participaram do evento Renato Leite, Fred Doria, Gilberto Lourenço, Wellington Platini, Vagner da Silva, Wescley Conceição, Diogo Rebouças e José Mauro Vilarinho.

Um dos mais experientes atletas da seleção brasileira de goalball, Zé Roberto, de 33 anos, divertiu-se com a experiência junto ao público. Bem humorado, instruiu os torcedores que participaram e protagonizou lances de categoria nas partidas.


Demonstração de goalball na celebração da marca de dois anos para as Paralimpíadas do Rio (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Demonstração de goalball na celebração 
da marca de dois anos para as 
Paralimpíadas do Rio (
Foto: Rio 2016/Alex Ferro)


- É um momento muito especial para o esporte paralímpico brasileiro e todos os atletas gostariam de participar, então estamos muito honrados por fazer parte dele. É uma oportunidade importante para apresentarmos o goalball à sociedade. Foi bom perceber que as pessoas que participaram saíram daqui satisfeitas, entendendo melhor o esporte e mais interessadas nele - disse Zé Roberto, que representou a seleção de goalball ao lado de Gaúcho, Leomom, Leandro, Alex, José Márcio e do técnico Alessandro Tosim.



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Mundial, dia 9: garotas adotam Brasil, oito países dão adeus e fera lesionada

Rodada de encerramento da primeira fase definiu as 16 seleções que continuam na briga pelo título mundial. Invictos, brasileiros seguem com tudo na luta pelo tetra


Por Katowice, Polônia


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O nono dia do Mundial da Polônia marcou o fim da primeira fase da disputa. Nesta última rodada rodada da primeira fase, a definição dos 16 classificados para a segunda fase teve como destaques o apoio de meninas polonesas para a seleção brasileira na vitória, de virada, por 3 sets a 1 sobre Cuba, em Katowice, a derrota da Itália para os Estados Unidos, com lesão do craque italiano Zaytsev, a vitória da Rússia em um jogão com a Bulgária e a classificação da Austrália após vencer um confronto direto com a Venezuela.

Com todos os participantes envolvidos em 12 partidas disputadas neste domingo, as 24 seleções decidiram os seus futuros na competição. Para alegria dos torcedores, 16 nações (as quatro que mais pontuaram em cada um dos quatro grupos) avançaram à segunda fase. Porém, oito países (os piores de cada chave) deram adeus ao sonho de seguir lutando pelo cobiçado título mundial. Passaram adiante os quatro melhores de cada um dos grupos.

Para a segunda fase, que começa nesta quarta-feira, os classificados foram divididos em duas novas chaves de oito seleções cada, denominados Grupo E e Grupo F. Foram levados da primeira fase só os pontos conquistados nos três jogos contra os rivais que também passaram.

O Grupo E, conta com as equipes que faziam parte do Grupo A – Polônia (1º lugar), Sérvia (2º), Argentina (3º) e Austrália (4º) – e do Grupo D - França (1º lugar), Irã (2º), Estados Unidos (3º), e Itália (4º). 

Já o Grupo F é formado pelos melhores do Grupo B – Brasil (1º), Alemanha (2º), Finlândia (3º) e Cuba (4º) - e do Grupo C – Rússia (1º), Canadá (2º), Bulgária (3º) e China (4º) .

As seleções eliminadas foram Austrália e Camarões (Grupo A), Coreia do Sul e Tunísia (Grupo B), México e Egito (Grupo C), bem como Bélgica e Porto Rico (Grupo D).


belas polonesas apoiam seleção brasileira
Além de conquistar pontos preciosos na primeira fase, a seleção brasileira também conquistou o público feminino da Polônia. Como pode ser visto neste domingo, na Spodek Arena, no triunfo da equipe do técnico Bernardinho sobre Cuba por 3 sets a 1 22/25, 25/23, 25/18 e 25/17.

Em ótima fase, o ponteiro Lucarelli está disparando como o preferido das polonesas. Um dia depois de ser assediado por boleiras, ele contou com o apoio de três belas beldades na arquibancada. Para mostrar o seu apreço pelo jovem, as moças escreveram o nome do melhor atacante do Brasil neste Mundial nos braços.
Primeira colocada no Grupo B, com cinco vitórias em cinco jogos, a seleção brasileira levou 9 pontos para a segunda fase, iniciando assim em primeiro lugar do Grupo F, com um ponto a mais do que a Rússia e três à frente da Alemanha, a terceira colocada na chave que classificará três nações para a terceira fase.

Brasil x Cuba Mundial de vôlei meninas (Foto: Divulgação/FIBV)
Trio de garotas locais forma torcida 
especial para Lucarelli 
(Foto: Divulgação/FIBV)


itália perde para eua e vê astro sair lesionado
Apesar de avançar, a Itália encerrou a primeira fase do Mundial como a maior decepção deste Mundial. Neste domingo, os donos de três títulos mundiais perderam a terceira partida em cinco jogos na competição. Aproveitando uma lesão no tornozelo direito do principal jogador da seleção italiana, o ponteiro Zaytsev, que deixou o jogo no segundo set, os Estados Unidos venceram os europeus por 3 sets a 1 de 25/18, 25/20, 23/25 e 25/17, em Cracóvia. O jogador de origem russa vai fazer exames médicos nesta segunda-feira para saber a gravidade da lesão.
Com o revés, os italianos ficaram com a quarta e última vaga do Grupo D, com 5 pontos. Porém, eles carregam apenas 2 pontos para o Grupo E da segunda fase, dificultando muito a sua tarefa de continuar na briga pelo tetracampeonato mundial. Já os americanos, que fizeram uma primeira fase irregular, conquistaram a terceira vaga da chave e levarão 4 pontos, contra 6 da Sérvia, que inicia a segunda fase com a terceira posição do Grupo E.

Italia x EUA Mundial de vôlei (Foto: Divulgação/FIBV)
A Itália se classificou, mas viu o 
seu principal jogador, Zaytsev, 
lesionar o tornozelo direito 
(Foto: Divulgação/FIBV)


rússia vira com bela atuação de Muserskiy
Em um duelo eletrizante em Gdansk, a atual campeã olímpica, Rússia, perdeu os dois primeiros sets para a perigosa Bulgária, mas contou com mais uma grande atuação do gigante de 2,18m Muserskiy, que fez 23 pontos ao todo, para conseguir uma bela virada e vencer por 3 sets a 2, com parciais de 20/25, 23/25, 25/20, 25/23 e 15/11, em 2h10min de partida.

Umas das seleções favoritas ao título, a Rússia avançou em primeiro lugar do Grupo C, com 14 pontos, e vai ser adversária do Brasil no Grupo F da segunda fase. A reedição da final das Olimpíadas de Londres 2012 vai acontecer no próximo domingo, na Arena Spodek, em Katowice.

Russia x Bulgaria Mundial de vôlei Muserskiy (Foto: Divulgação/FIBV)
Astro russo, Muserskiy fez 25 pontos 
para comandar triunfo sobre búlgaros 
(Foto: Divulgação/FIBV)


austrália elimina venezuela em confronto direto
Em um confronto direto por vaga na segunda fase, Austrália e Venezuela fizeram um jogão em Wroclaw. Com 25 pontos do oposto Thomas Edgar, os australianos reagiram após perder dois sets seguidos e levaram a melhor por 3 sets a 2, com parciais de 25/20, 23/25, 21/25, 25/16 e 15/9, eliminando os venezuelanos e avançando em quarto lugar do Grupo A, com 5 pontos.

Apesar de avançar, a Austrália terá grande dificuldade para seguir adiante, pois iniciará a segunda fase sem nenhum ponto, já que foi batida na primeira fase pelos outros times do Grupo A que avançaram: Polônia, Sérvia e Argentina.

Austrália x Venezuela Mundial vôlei (Foto: Divulgação/FIBV)
Maior pontuador do jogo, australiano 
Edgar ataca em cima de bloqueio duplo 
(Foto: Divulgação/FIBV)


FONTE:

Confira a tabela de jogos da segunda fase do Mundial masculino de vôlei

ompetição na Polônia segue com 16 seleções divididas em duas novas chaves. Após quatro rodadas, as três melhores de cada grupo avançarão para a terceira fase


Por Katowice, Polônia


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Com o fim da primeira fase do Mundial masculino de vôlei, que está sendo realizado na Polônia até o dia 21 de setembro, as 16 seleções que avançaram à segunda fase de competição foram divididas em duas chaves, o Grupo E e o Grupo F, com oito países cada, sendo o primeiro com os times que faziam parte do Grupo A e do Grupo B, e o outro com os ex-integrantes das chaves C e D.

Para esta segunda fase, as equipes carregaram os pontos obtidos contra os três adversários que também avançaram. Agora, elas farão quatro partidas cada contra rivais que não faziam parte do seu grupo na primeira fase do Mundial.

Vitórias por 3 sets a 0 e 3 sets a 1 dão três pontos ao vencedor e nenhum ao perdedor. Quando o placar for 3 a 2, o vencedor ganha dois pontos, e o perdedor, um.

Nesta etapa, os três primeiros se classificam para um dos dois triangulares, de onde sairão os semifinalistas e, enfim, os finalistas do torneio.


GRUPO E - BYDGOSZCZ/LODZ

10/09 -11h40 -Bydgoszcz- Argentina x França
10/09 - 11h40 - Lodz - Sérvia x Itália
10/09 - 15h25 - Bydgoszcz - Austrália x Irã
10/09 - 15h25 - Lodz - Polônia x Estados Unidos
11/09 - 11h40 - Bydgoszcz - Argentina x Irã
11/09 - 11h40 - Lodz - Sérvia x Estados Unidos
11/09 - 15h25 - Bydgoszcz - Polônia x Itália
11/09 - 15h25 - Lodz - Austrália x França
13/09 - 11h40 - Bydgoszcz - Argentina x Itália
13/09 - 11h40 - Lodz - Sérvia x França
13/09 - 15h25 - Bydgoszcz - Polônia x Irã
13/09 - 15h25 - Lodz - Austrália x Estados Unidos
14/09 - 11h40 - Bydgoszcz - Argentina x Estados Unidos
14/09 - 11h40 - Lodz - Sérvia x Irã
14/09 - 11h40 - Bydgoszcz - Polônia x França
14/09 - 11h40 - Lodz - Austrália x Itália


GRUPO F - KATOWICE/WROCLAW

10/09 - 11h40 - Katowice -Brasil x Bulgária
10/09 - 11h40 - Wroclaw - Finlândia x Rússia
10/09 - 15h25 - Katowice - Alemanha x China
10/09 - 15h25 - Wroclaw - Cuba x Canadá
11/09 - 11h40 - Katowice -Brasil x China
11/09 - 11h40 - Wroclaw - Finlândia x Canadá
11/09 - 15h25 - Katowice - Alemanha x Bulgária
11/09 - 15h25 - Wroclaw - Cuba x Rússia
13/09 - 11h40 - Katowice - Brasil x Canadá
13/09 - 11h40 - Wroclaw - Finlândia x China
13/09 - 15h25 - Katowice - Alemanha x Rússia
13/09 - 15h25 - Wroclaw - Cuba x Bulgária
14/09 - 11h40 - Katowice -Brasil x Rússia
14/09 - 11h40 - Wroclaw - Finlândia x Bulgária
14/09 - 11h40 - Katowice - Alemanha x Canadá
14/09 - 11h40 - Wroclaw - Cuba x China


Todos no horário de Brasília


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2014/09/confira-tabela-de-jogos-da-segunda-fase-do-mundial-masculino-de-volei.html

Após dias de angústia, Bruninho comemora retorno e força do time

Levantador entra em momento delicado contra Cuba, ajuda a mudar o rumo e agradece contribuição dos sul-coreanos no processo de recuperação de sua contusão


Por Direto de Katowice, Polônia


Bruninho seleção vôlei (Foto: Danielle Rocha/GloboEsporte.com)Bruninho faz tratamento com gelo após o jogo (Foto: Danielle Rocha/GloboEsporte.com)


O caminho da Spodek Arena até o hospital parecia longo demais. Naquela noite de quarta-feira, a cabeça teimava em pensar o pior. A dor era tão grande, que Bruninho não conseguia sequer dar um aperto de mão. Pensava que o Mundial da Polônia tivesse terminado ali, no segundo jogo, depois de ter batido o dedo indicador no pé de Maurício, na tentativa de salvar uma bola após um ataque da Tunísia. Só respirou aliviado ao saber que o resultado do exame não havia apontado nenhuma fratura. A corrida contra o tempo começava ali. Muito gelo, tratamento intensivo de fisioterapia, remédios, e uma ajuda providencial oferecida pelo técnico sul-coreano: acupuntura. No domingo, a volta à quadra foi abreviada. Não apenas porque as dores diminuíram, mas por necessidade. O Brasil precisava de uma postura mais agressiva para sair de uma situação delicada contra o jovem time de Cuba. O capitão, Lipe e Vissotto foram escalados. Deu certo. 

Com sorriso no rosto e um saco de gelo no local machucado após a vitória por 3 sets a 1, o levantador deixava para trás a angústia de só poder ajudar a equipe com palavras. Foi assim contra a Finlândia e contra a Coreia do Sul.
 
- Deu um pouco de medo ali no começo, porque eu estava com muita bandagem e com pouca sensibilidade. E o toque não flui. Tive que começar a tirar um pouco daquele esparadrapo. A velocidade não fica a mesma, mas era mais para fazer o arroz com feijão. Eu pensei mais em dar um choque na galera do que ser tecnicamente perfeito. Faltava uma agressividade, estávamos nos encolhendo. Aí paramos de errar. Deu mais ânimo. O Brasil é isso, são 14 jogadores que podem entrar e fazer a diferença. Só chegaremos lá na frente sendo um time. Não foi sacrifício, não. E, se precisar, tem que trincar os dentes mesmo e ir para cima - disse.

Poder estar ali, regendo o grupo novamente, foi um presente. E Bruninho não esquece de agradecer a quem, além da equipe médica da seleção, também deu uma parcela de contribuição para que isso acontecesse. 
 
Brasil x Cuba Mundial de vôlei (Foto: Divulgação/FIBV)
Brasil vibra com mais um ponto do 
Brasil na partida contra Cuba 
(Foto: Divulgação/FIBV)


- Fiquei bastante surpreso e admirado pela generosidade dos sul-coreanos. Antes do jogo, o técnico deles falou com o Fiapo (o fisioterapeuta Guilherme Tenius), que sabia da minha lesão e que, se eu quisesse, poderia ser atendido no quarto pelo médico deles. Eu nunca tinha feito acupuntura e ele não deixa a agulha. Fura e tira. Acho que as duas sessões aceleraram a recuperação. Só tenho a agradecer. Fizemos a tentativa e deu certo. Um gesto assim mostra o que é o esporte.
A campanha invicta do Brasil, levando para a próxima fase o número máximo de pontos, é comemorada pelo levantador. Mas também deixou uma lição importante.

- Fomos muito bem contra Alemanha, Tunísia e Finlândia. Contra a Coreia do Sul e Cuba nós 


oscilamos muito. E isso não vai poder acontecer em nenhum momento. Daqui para frente, vamos precisar de ainda mais concentração. Sabemos das dificuldades que teremos e que não podemos vacilar. Não contra Bulgária, China e a Rússia, atual campeã olímpica. As partidas do Grupo F serão disputadas a partir de quarta-feira, na Spodek Arena, em Katowice. 



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