quinta-feira, 21 de julho de 2011

Equilíbrio! Palmeiras e Flamengo não saem do zero no Pacaembu

CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL 2011 - Série  A


O resultado interrompe a série de vitórias do Fla, mas mantém o Verdão invicto há três jogos


Palmeiras x Flamengo (Crédito: Eduardo Viana) Kleber enfrenta a marcação do Flamengo: atacante entrou em campo cercado pelas polêmicas sobre transferência para o Fla (Crédito: Eduardo Viana)
LANCEPRESS


Publicada em 20/07/2011 às 23:47
São Paulo (SP)

Equilíbrio. Esta foi a palavra que resumiu o empate entre Palmeiras e Flamengo por 0 a 0 nesta quarta-feira, no estádio do Pacaembu, pela décima rodada do Brasileirão. No encontro entre o melhor ataque, o rubro-negro, e a segunda melhor defesa, a palmeirense, o melhor de cada time foi bem e o resultado acabou soando óbvio.




Kleber estava em foco e demonstrou muita raça. Finalmente o atleta fez o sétimo jogo pelo Palmeiras e não pode ser transferido a uma equipe da Série A. O atacante vinha sido sondado pelo Flamengo e uma grande confusão que envolveu toda a diretoria alviverde se instaurou no Verdão. A atuação do Gladiador parecia querer marcar a posição que defendeu: correu, brigou e se esforçou muito, a ponto de se envolver em uma confusão com os jogadores do Fla, ao não respeitar uma jogada de "fair play". Contudo, o camisa 30 não conseguiu decidir.

TABELA:

Veja a classificação do Campeonato Brasileiro



Com o resultado, o Flamengo interrompe a boa série de quatro vitórias seguidas, mas ainda se mantém invicto no Brasileirão e permanece na terceira colocação, com 20 pontos. Já o Palmeiras, que vinha de vitória, não conseguiu o segundo trunfo consecutivo, mas há três jogos não sabe o que é derrota. O Verdão também se manteve em sua colocação, a quarta, agora com 19 pontos.
Na primeira etapa, quando cada um usou de sua virtude, o jogo ficou muito bem jogado. Já no segundo tempo, o Palmeiras partiu para o ataque, mas não foi efetivo e o empate acabou por permanecer.


Equilíbrio entre as virtudes


O primeiro tempo demonstrou um equilíbrio muito grande entre as principais virtudes de cada equipe: enquanto o Flamengo, melhor ataque da competição, trocava bom passes e tinha muitas alternativas ofensivas, o Palmeiras, que não sofreu gol em casa no Brasileiro, marcava muito, dava pouco espaço e esperava pelos contra-ataques.


Desta maneira, o jogo se equilibrava com duas equipes muito bem taticamente. No Fla, Willians fazia boa partida na primeira etapa: não só marcou muito, como desafogou o meio de campo pela direita. Já no Palmeiras, Kleber e Maikon Leite, quando o contra-ataque do Palmeiras encaixava, levavam perigo. Pena que Luan e Patrik, responsáveis pela armação, pouco criavam.


De chances, no Palmeiras, o destaque foi a bola parada de Marcos Assunção, além de uma falta frontal de Thiago Heleno, aos 33 minutos. No Fla, as grandes chances vieram de lances individuais de Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, este inclusive acertou um belo chute, aos 18, que obrigou o goleiro Marcos a uma ótima defesa de mão trocada.


Apesar de um bom jogo, nenhuma das duas equipes conseguiu sair em vantagem da primeira etapa da partida.


Jogo cai de intensidade
Na segunda etapa, o equilíbrio se manteve. Contudo, o Palmeiras mudou um pouco seu estilo de jogo e partiu mais para cima nos primeiros minutos. O Verdão insistia nos chutes de longe, porém, e facilitava o trabalho da defesa do Mengão, aliás muito melhor postada no segundo tempo, com destaque especial para Wellinton, que foi muito bem na cobertura de Maikon Leite.
No geral, o Flamengo demonstrava um equilíbrio e versatilidade maior na defesa e no ataque. O Palmeiras, por sua vez, tinha uma excelente defesa, mas um ataque pouco compacto e um meio de campo sem participação na armação e muito eficiente na marcação. E quando o Palmeiras resolveu sair para o jogo, o desequilíbrio no meio de campo ficou evidente.
Num jogo tão equilibrado taticamente, era vez do talento decidir e Ronaldinho Gaúcho teve a chance e cobrou uma excelente falta, aos 34. Porém, o talento do palmeirense Marcos também apareceu e o goleiro alviverde fez uma excelente defesa. E foi só. Além de um lance em que Kleber não respeitou o Fair Play, nenhum outro lance mereceu destaque.


E MAIS:

- Grêmio e Figueirense ficam no zero em Floripa

Na próxima rodada, o Palmeiras enfrenta o Fluminense, neste  domingo, às 16h, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ). Já o Flamengo enfrenta o Ceará no próximo sábado, dia 23, às 21h, no estádio Claudio Moacyr, em Macaé (RJ).

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 0 X 0 FLAMENGO

Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/hora: 20/7/2011 - 21h50
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS/FIFA)
Auxiliares: Roberto Braatz (PR/FIFA) e Kleber Lúcio Gil (SC/FIFA)
Renda/público: R$ 977.922,00 e 33.575 pagantes
Cartões amarelos: Luan, Gabriel Silva (PAL); Ronaldo Angelim, Thiago Neves, Ronaldinho Gaúcho (FLA)
Cartões vermelhos: -
GOLS: -

PALMEIRAS: Marcos; Cicinho, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik (Tinga, 18'/2ºT); Maikon Leite (Dinei, 32'/2ºT), Kleber e Luan. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

FLAMENGO: Felipe; Leonardo Moura, Ronaldo Angelim, Welinton e Junior Cesar; Airton, Willians (Botinelli, 41'/2ºT), Renato e Thiago Neves (David Braz, 42'/2ºT); Ronaldinho Gaúcho e  Deivid (Diego Maurício, 21'/2ºT). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

FONTE:
http://www.lancenet.com.br/brasileirao/Equilibrio-Palmeiras-Flamengo-saem-Pacaembu_0_520748200.html

Em lista sem mudanças, Wozniacki segue na liderança do ranking da WTA


Dinamarquesa se mantém à frente de Kim Clijsters. Serena Williams é a 172ª

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo

Caroline Wozniacki tênis Wimbledon 1r (Foto: EFE)Caroline Wozniacki segue líder (Foto: EFE)

Em uma semana sem mudanças na parte de cima do ranking, Caroline Wozniacki segue na liderança da lista da WTA. A tenista dinamarquesa mantém o primeiro lugar, com 9.915, à frente da belga Kim Clijsters, com 7.625. A russa Vera Zvonareva completa a ponta, com 6.695.
Victoria Azarenka aparece na quarta posição, à frente da musa Maria Sharapova e da chinesa Na Li. A tcheca Petra Kvitova ocupa o sétimo lugar, com a italiana Francesca Schiavone na oitava posição. A francesa Marion Bartoli e a australiana Samantha Stosur completam o top 10.
As irmãs de Williams continuam fora das primeiras colocações. Venus Williams caiu da 34ª posição para a 35ª. Enquanto isso, Serena aparece em 172ª.
A melhor brasileira é Ana Clara Duarte: 227ª, com 254 pontos.

Confira o top 10:
1. Caroline Wozniacki (DIN) 9.915 pontos
2. Kim Clijsters (BEL) 7.625
3. Vera Zvonareva (RUS) 6.695
4. Victoria Azarenka (BLR) 6.465
5. Maria Sharapova (RUS) 6.141
6. Na Li (CHN) 5.855
7. Petra Kvitova (CZE) 5.437
8. Francesca Schiavone (ITA) 4.860
9. Marion Bartoli (FRA) 4.230
10. Samantha Stosur (AUS) 3.405

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2011/07/em-lista-sem-mudancas-wozniacki-segue-na-lideranca-do-ranking-da-wta.html

Próximo da fila! Timão bate o Bota, faz nova vítima e dispara na liderança

CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL 2011 - Série A


Corinthians faz 2 a 0 no Rio e alcança a nona vitória em dez partidas do Brasileirão. Glorioso continua fora do G-4, e torcida pede Cuca


por GLOBOESPORTE.COM

Pode chamar o próximo da fila. O próximo candidato a tentar bater o Corinthians no Brasileirão. Nesta quarta-feira, em jogo que marcou a estreia do volante Renato com a camisa do Botafogo, o líder manteve a rotina de vitórias e superou o Glorioso por 2 a 0, gols de Liedson e Paulinho. A equipe do técnico Tite chega à nona vitória em dez partidas no campeonato. Agora, soma 28 pontos e abre sete para o São Paulo, o segundo colocado.

No castigado gramado de São Januário, que foi camuflado com uma mistura de areia e tinta verde, o Botafogo demonstrou fibra e mais volume de jogo, mas se deixou envolver pela frieza do rival, que apostou na marcação forte e nos contra-ataques. A torcida chiou com alguns jogadores. O meia Maicosuel, por exemplo, foi substituído na etapa final e saiu vaiado. Já o técnico Caio Júnior ouviu pedidos por Cuca, que já trabalhou no clube e está desempregado desde a saída do Cruzeiro. O time continua fora do G-4: é o sexto, com 16 pontos. Foi apenas a segunda derrota da equipe na competição, a primeira em casa, mas o Alvinegro não vence há três jogos.
Liedson gol Corinthians (Foto: Ag. Estado)Liedson comemora o quinto gol dele no Brasileiro com Fábio Santos (Foto: Ag. Estado)

O Timão iguala um recorde que pertencia justamente ao Botafogo. Em 2007, o Glorioso ficou dez jogos sem perder, melhor início de campeonato desde que o torneio passou a ser disputado por pontos corridos.           
O Bota volta a jogar no próximo sábado, contra o Atlético-PR, em Curitiba, às 18h30m. No dia seguinte, o Corinthians recebe o Cruzeiro, às 16h, no Pacaembu.

Bota fica mais tempo com a bola, e Timão faz gol
Caio pisou no gramado de São Januário, tomou o lado direito do ataque do Botafogo para si e por lá ficou. Contra um, dois e até três marcadores, ele não se intimidou. Sempre que recebia a bola, partia em velocidade até a linha de fundo para tentar descolar um cruzamento. Fez isso por mais de uma vez, levou perigo, mas no fim trombava em Leandro Castán ou Fábio Santos.
Weldinho fez o mesmo pela lateral direita do Corinthians. Ele soube tirar proveito dos espaços deixados por Lucas Zen, volante improvisado na lateral, e foi figura constante nos avanços do Timão. Apesar de ter menos posse de bola, a equipe de Tite soube controlar a partida. Marcação firme e contra-ataque perigoso. Assim os corintianos assustaram. Os volantes Ralf e Paulinho se aproximavam de Danilo, William, Jorge Henrique e Liedson na frente. Os três últimos, aliás, investiram na movimentação para fugir dos marcadores.
Além de lançar Caio bem aberto pela direita, o técnico Caio Júnior apostou em Elkeson e Maicosuel pela esquerda, e Herrera mais adiantado. Mas foi com o moicano-rastafari Fábio Ferreira que o time conseguiu chegar pela primeira vez, só aos 20 minutos. Após cobrança de escanteio pela direita, a bola sobrou para o zagueiro na área, e o chute forte passou perto do travessão. Estreante da noite, o volante Renato correu, se esforçou, mas não foi além de uma boa inversão de jogo e uma cobrança de falta muito ruim.
Na base do estilo brigador, Herrera criou a melhor chance do Botafogo, aos 40. O argentino disparou até a entrada da área e bateu firme de pé esquerdo. A bola acertou a trave do goleiro Julio César, que chegara atrasado no lance. No minuto seguinte, o Bota reclamou de um pênalti. Caio acreditou na disputa de bola com Fábio Santos na linha de fundo e ganhou. Caído no gramado, o lateral esticou o braço e derrubou o atacante no limite da área. O árbitro André Luiz de Freitas Castro nada marcou.
O mesmo Fábio Santos deu o passe para o gol de Liedson, aos 43. Jorge Henrique abriu na esquerda para o lateral, ele disparou pela avenida deixada por Alessandro e cruzou no pé do camisa 9: quinto gol dele no Brasileirão.

Corinthians suporta a pressão e amplia
Não foi o Botafogo que a torcida esperava no segundo tempo. Muito pelo contrário. Em desvantagem, o time criou pouco. Apesar da vontade, Caio, Elkeson e Maicosuel voltaram sem inspiração e foram bem marcados. O Mago, por exemplo, ouviu algumas vaias nas vezes que não conseguiu superar os adversários com dribles e arrancadas. Herrera não passou de uma figura esforçada.
Com a frieza que tem marcado a campanha quase perfeita, o líder do Brasileirão foi sempre mais perigoso. William e Weldinho tiveram boas chances de ampliar. Na melhor delas, aos 26, o atacante buscou o ângulo de Jefferson. De volta depois de servir a Seleção Brasileira na Copa América, o camisa 1 saltou bonito para espalmar.
Caio Júnior fez as três alterações do Botafogo num curto espaço de tempo. Ele lançou o estrante Alexandre Oliveira no lugar de Caio, tirou Lucas Zen da lateral esquerda e colocou Márcio Azevedo e trocou Maicosuel por Thiago Galhardo. Ao deixar o campo, o camisa 7 ouviu mais vaias. O Alvinegro melhorou e criou algumas boas chances, inclusive na bola parada. Aos 33, Alexandre Oliveira recebeu cruzamento na área e, sozinho, mergulhou para cabecear na trave. No rebote, Fábio Ferreira isolou.
Tite também mudou. O técnico colocou Emerson no lugar de Jorge Henrique, Alex no de William e Edenilson na vaga de Liedson. A equipe, que havia perdido a força no contra-ataque, só voltou a assustar aos 38. Alex deixou Emerson na cara do gol, ele encobriu Jefferson, mas a bola tocou no travessão. Quase um golaço do Sheik.
Ainda havia tempo para um susto e mais um gol. Aos 41, o goleiro Julio César machucou o dedo mínimo da mão esquerda em uma defesa simples. Ao se levantar para a reposição de bola, pediu atendimento médico. Quando tirou a luva, se desesperou com o dedo mínimo da mão esquerda torto. Naquele momento, Tite não poderia mais fazer mudanças, e o camisa 1 continuou em campo. Aos 48, o golpe de misericórdia. Edenilson chutou forte, e Paulinho aproveitou o rebote de Jefferson para fazer o segundo. Quem segura o Corinthians?   
BOTAFOGO 0 X 2 CORINTHIANS
Jefferson, Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Lucas Zen (Márcio Azevedo); Marcelo Mattos, Renato, Elkeson e Maicosuel (Thiago Galhardo); Caio (Alexandre Oliveira) e Herrera. Julio César, Weldinho, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo; Jorge Henrique (Emerson), William (Alex) e Liedson (Edenilson).
Técnico: Caio Júnior. Técnico: Tite.
Gols: Liedson, aos 43 do primeiro tempo. Paulinho, aos 48 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Herrera (Botafogo); Liedson e Fábio Santos (Corinthians).
Estádio: São Januário, Rio de Janeiro. Data: 20/07/2011. Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO). Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Cristhian Pasos Sorence (GO). Público pagante: 8.128. Renda: R$ 135.010,00.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/jogo/brasileirao2011/20-07-2011/botafogo-corinthians.html

Gêmeas da seleção militar viram personagens de ‘jogo dos sete erros’

Michelle e Monique voltam a jogar juntas nos Jogos Mundiais após primeiro ano separadas; nesta quinta-feira, irmãs defendem o Brasil contra a China


Por Helena Rebello Rio de Janeiro

Durante o jogo, o nome na camisa evita mal entendidos. Mas, nos treinos, são detalhes como um brinco, a cor da joelheira ou da meia que ajudam as atletas da seleção militar de vôlei a não se confundirem quando as gêmeas Monique e Michelle Pavão estão em quadra. Habituadas a ouvirem piadas dos amigos, as duas garantem que são elas que se divertem quando os colegas não conseguem saber quem é quem.
vôlei michelle monique brasil treino jogos militares (Foto: Helena Rebello / Globoesporte.com)Monique ou Michele? No treino, detalhes ajudam colegas a reconhecer (Foto:Helena Rebello/Globoesporte)

- Tem gente que compara desde a sobrancelha, até a orelha, o sorriso, tudo. Cada um pega uma coisa. Sabem que eu tenho uma pinta mas, na hora que veem as duas juntas, pensam: “Espera aí, quem é que tem a pinta mesmo?”. Ficamos rindo com as pessoas buscando as diferenças, como se fosse um jogo dos sete erros – disse Michelle.
vôlei michelle monique pequenas (Foto: Arquivo Pessoal)Quando crianças, meninas se vestiam com mesmo
modelo, mas de cor diferente(Foto: Arquivo Pessoal)

As comparações vem desde a infância. mas algumas das situações mais curiosas pelas quais as duas passaram aconteceram quando começaram a levar o vôlei mais a sério.
- Quando jogávamos nas categorias de base, o juiz confundia com frequência. Achava que tinha erro de rodízio, falava que era a outra que estava no saque... No profissional a arbitragem não criou problema, e só as meninas confundem um pouco – disse Monique.
Na última temporada da Superliga feminina, as irmãs jogaram em equipes diferentes pela primeira vez na carreira (assista à matéria sobre o confronto entre Minas e Macaé no vídeo abaixo). Este ano seguirão separadas, mas defendendo as cores de Sesi e Praia Clube. Apesar da saudade, as atletas acreditam que o período distante contribuiu para a evolução em quadra.
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- Achamos bom ficar um tempo longe. Rola muita comparação, apesar de jogarmos em posições diferentes (Michelle é ponteira, enquanto Monique atua como oposta). Ficamos três anos juntas no Rio de Janeiro e nunca tivemos problema com as comparações. Em times diferentes as pessoas esquecem um pouco isso. Mas, foi só voltarmos à seleção (militar) que voltou tudo, todas as brincadeiras. Parece que com mais força até – disse, rindo, Michele.
Após uma sequência de passeios em quadra nos Jogos Mundiais, o Brasil deve fazer, nesta quinta-feira, o jogo mais disputado até o momento. Às 17h, a equipe verde e amarela enfrenta a China, único time também invicto na competição, no Macaranãzinho.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/Jogos-Mundiais-Militares/noticia/2011/07/gemeas-da-selecao-militar-viram-personagens-de-jogo-dos-sete-erros.html

TAS mantém só advertência, e Cielo é liberado para disputar o Mundial


Decisão, contrária à Fina, também vale para Nicholas Santos e Henrique Barbosa. Vinícius Waked, reincidente em doping, é suspenso por um ano

Por Lydia Gismondi Direto de Xangai, China

Cesar Cielo em Xangai (Foto: Reuters)Antes da decisão, Cielo treinou em Xangai
(Foto: Reuters)

O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) manteve a decisão da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) de apenas aplicar apenas uma advertência a Cesar Cielo, flagrado em antidoping. Com isso, o campeão olímpico e mundial está liberado para disputar o Mundial de Xangai, a partir da madrugada de sábado para domingo (horário de Brasília). O caso tinha sido levado ao TAS pela Federação Internacional de Natação (Fina), que, após analisá-lo, sugeriu uma suspensão.
Nicholas Santos e Henrique Barbosa, que testaram positivo para a mesma substância, também receberam somente uma advertência, pena mínima em casos de furosemida - a máxima é de dois anos.

Vinícius Waked, reincidente, foi suspenso por um ano, a contar a partir de maio. Em fevereiro do ano passado, ele foi punido por dois meses por uso de isometepteno - alegou ter ingerido sem conhecimento ao tomar um remédio para dor de cabeça.

Se fosse suspenso por mais de seis meses, Cielo ficaria fora das Olimpíadas


O campeão olímpico previa pegar no máximo dois meses de suspensão, o que permitiria a ele disputar o Mundial. Caso a punição fosse de mais de seis meses, de acordo com a Regra de Osaka, ele ficaria automaticamente fora da próxima edição das Olimpíadas (Londres-2012). Em setembro, a regra será julgada pelo TAS. O Comitê Olímpico americano tenta derrubá-la.

Nicholas e Henrique tinham se classificado para o Mundial, mas perderam as vagas porque seus índices foram conquistados durante o Troféu Maria Lenk, em maio, quando foram flagrados no antidoping. Os resultados dos quatro nadadores no campeonato foram anulados.

Treino entre o julgamento e o anúncio
Natação Cesar Cielo treino Mundial de Xangai (Foto: Reuters)Cielo previa pegar no máximo dois meses de
suspensão(Foto: Reuters)

Do fim do julgamento, em uma universidade de Sheshan, até o resultado passaram-se 18 horas. Na manhã desta sexta, Cielo treinou em uma das piscinas auxiliares disponíveis pela organização, fora do Centro Oriental Esportivo, palco do Mundial.
O julgamento durou quase seis horas. Nele estiveram presentes, além dos quatro nadadores, três árbitros e um consultor do TAS, três advogados - um dos atletas, um da Fina e um da CBDA - e pelo menos cinco testemunhas: Coaracy Nunes (presidente da CBDA), Alberto Silva (técnico de Cielo), Gustavo Magliocca (médico de Cielo), Sandra Soldan (ex-triatleta e médica da CBDA) e Ricardo de Moura (superintendente técnico de natação da CBDA).
Entenda o caso
equipe brasileira natação julgamento TAS cesar cielo  (Foto: Satiro Sodré / AGIF)Equipe brasileira na chegada ao julgamento
(Foto: Satiro Sodré / AGIF)

Cesar Cielo e os três nadadores foram flagrados em exames realizados nos dias 7 e 8 de maio, durante o Troféu Maria Lenk, no Rio de Janeiro. No início de julho, a CBDA divulgou o caso depois de decidir apenas aplicar advertência e anular os resultados deles no campeonato. O painel de controle de doping da entidade levou em conta o "histórico dos atletas". Eles teriam explicado como o diurético furosemida entrou no organismo e que não houve aumento de desempenho.
Cielo comprava os suplementos – à base de cafeína – em uma farmácia de manipulação de Santa Bárbara D'Oeste – sua cidade natal. Segundo ele, o produto foi contaminado. A CBDA disse que o estabelecimento enviou um relatório avisando sobre uma suposta contaminação das cápsulas por falta de limpeza no balcão onde as pílulas são produzidas. O estabelecimento, no entanto, negou ter assumido o erro pelo doping do nadador, mas admitiu a possibilidade de ter acontecido contaminação pelo ar.

No dia 8 de julho, o TAS recebeu da Fina um pedido formal de julgamento do caso de doping dos quatro brasileiros com urgência. A entidade sugeriu a troca da advertência dada pela CBDA por uma suspensão, a contar a partir de maio, quando os nadadores atestaram adverso para furosemida.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/aquaticos/noticia/2011/07/tas-mantem-advertancia-e-cielo-e-liberado-para-disputar-o-mundial.html

Rei do empate, Paraguai elimina Venezuela nos pênaltis e vai à final

COPA AMÉRICA DE FUTEBOL 2011


Depois de mais uma igualdade por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, time guarani vence com o brilho de Justo Villar e encara o Uruguai



Por João Paulo Garschagen e Leandro Canônico Direto de Mendoza, Argentina

Rei do empate, time da musa Larissa Riquelme e do inspirado goleiro Justo Villar, o Paraguai está na final da Copa América pela primeira vez desde 1979. Depois de mais um 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, a equipe guarani venceu a Venezuela por 5 a 3 na decisão por pênaltis, em Mendoza, e vai encarar o Uruguai, domingo, para ver quem ficará com o título. A partida terminou com brigas entre os jogadores e confusão no gramado.
A decisão do terceiro e quarto lugar, entre Peru e Venezuela, está marcada para o sábado, às 16h (de Brasília), em La Plata. Paraguai e Uruguai entram em campo no domingo, no mesmo horário, no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. As duas partidas terão transmissão ao vivo do Sportv e do GLOBOESPORTE.COM.
Finalista, a seleção paraguaia não venceu na Copa América: 0 a 0 com o Equador, 2 a 2 com o Brasil e 3 a 3 com a Venezuela, pela primeira fase, e depois 0 a 0 com a Seleção de Mano Menezes (2 a 0 nos pênaltis) e agora com os venezuelanos.
Maior surpresa da competição, a Venezuela foi superior em campo e poderia ter tido sorte melhor. A Vinotinto teve um gol anulado e acertou a trave de Villar três vezes. Assim como nas quartas de final contra o Brasil, o goleiro paraguaio brilhou e defendeu a cobrança de Lucena na decisão de pênaltis. No final da partida, cenas lamentáveis: os jogadores das duas seleções se envolveram em confusão e ficaram no gramado trocando empurrões e agressões.


MUSÔMETRO: veja as beldades da Copa América e vote na sua favorita!

jogadores do Paraguai comemora vitória nos penaltis (Foto: EFE)Paraguaios vibram com a vitória nos pênaltis contra a Venezuela em Mendoza (Foto: EFE)

Bola na trave e gol anulado
Antes de a bola rolar para Paraguai e Venezuela, na fria noite de Mendoza, os torcedores de Chile, Brasil e Argentina tentaram alguns gritos na arquibancada, mas logo os “donos” do jogo se impuseram e dominaram o local. Pena que o primeiro tempo não empolgou tanto os paraguaios e os venezuelanos.
A Vinotinto até que esboçou um bom toque de bola, mas logo deixou o Paraguai dominar as ações da partida. Barreto, por sinal, criou duas importantes chances. Aos sete minutos, ele cruzou para Verón cabecear e obrigar Vega a grande defesa. Depois, aos 15, ele mesmo chutou da entrada da área. Mas a bola passou longe.
Aos poucos, o time venezuelano, voltou a criar problemas para o Paraguai. E aos 34 minutos, após cruzamento da direita, Cichero ajeitou para Vizcarrondo abrir o marcador. O bandeirinha, no entanto, marcou impedimento e frustrou a comemoração.
O lance, porém, animou a Vinotinto, que por pouco não marcou de novo aos 42. Moreno cabeceou no travessão e no rebote Justo Villar fez grande defesa em chute de Rondón. Apesar desses lances esporádicos, o primeiro tempo da semifinal foi fraco tecnicamente e com as duas equipes arriscando muito pouco.


VEJA GALERIA COM AS MELHORES FOTOS DA PARTIDA EM MENDOZA


Mais espaço e pouca criação

 Ainda sem vencer na Copa América (empatou os três jogos da primeira fase e venceu o Brasil nos pênaltis, nas quartas de final), o Paraguai resolveu se arriscar mais no segundo tempo. E logo aos sete minutos teve uma boa oportunidade com Valdez, mas o goleiro Vega, da Venezuela, saiu bem para a defesa.
O fato de o time guarani ir mais ao ataque deixou espaços para o ataque da Vinotinto. Só que faltava mais força na criação do time venezuelano. Os jogadores até que chegavam bem à intermediária, mas o passe final não saía direito. Assim, a defesa paraguaia tinha tranquilidade para afastar o perigo.
Só que a partida virou um festival de erros e jogadas equivocadas dos dois lados. Os técnicos, então, mexeram no ataque. Na Venezuela, entrou Fedor no lugar de Moreno. E no Paraguai, Roque Santa Cruz substituiu Valdez. Santa Cruz havia ficado fora das quartas de final por conta de um problema na panturrilha direita.
E seu retorno durou pouco. Seis minutos depois de entrar em campo, ele voltou a sentir dores e teve de ser substituído por Osvaldo Martínez. Perdido em campo, o Paraguai ainda sofreu uma leve pressão da Venezuela, mas o tempo normal não saiu do 0 a 0 e a decisão foi para a prorrogação.


Vinotinto para na trave
 A prorrogação começou com pressão da Venezuela. E a Vinotinto só não abriu o placar porque a trave, mais uma vez, não deixou. Aos três minutos, Fedor desviou chute de Maldonado e a bola bateu no poste direito. Dois minutos depois, Arango bateu falta e acertou de novo a trave.
Nesse meio tempo, por reclamação, o técnico do Paraguai, Gerardo Martino, foi expulso por reclamação. E no campo, o paraguaio Santana levou o cartão vermelho por falta violenta. Ao final do primeiro tempo da prorrogação, venezuelanos e paraguaios se estranharam no centro do gramado, mas a briga foi controlada.


Só que o segundo tempo teve clima quente, com faltas mais duras e cartões amarelos. Mas a Vinotinto não se intimidou e foi para cima mais uma vez do Paraguai. O gol venezuelano, no entanto, não saiu e a decisão da vaga na final da Copa América foi para as penalidades máximas.
E nela, brilhou mais uma vez a estrela do paraguaio Justo Villar, que defendeu um pênalti na vitória por 5 a 3. Do lado paraguaio, Ortigoza, Lucas Barrios, Riveros, Martinez e Verón converteram. Do lado venezuelano, Lucena errou e Maldonado, José Manuel Rey e Fedor converteram.
Ao final da partida, uma cena lamentável: paraguaios e venezuelanos entraram em confronto e a policia argentina precisou intervir para separar.

Larissa Riquelme Mendoza 2 (Foto: João Paulo Garschagen/GLOBOESPORTE.COM)Como sempre, Larissa roubou a cena no estádio (Foto: João Paulo Garschagen/GLOBOESPORTE.COM)

PARAGUAI 0 (5) x (3) 0  VENEZUELA
Justo Villar; Marcos Cáceres, Paulo da Silva, Dário Verón e Iván Piris; Jonathan Santana, Cristian Riveros, Néstor Ortigoza e Edgar Barreto (Estigarribia); Haedo Valdez (Roque Santa Cruz) (Osvaldo Martínez) e Lucas Barrios. Vega; Rosales, Perozo (José Manuel Rey), Viscarrondo e Cichero; Lucena, Di Giorgi, González (Maldonado) e Arango; Alejandro Moreno (Fedor) e Rondón.
Técnico: Gerardo Martino. Técnico: César Farias.
Cartões amarelos: Santana, Verón (PAR); Rosales (VEN). Cartão vermelho: Santana (PAR)
Árbitro: Francisco Chacón (MEX)  Auxiliares: Leonel Leal (CRC) e Humberto Clavijo (COL)
Estádio: Malvinas Argentinas, em Mendoza (Argentina)

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-america/noticia/2011/07/rei-do-empate-paraguai-elimina-venezuela-nos-penaltis-e-vai-final.html