domingo, 5 de junho de 2011

Nadal repete história, bate Federer e fatura Roland Garros pela sexta vez

ROLAND GARROS 2011

Espanhol iguala feito de Bjorn Borg e mantém a ponta do ranking mundial

Por GLOBOESPORTE.COM Paris

Pela quarta vez, nem Roger Federer foi suficiente. O suíço tentou curtinhas, ataques de direita e esquerda, subidas à rede. Até teve suas chances, venceu de virada um terceiro set, mas novamente tombou. Assim, pela sexta vez - quatro delas, derrotando o maior rival na decisão, Rafael Nadal é campeão em Roland Garros. O espanhol, que se mantém como número 1 do mundo, triunfou por 7/5, 7/6(3), 5/7 e 6/1 e igualou a maior marca da história no saibro, pertencente a Bjorn Borg, campeão em 1974, 1975, 1978, 1979, 1980 e 1981.
Rafael Nada t tênis Roland Garros final (Foto: EFE)Rafael Nadal, seis vezes campeão em Roland Garros (Foto: EFE)

Curiosamente, Nadal, que triunfou em 2005, 2006, 2007, 2008, 2010 e 2011 conquista seu hexa com os mesmos 25 anos do grande tenista sueco. A diferença é mínima: Borg tinha 25 anos e um dia de vida quando venceu o sexto título. O espanhol, por sua vez, completou 25 há dois dias. Nadal também repetiu um feito do brasileiro Gustavo Kuerten e tornou-se o primeiro tenista desde 2001 a levantar o troféu de Roland Garros na posição de principal cabeça de chave.
Dono da maior sequência de vitórias no saibro (81 triunfos, de 2005 a 2007), Nadal já vem sendo considerado por muitos o maior tenista da história da superfície. Em Roland Garros, ele tem no currículo 45 vitórias e só uma derrota. O único revés ocorreu em 2009, diante do sueco Robin Soderling, nas quartas de final. Naquele ano, Federer aproveitou e finalmente venceu o torneio.
Este ano, na quarta final entre espanhol e suíço em Roland Garros, Federer saiu na frente, aproveitando-se de um começo bem abaixo da média do rival. Logo no segundo game, Nadal jogou uma esquerda fácil na rede e cedeu a quebra. Bem no serviço e usando com eficiência o saque-e-voleio, o suíço abriu 5/2.Federer teve um set point no oitavo game, no serviço de Nadal, mas desperdiçou a chance jogando uma curtinha para fora.
Rafael Nadal chuva tênis Roland Garros final (Foto: Reuters)A chuva interrompeu a partida por menos de 15
minutos antes do fim do segundo set (Reuters)

O número 1 aproveitou a sobrevida a cresceu nos momentos mais importantes. Passou a errar menos e, no nono game, quando Federer sacava para o set, aproveitou as chances. Quando o suíço errou uma esquerda, cedeu o primeiro break point do jogo para o rival. Nadal confirmou quando fez uma bela esquerda na paralela que Federer, à rede, não conseguiu devolver.
O jogo mudou, e Nadal assumiu o controle. No 11º game, o número 1 pressionou o saque do rival conseguindo duas passadas de esquerda. O suíço salvou um break point com uma direita que tocou a pontinha da linha, mas mandou uma esquerda na rede e cedeu nova quebra. Na sequência, o espanhol fechou o set com uma esquerda cruzada indefensável: 7/5.
As chances perdidas abalaram o suíço, que passou a errar mais e mais e acabou perdendo sete games seguidos - inclusive o primeiro game do segundo set. Federer parecia batido, mas salvou três break points no quinto game e se manteve vivo. Aos poucos, o suíço equilibrou a partida novamente e foi recompensado no oitavo game, quando Nadal salvou dois break points, mas errou uma esquerda e uma direita e cedeu a igualdade.
O jogo ganhou emoção, mas Nadal não vacilou. Com dois pontos agressivos e mais um erro do oponente, o espanhol teve break points e, mais uma vez, converteu quando Federer jogou uma esquerda para fora. Com o serviço para fechar o set, Nadal teve um break point, mas não converteu quando jogou uma esquerda para fora. Foi aí que os primeiros pingos começaram a molhar a quadra, e a partida foi interrompida.
Roger Federer tênis Roland Garros final (Foto: Reuters)Federer reagiu no terceiro set, mas não teve tênis
para conseguir a virada (Foto: Reuters)

Menos de 15 minutos depois, os tenistas já estavam em quadra novamente, e Nadal teve outro set point, mas uma boa subida à rede de Federer salvou o suíço. O espanhol, então, vacilou. Primeiro jogou uma esquerda para fora. Depois, pegou mal na bola e foi quebrado. Mais dois serviços confirmados, e a decisão foi para o tie-break.
No game de desempate, prevaleceu a consistência do número 1. Federer começou com três erros seguidos de direita, deixando o adversário abrir 4/0. Nadal ainda vacilou quando perdeu um set point ao errar uma devolução de segundo saque, mas foi perfeito no ponto seguinte, quando encaixou uma esquerda indefensável e fechou a parcial.
A torcida francesa, que sempre empurrou o suíço, desanimou. Mesmo assim, Federer começou sacando bem na terceira parcial, sem deixar o espanhol abrir vantagem. A igualdade, contudo, só durou até o sétimo game. Com uma curtinha na rede, o suíço cedeu três break points. Outro erro não forçado na sequência colocou Nadal perto do título, com 4/2 de vantagem.
Mas bastaram alguns segundos para o número 3 sair de seu pior momento para um dos melhores games do jogo. Subindo bem à rede e usando duas lindas curtinhas, o suíço devolveu a quebra e voltou a emparelhar o jogo, confirmando em seguida para deixar o placar em 4/4. Ao redescobrir as bolas curtas, Federer ganhou confiança e fez outro game perfeito para quebrar Nadal no 11º game. Sem vacilar, o ex-número 1 enfim aproveitou o momento e forçou o quarto set.
O número 1 reconheceu que precisava de mais intensidade e acordou a tempo de evitar uma quebra logo no primeiro game. Com cinco pontos sensacionais, um atrás do outro, Nadal saiu de 0/40 e confirmou o saque. Com o atual campeão agredindo mais, a partida mudou. O espanhol conseguiu enfim uma quebra no quarto game, quando Federer errou duas direitas e cometeu uma dupla falta. Depois disso, o suíço não conseguiu mais nada. O número 1 tomou as rédeas, disparou no placar e fechou o jogo com um maiúsculo 6/1.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2011/06/nadal-repete-historia-bate-federer-e-fatura-roland-garros-pela-sexta-vez.html

Cuca cobra mais garra dos jogadores

Técnico admite que Fábio e Henrique fizeram falta ao Cruzeiro contra o Flu

Por Thiago Fernandes Rio de Janeiro

Duas derrotas, um empate e apenas um ponto conquistado em três rodadas. Esse é o retrospecto do Cruzeiro no início do Campeonato Brasileiro. O futebol rápido e envolvente da Libertadores e do Mineiro não tem aparecido em campo. A conseqüência é a 17ª posição no torneio nacional.
Responsável pela armação da equipe, o técnico Cuca ainda busca explicações para o que tem acontecido com seu time. E embora considere que são vários fatores que influenciaram na queda de desempenho da equipe, um deles tem sido preponderante para o mau momento.
- O Fluminense demonstrou uma garra, uma vontade, maior que a nossa. Temos que buscar esse algo a mais também. Estamos só preocupados com a parte técnica, mas falta isso. Quando a gente junta essa garra com a nossa técnica, os resultados aparecem.
Sem querer usar isso como desculpa para o revés contra o Fluminense, Cuca admitiu que o time sentiu muito a falta de Fábio e Henrique, que estão com a Seleção Brasileira.
- Claro que os dois fazem falta. Sempre fazem – sintetizou.
O Cruzeiro volta a campo no próximo sábado, na Arena do Jacaré. O adversário será o Santos. A partida, válida pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, tem início às 18h30m (horário de Brasília).

FONTE/
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/cruzeiro/noticia/2011/06/cuca-cobra-mais-garra-dos-jogadores.html


É para você, Abel: Com dois gols de He-Man, Flu supera o Cruzeiro

Rafael Moura garante 2 a 1 para o Tricolor no Engenhão. Partida foi a última sem o treinador, que chega quarta-feira, após longa espera

Por Cahê Mota Rio de Janeiro

Em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, Abel Braga deve estar com o sorriso de orelha a orelha. Em noite de Rafael Moura, o Fluminense derrotou o Cruzeiro por 2 a 1, neste sábado, no Engenhão. Com a vitória na terceira rodada do Brasileirão, o time aguarda em clima de paz o  treinador, que, após mais de dois meses de espera, chega ao Brasil na próxima quarta-feira. Substituto de Fred, na Seleção, He-Man foi autor dos gols cariocas, enquanto Anselmo Ramon descontou.
O duelo diante da Raposa, na verdade, já representou o início da “Era Abel” nas Laranjeiras. Auxiliar do treinador, Leomir comandou a equipe do banco de reservas e viu seu primeiro pedido ser atendido: o Flu continuou marcando bem, como ele tinha analisado, mas foi mais ofensivo, com direito a uma nova boa atuação de Deco. Com a vitória, o Tricolor pula para seis pontos, na sexta colocação, e encara o Corinthians, no outro domingo, às 16h (de Brasília), no Pacaembu.
Já o Cruzeiro, equipe sensação do início do ano no futebol brasileiro, segue sua via-crúcis após a  eliminação nas oitavas de final da Libertadores. Se o título mineiro foi importante para aliviar a ressaca, em três partidas a equipe ainda não venceu no Campeonato Brasileiro e tem somente um ponto. Na 17ª colocação, o time está surpreendentemente na zona de rebaixamento e recebe o Santos, no próximo sábado, às 18h30m, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

Confira a classificação atualizada do Brasileirão!


Primeiro tempo em três atos e vantagem do Flu
O Fluminense sem Fred. O Cruzeiro sem Fábio e Henrique – todos na Seleção. Noite chuvosa no Rio de Janeiro. E público ruim. Os fatores extracampo não colaboravam para que o duelo no Engenhão fosse um grande espetáculo. Mas estavam em campo os atuais campeão e vice do Brasileirão. Motivo suficiente para que se esperasse um bom jogo. E foi o que aconteceu em um primeiro tempo dividido em três atos.
Com Montillo e Conca abaixo do esperado, Gilberto e Deco assumiram a responsabilidade de conduzir as equipes ao ataque. Foram 45 minutos divididos em tempos de 15. Na primeira parte, o Fluminense marcou pressão, dificultou a saída de bola de um Cruzeiro que quase não passou do meio-campo e abusou das jogadas pelas laterais com Mariano e Julio Cesar. Essa, por sinal, uma orientação de Abel Braga pela voz de Leomir. O Tricolor era todo ataque, mas criava poucas chances claras de gol.
A partir dos 16, a maré virou, e a cor predominante em campo foi o azul. Inquieto, Gilberto corria de um lado para o outro e conduzia a equipe mineira. O veloz Wallyson enlouquecia os zagueiros. Porém, faltava ao Cruzeiro também poder de fogo, e as melhores oportunidades surgiram em faltas pelas laterais e chutes de longa distância. Nada capaz de tirar o sono de Berna.
Até que chegou o minuto 31, e, como se fosse combinado, o Flu voltou a tomar conta do jogo. Emplacando sua terceira boa atuação consecutiva, Deco dava bons passes, driblava e levava perigo em chutes de longe. E de tanto tentar, o luso-brasileiro fez a diferença aos 46, quando cobrou falta com maestria na cabeça de Rafael Moura. O He-Man testou firme na pequena área e decretou o placar na descida para o vestiário: 1 a 0.
rafael moura  fluminense x cruzeiro (Foto: Rafael Moraes/Photocamera)Rafael Moura mostrou oportunismo: um gol em cada tempo no Engenhão (Foto: Rafael Moraes/Photocamera)

He-Man entra em ação novamente e garante vitória tricolor
Na volta para o segundo tempo, a partida perdeu suas “divisões” e passou a ser disputada em um panorama muito claro: o Cruzeiro, com Anselmo Ramon e Brandão ao lado de Wallyson no ataque, se mandava como uma avalanche em busca do empate, enquanto o Fluminense apostava nos contragolpes puxados pela dupla Conca e Deco. A tática cruzeirense surtiu mais efeito.
Tirando alguns chutes sem muito perigo de Deco e Rafael Moura, o Tricolor se mostrava mais preocupado em administrar a partida do que em atacar. E isso ficou claro no lance do gol de empate dos mineiros. Em saída para o ataque, Deco optou por segurar a bola e se escorar na marcação, em vez dos toques rápidos do primeiro tempo. Pecado mortal. Leandro Guerreiro fez o desarme, e Brandão acionou Wallyson. O camisa 9 tabelou com Anselmo Ramon e cruzou para o próprio companheiro escorar na pequena área e decretar o empate em boa trama celeste, aos 21.
O susto, porém, foi suficiente para acordar o Fluminense. Já com Araújo no lugar de Rodriguinho, a equipe trocou o marasmo pela objetividade e voltou a ficar em vantagem aos 26. Em lance digno de um apoiador, o volante Valencia descolou bom passe para Rafael Moura, livre dentro da área. O He-Man dominou, levantou a cabeça e viu um buraco gigantesco na sua frente, proporcionado pelo mau posicionamento de Rafael. Foi necessário apenas tocar no cantinho para fazer 2 a 1.
O Cruzeiro ainda assustou nos minutos finais, mas não conseguiu novo empate. Na arquibancada, gritos “o campeão voltou”. Em Abu Dhabi, felicidade e otimismo para quem, a partir de quarta, terá a missão de conduzir o barco tricolor.

Fluminense 2 x 1 Cruzeiro
Ricardo Berna, Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Julio Cesar; Valencia, Edinho, Deco e Conca (Souza); Rafael Moura (Marquinho) e Rodriguinho (Araújo). Rafael, Vitor (Pablo), Gil, Victorino e Everton (Brandão); Leandro Guerreiro, Marquinhos Paraná, Gilberto e Montillo; Wallyson e Thiago Ribeiro (Anselmo Ramon).
Técnico: Leomir. Técnico: Cuca.
Gols: Rafael Moura, aos 46 minutos do primeiro tempo. Anselmo Ramon, aos 21, e Rafael Moura, aos 26 minutos do segundo tempo.
Cartões Amarelos: Mariano e Leandro Euzébio (FLU).
Local: Engenhão, no Rio de Janeiro. Data: 04/06/2011. Arbitragem: André Luiz de Freitas Castro (GO), auxiliado por Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Fábio Pereira (TO). Público pagante: 4.530. Público resente: 6.674. Renda: R$ 131.365,00.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/2011/06/e-pra-voce-abel-com-dois-gols-do-he-man-flu-despacha-o-cruzeiro.html

Reeducar a torcida brasileira? Pode esquecer, Mano!

É louvável a tentativa de Mano em "reeducar" a torcida brasileira. Mas, será em vão.
Reeducar a torcida brasileira? Pode esquecer, Mano!
Conrado Giulietti

Talvez ainda acostumado com as posturas das arquibancadas de Corinthians e Grêmio (especialistas em apoiar o time nos piores momentos- leia-se nos mais necessários), Mano quer o mesmo comportamento daqui a dois anos.

Sentiu na pele neste sábado o mesmo que Parreira, Luxemburgo, Leão e Zagallo sentiram nas recentes passagens do Brasil no Brasil. Dunga não entra nesta lista, até porque Londres foi a casa da seleção nos últimos anos.

O público é exigente. E será ainda mais.

Não adianta fazer bico
Não adianta fazer bico
Com sua postura sempre ponderada, o treinador da seleção já deveria ter dimensionado a pressão que terá ao dirigir a equipe da casa na Copa de 2014.

Isso, se chegar até lá.

Assim como em anos anteriores, Teixeira e cia. não transparecem apoio, segurança, em caso de fracasso na Copa América.

De novo, a Copa América.
Igualzinho aos estaduais.

Não valem nada, mas valem tudo. É mais ou menos por aí.

FONTE:
http://esportes.br.msn.com/colunistas/reeducar-a-torcida-brasileira-pode-esquecer-mano

Assunção vence 'duelo': Palmeiras bate Atlético-PR e dorme na liderança

CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL 2011 - Série A


Decisivo, volante do Verdão vence disputa particular com Paulo Baier e dá passe para gol de Chico. Com o 1 a 0, time atinge a ponta da tabela



Por Diego Ribeiro São Paulo

No duelo dos especialistas em faltas de Palmeiras e Atlético-PR, deu Marcos Assunção. Foi o camisa 20 o responsável por dar a liderança provisória do Campeonato Brasileiro ao Verdão. Enquanto Paulo Baier jogou mal e saiu na segunda etapa, o volante palmeirense resolveu na bola parada - num escanteio, levantou na medida para Chico marcar o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Furacão, neste sábado, no Canindé. A assistência é a oitava do volante na temporada. E com sete pontos em três jogos, o Palmeiras dorme na ponta da tabela da competição nacional.
O time vem correspondendo à meta estabelecida pelo técnico Luiz Felipe Scolari, que pediu três vitórias em casa e dois empates fora nas primeiras cinco rodadas. A vitória também mantém a escrita palmeirense no Canindé: cinco jogos, cinco vitórias no estádio em 2011. Sem contar que a equipe ainda não sofreu gols no estádio da Portuguesa.
Enquanto o Palmeiras não sofre, o Atlético-PR não marca. A equipe de Adilson Batista segue zerada na tabela, tanto em pontos quanto em gols. Preocupação para a equipe paranaense, que jogou mal e ficou a maior parte do tempo na defesa.

Na próxima rodada, o Palmeiras vai ao Beira-Rio enfrentar o Internacional, domingo, às 16h. O Furacão recebe o Flamengo também no domingo, na Arena da Baixada, às 18h30m.

Correr para esquentar...
Em um gelado Canindé, o Palmeiras correu demais – tanto para espantar o frio, quanto para cumprir as determinações de Felipão. Sem um armador de ofício no time - Lincoln ficou no banco -, o técnico pediu movimentação e troca intensa de passes. Destaque para Adriano Michael Jackson, que ganhou nova chance depois de problemas disciplinares, e nunca mostrou tanta disposição no Verdão. Voltando várias vezes para ajudar na marcação, no melhor estilo Luan, ele atrapalhou o já tímido ataque do Atlético-PR. Na frente, porém, o camisa 19 ainda peca, segurando demais a bola.
Nos primeiros 15 minutos, o Furacão tentava fazer suas jogadas com o arisco Adaílton, arma perigosa pela faixa esquerda do campo. Marcos se assustou em pelo menos duas oportunidades criadas pelo atacante rival. Mas, aos poucos, a equipe de Adilson Batista recuou e passou a apostar somente nos contra-ataques.
palmeiras x atlético paranaense kleber (Foto: Agência Estado)O Palmeiras de Kleber estreou camisa nova contra o Atlético-PR (Foto: Agência Estado)

E aí, com posse quase integral da bola, o Palmeiras dominou. Felipão gritava à beira do gramado para os jogadores terem calma na troca de passes, justamente o que faltou. Gabriel Silva, por exemplo, perdeu um gol incrível por conta dessa ansiedade. Após boa jogada de Kleber, o camisa 6, afoito, ajeitou para o pé direito (que nem é o bom) e, da pequena área, isolou e quase acertou as arquibancadas. Em outro lance, este mais polêmico, Gabriel invadiu novamente a área e caiu em disputa com Deivid. Os palmeirenses reclamaram muito de pênalti, não marcado pelo árbitro carioca Péricles Bassols.
Sem criatividade no meio-campo, as equipes tinham suas estrelas nas bolas paradas. As faltas de Marcos Assunção levaram mais perigo que as de Paulo Baier, é verdade, mas ambos foram bola de segurança para Palmeiras e Atlético-PR. No placar das faltas cobradas num truncado primeiro tempo, 5 a 2 para Assunção. Mas nenhum gol.

...esquentar para vencer!
No início do segundo tempo, o som da animada torcida palmeirense já se misturava com o da festa junina da Portuguesa, dona do Canindé, que começava logo ali, atrás das arquibancadas ocupadas pelos torcedores do Furacão – a organizada só chegou ao Canindé com 40 minutos da etapa inicial. Em campo, a mesma falta de criatividade, com a diferença que o Atlético ficou mais incisivo com a entrada de Madson, exigindo maior trabalho de Marcos.
Em cinco minutos, porém, tudo mudou. Primeiro, Felipão sinalizou a pressão ao lançar Wellington Paulista no lugar de Adriano. Logo depois, Rômulo foi expulso por derrubar Kleber. Na sequência, Lincoln, voltando de lesão, entrou para dar a tão desejada criatividade ao meio-campo. Com um jogador a mais, era natural que o Palmeiras não saísse mais do ataque. Com raros intervalos de contragolpes atleticanos, o Verdão manteve a posse de bola, mas não conseguia levar tanto perigo assim. A retranca de Adilson foi bem montada.
Com tanta dificuldade, apelar para quem? Marcos Assunção, claro. Depois das cinco faltas sem sucesso no primeiro tempo, o camisa 20 fez a diferença na sua única chance da etapa final. Aos 30, a jogada que todo palmeirense sabe de cor e salteado: bola cruzada da esquerda, fechadinha, implorando por um desvio para as redes. Desta vez, foi o volante Chico quem cabeceou, de costas para o gol, para fazer 1 a 0 Verdão. Foi o primeiro gol dele com a camisa alviverde, oitava assistência do garçom Assunção na temporada.
Aí sim, os palmeirenses ficaram aliviados – time e torcida. Mais leve, o Verdão tentou buscar o segundo gol e encontrou muitos espaços para ampliar o marcador. No entanto, os constantes erros de finalizações voltaram a aparecer, principalmente com Luan, que parece ter gasto toda sua pontaria só para fazer aquele golaço contra o Cruzeiro, na rodada anterior. Nada que atrapalhasse a festa. Três jogos, sete pontos: a meta de Felipão vem sendo cumprida à risca.
palmeiras 1 x 0 atlético-pr
Marcos, Cicinho (Chico), Danilo, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik (Lincoln) e Luan; Adriano (Wellington Paulista) e Kleber. Marcio, Rômulo, Manoel, Rafael Santos e Paulinho; Deivid, Marcelo Oliveira (Robston), Branquinho e Paulo Baier (Kleberson); Nieto e Adaílton (Madson).
Técnico: Luiz Felipe Scolari Técnico: Adilson Batista
Gol: Chico, aos 30 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Kleber, Patrik, Chico (PAL); Deivid, Rômulo (CAP). Cartão vermelho: Rômulo (CAP).
Estádio: Canindé, em São Paulo (SP). Data: 4/6/2011. Árbitro: Péricles Bassols Cortez (RJ).
Auxiliares: Dibert Pedrosa (Fifa-RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ).
Público: 10.372 pagantes. Renda: R$ 274.532,00

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/2011/06/assuncao-vence-duelo-palmeiras-bate-atletico-pr-e-dorme-na-lideranca.html

Com Murilo e Gustavo, Brasil perde set, segura a Polônia e segue na ponta

Seleção deixa o Rio de Janeiro invicta após quatro jogos na Liga Mundial. Próximo desafio será em Belo Horizonte, sábado e domingo, contra os EUA

Por Helena Rebello Rio de Janeiro

Nem a estreia de Murilo, melhor jogador do mundo, impediu que o Brasil perdesse um set pela primeira vez na Liga Mundial 2011. Em jogo ainda mais duro do que o da véspera, a seleção brasileira passou apertos, mas conseguiu segurar a Polônia. Gustavo, irmão mais velho de Murilo, voltou a ser titular e ajudou o time vencer por 3 sets 1 (28/26, 23/25, 26/24 e 25/23). Com Serginho mais uma vez espetacular nas defesas e Lucão seguro no saque e no meio de rede, os comandados de Bernardinho levantaram os cerca de 11 mil torcedores no Maracanãzinho e deixam o Rio de Janeiro invictos, com quatro vitórias na caminhada rumo ao decacampeonato.
O Brasil se isolou ainda mais na ponta do Grupo A, com 12 pontos e 100% de aproveitamento. A Polônia, que venceu apenas o confronto de estreia contra os Estados Unidos, tem três pontos e ocupa a terceira colocação. O que não preocupa a equipe europeia, já que a classificação para a fase final está garantida por ser a sede da disputa.

Agora a seleção parte para Belo Horizonte, onde enfrentará os Estados Unidos no próximo fim de semana. Os americanos perderam apenas um dos quatro jogos - para a Polônia, fora de casa. A Rede Globo transmite ao vivo as partidas, direto do Mineirinho.
vôlei Gustavo Murilo Brasil x Polônia (Foto: Maurício Val / VIPCOMM)Gustavo (esquerda) e Murilo tentam parar o ataque polonês (Foto: Maurício Val / VIPCOMM)

O Brasil voltou à quadra do Maracanãzinho com duas alterações em relação ao time da véspera. Além de Murilo – no lugar de João Paulo Bravo -, Gustavo iniciou a partida contra os poloneses na vaga de Rodrigão. O caçula tinha sido liberado dos jogos em Porto Rico por problemas pessoais. O mais velho, de volta à seleção, só jogou a segunda partida como titular. Neste domingo, os dois, juntos, marcaram oito pontos de bloqueio. Murilo, com 17, foi o maior pontuador do Brasil. O polonês Kurek, de 22 anos, anotou 28 pontos.

Brasil tem dificuldade em superar o bloqueio polonês
vôlei Giba Brasil x Polônia (Foto: Maurício Val / VIPCOMM)Giba ataca pela ponta, sobre o bloqueio
(Foto: Maurício Val / VIPCOMM)

A Polônia abriu o placar em um ataque rápido no meio de rede com Mozdzonek, e o Brasil respondeu na seqüência em um ataque colocado do caçula da família Endres. Diferentemente da véspera, quando insistiu em jogadas com Giba, Bruninho variou mais o jogo. E, novamente, em Leandro Vissotto, encontrou o melhor caminho. Sem marcação, o oposto fez dois pontos de ataque seguidos e conseguiu um ace, deixando a seleção com 7 a 5 no placar. A boa série terminou com um saque muito ruim, que passaria por baixo da rede se o levantador brasileiro não tivesse segurado a bola antes.

Do lado adversário, o destaque permanecia sendo o bloqueio: parou Gustavo e Murilo em sequência. Giba, explorando justamente o paredão rival, deixou o time na frente na primeira parada técnica: 8 a 7.

O jogo seguiu bastante equilibrado. Com o passe quebrado e uma indefinição no ataque, Bruninho foi quem cortou para novo ponto do bloqueio europeu: 10 a 10. E se Giba virava para o Brasil, lá estava Kurek para empatar. Quando Gustavo subia com perfeição para bloquear, Modzdonek dava o troco pelo meio.

O 15º ponto brasileiro veio após duas pancadas de Lucão. O central, muito bem no saque, dificultou a recepção do outro lado da quadra, permitindo que Gustavo se transformasse em muralha mais uma vez: 16 a 14.

Com Kurek e Jarosz na rede, os visitantes fizeram 18 a 17 e retomaram a ponta. O Brasil ainda buscou a igualdade duas vezes com Gustavo e Vissotto antes de Bernardinho fazer a inversão. Em quadra, Wallace marcou seus dois primeiros pontos com a camisa do país, e deixou o placar em 22 a 22. Kubiacki, no saque, teve a chance de fechar o set, mas Gustavo deu sobrevida com uma cravada pelo meio. A disputa ponto a ponto se estendeu até um bloqueio de Giba dar números finais à parcial: 28 a 26.

Tropeço no segundo set
vôlei Wallace Brasil x Polônia (Foto: Maurício Val / VIPCOMM)Wallace tenta passar por Kubiak e Kosok
(Foto: Maurício Val / VIPCOMM)

No segundo set, Murilo bloqueou para abrir a contagem, e Kurek, em uma largadinha, igualou. No lance seguinte, os irmãos Endres subiram junto com sucesso na rede. O caçula voltou a se destacar, agora no saque e contando com a sorte: a bola bateu na fita e enganou a recepção rival - 4 a 2. Após um saque para fora para cada lado, os poloneses bloquearam duas vezes para fazer 7 a 5, e apatia brasileira diante das bolas rebatidas irritou Bernardinho.

Após a volta da parada técnica - a Polônia vencia por 8 a 6 -, Serginho voltou a brilhar na defesa, mergulhando como um garoto. O ataque para fora de Leandro Vissotto, entretanto, ampliou a vantagem rival. A diferença fez o técnico brasileiro antecipar a inversão e pôr Wallace e Marlon em quadra. O oposto fortaleceu o bloqueio, mas Kurek e Mozdzonek, inspirados, abriram 12 a 8. A distância chegou a cinco pontos no segundo intervalo, em uma virada de segunda para fora do levantador do RJX: 16 a 11.

O Brasil ensaiou uma reação com ataques de Murilo e Wallace, mas o bloqueio polonês seguiu implacável. Após dois pontos de Lucão pelo meio, Bernardinho tentou fortalecer a linha de passe e pôs João Paulo Bravo no lugar de Giba e ainda chamou Bruninho e Vissotto de volta. Murilo chamou a responsabilidade, e boas defesas de Gustavo no fundo e um bloqueio de Lucão fizeram a diferença cair para um ponto 23 a 22. A vontade brasileira, porém, não foi o bastante para segurar Kurek. Em uma bola na diagonal, o ponteiro empatou a partida: 25 e 23.

Apagão e reação
vôlei Bernardinho Brasil x polônia (Foto: EFE)Bernardinho, sempre nervoso, chega a morder a
mão durante a partida (Foto: EFE)

A terceira parcial manteve o equilíbrio no início. Enquanto Kurek dava pancadas de um lado, Lucão soltava o braço do outro. Na primeira parada técnica, a Polônia tinha dois pontos de vantagem: 8 a 6. O tempo fez bem ao Brasil, que marcou seis pontos em sequência em erros de Kurek e Kubiack e com Vissotto e João Paulo Bravo no ataque: 12 a 8.

Abatidos, os poloneses passaram a provar do próprio veneno, com Lucão e Vissotto bloqueando com perfeição para ampliar a margem para 16 a 11. Desta vez, foram os visitantes que acordaram com a bronca no intervalo. Com seis pontos seguidos, o grupo recuperou a ponta e fez Bernardinho pedir tempo pela segunda vez em poucos minutos: 17 a 16.

O Brasil recuperou a dianteira em um ponto emocionante. Murilo se esticou o quanto pôde para salvar o ataque polonês, e Lucão virou na diagonal. A torcida no Maracanãzinho explodiu e nem deu atenção à cravada de Kurek. Marlon insistiu nas jogadas com o central, que virou mais uma, mas errou o que seria o ponto do set. Não fez falta. Após uma cortada de Murilo e uma bola fora de Bartman, a seleção encerrou a parcial em 26 a 24.

O Brasil estava a um set da vitória por três pontos. Na Liga Mundial, caso o jogo vá para o tie-break, a vitória vale apenas dois; o outro vai para o perdedor. E o time de Bernardinho sabia que um dos caminhos era segurar Bartman. Com um bloqueio sobre o polonês, abriu 5 a 2. Murilo, em ataque pela entrada de rede, ampliou.
vôlei Lucão Brasil x Polônia (Foto: Maurício Val / VIPCOMM)Lucão foi um dos destaques da partida
(Foto: Maurício Val / VIPCOMM)

A seleção, porém, de novo diminuiu o ritmo e deixou a Polônia encostar em 8 a 6 no tempo técnico. Bernardinho, já bem mais calmo, passava tranquilidade ao time. Um erro de Bartman, sem bloqueio, fez a diferença subir para quatro pontos pela primeira vez no set. Um bloqueio de Murilo/Gustavo e um ace de Wallace aumentaram a vantagem para 15 a 9.

Os poloneses não aliviaram. A diferença caiu para um ponto - 16 a 15 - depois de um ace de Kurek. E foi ele quem empatou a partida, em 16. Depois, sacou na rede. A torcida comemorou como uma vitória. Mas a vitória ainda estava longe. Murilo, em um ataque para fora, desperdiçou a chance de abrir dois pontos e, ao ser bloqueado, viu a Polônia passar à frente: 22 a 21. Gustavo, numa bola no meio, vingou o irmão. Jarosz atacou para fora, e o técnico Andrea Anastasi parou o jogo. Na volta, novo empate - em 23. Gustavo voltou a marcar e deu o match point ao Brasil. Ele foi para o saque, e Lucão e Marlon fecharam com um bloqueio.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2011/06/com-murilo-e-gustavo-brasil-perde-set-segura-polonia-e-segue-na-ponta.html

Fred ignora reprovação da torcida e fala em adquirir entrosamento

O atacante Fred foi um dos jogadores da seleção brasileira mais vaiados pela torcida que foi ao Serra Dourada durante o empate sem gols com Holanda, em Goiânia. Em determinado momento do jogo, o público chegou a gritar: "Tira o Fred! Tira o Fred! Tira o Fred!". Ainda assim, o jogador do Fluminense gostou de sua atuação.

"A nossa equipe jogou mais em cima da Holanda, criando muitas oportunidades. Foi bom. Só faltou o gol e a vitória, que era o que a torcida e nós queríamos", comentou Fred.

Surpreendentemente escolhido para ser o centroavante titular do Brasil no amistoso, Fred tinha a missão de convencer o técnico Mano Menezes de que pode ser útil na Copa América. "O meu retorno foi bom para adquirir entrosamento com os jogadores de ataque", resumiu.

Durante a partida, no entanto, Fred não foi protagonista. Mas ele não se viu abaixo da média de seus companheiros: "Como? Não. Está todo mundo tranquilo".

Fred terá mais uma chance de conseguir uma atuação convincente. Na terça-feira, o Brasil fará amistoso com a Romênia no Pacaembu. Mano Menezes anunciará a lista de convocados para a Copa América em seguida.

FONTE:
http://esportes.br.msn.com/futebol/fred-ignora-reprova%C3%A7%C3%A3o-da-torcida-e-fala-em-adquirir-entrosamento

Com jeitão de flashback, Nadal e Federer voltam a decidir em Paris

Título do suíço tira espanhol da liderança do ranking e põe Djokovic no topo

Por GLOBOESPORTE.COM Paris

Nos últimos seis meses, só deu Novak Djokovic no circuito mundial. O sérvio venceu tudo que disputou e rebaixou Rafael Nadal, atual número 1 do mundo, e Roger Federer, número 3, a coadjuvantes. Nos últimos meses, a sequência de 43 vitórias do sérvio era o maior assunto do tênis. Até que Roger Federer, em uma exibição espetacular, finalmente abateu Nole e marcou mais uma final em Roland Garros com seu maior rival.
federer nadal final roland garros tênis (Foto: Editoria de Arte/GLOBOESPORTE.COM)
Nadal e Federer não fazem uma final de Grand Slam desde o Australian Open de 2009. Naquela época, os dois brigavam acirradamente pela liderança do ranking e raramente eram ameaçados por adversários. Hoje, Nadal não reina mais absoluto no saibro e Federer, a cada atuação abaixo da média, ouve e lê comentários sobre sua suposta decadência.

Depois de duas semanas e belas atuações de espanhol e suíço, os dois se encontram às 10h (de Brasília) deste domingo para reviver a rivalidade que mais mexeu com o tênis na última década. Será a quinta final de Roland Garros entre eles. Em 2006, 2007 e 2008, Nadal levou a melhor. Espanhol e suíço também se enfrentaram na semifinal em 2005, vencida por Nadal. Ao todo, já são 24 duelos, e o atual número venceu a maioria: 18.
Para Nadal, uma vitória lhe renderá, além do 1,2 milhão de euros (cerca de R$ 2,76 milhões), um recorde e a manutenção do post de número 1 do mundo. Com o sexto título em Roland Garros, ele se igualará ao sueco Bjorn Borg, homem que maior venceu na história do torneio. Uma derrota, por outro lado, colocará Novak Djokovic na liderança do ranking.
Para Federer, campeão no saibro parisiense em 2009, um título significará o 17º troféu de Grand Slam em sua carreira. Absoluto entre os homens (Pete Sampras, segundo maior vencedor, tem 14 títulos), o suíço fica atrás apenas de mulheres na lista dos maiores vencedores do tênis: Margaret Court, com 24 Slams conquistados, é a recordista.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2011/06/com-jeitao-de-flashback-nadal-e-federer-voltam-decidir-em-paris.html

Ceará e Botafogo empatam no bom duelo em preto e branco: 2 a 2

CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL 2011 - Série A


Defesas falham em jogo com muita disposição e apenas dois cartões



por GLOBOESPORTE.COM

Bom público - ainda que o divulgado oficialmente tenha sido de aproximadamente10 mil pagantes -, boa partida, muita movimentação, quatro gols, emoção até o fim e apenas dois cartões amarelos. Como lado negativo, as falhas das defesas. Mas quem foi ao estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, ou acompanhou pela TV, não se arrependeu. Neste sábado à noite, o duelo em preto e branco entre Ceará e Botafogo mostrou duas equipes empenhadas em vencer. O empate por 2 a 2 até que acabou justo. O Alvinegro carioca mandou na primeira etapa. O Vovô, na segunda.
Elkeson e Antônio Carlos marcaram para o Botafogo que, com quatro pontos, ocupa a zona intermediária da tabela. Osvaldo e Michel fizeram os do time da casa, que também tem quatro pontos. Na quarta rodada, o Vovô vai a Goiânia encarar o Atlético-GO, no Serra Dourada, no próximo domingo. O clube carioca receberá no mesmo dia, no Engenhão, o Coritiba.
botafogo x ceará herrera (Foto: Agência Estado)Muito isolado no ataque, Herrera pouco produz no seu retorno à equipe do Botafogo (Foto: Agência Estado)

Velocidade
Foi num ritmo alucinante que o duelo de alvinegros começou e ficou por um bom tempo na primeira etapa. Com esquema privilegiando ocupar bem o meio-campo - o 4-5-1 -, o técnico Caio Junior deu a senha de que queria um Botafogo frenético na marcação e chegando com velocidade ao ataque. O time imprensou de cara o Vozão em seu campo defensivo. Marcelo Mattos e Lucas Zen faziam o trabalho de operários para os três meias imprimirem seu ritmo.
Do lado direito, Maicosuel buscava as boas arrancadas que sabe dar com a bola no pé e chamava Alessandro para tabelar nas ultrapassagens. Pela esquerda, era Everton que procurava abrir o leque de opções - na primeira jogada, reclamou com razão de uma falta cometida por Fabrício, que interceptou a bola com o braço perto da grande área. O árbitro Sálvio Spinola mandou o jogo seguir.
E como seguiu. Com dois meias abertos e o outro - Elkeson - mais centralizado, o Botafogo tocava bem a bola. Mas o esquema deixava o atacante argentino Herrera - de volta à equipe - muito isolado na frente. Nenhum dos três armadores se aproximava do camisa 17 na área. Esse foi o grande problema. A zaga do time cearense acabou com o trabalho facilitado.
Se a defesa do Vovô dificultava a vida do Botafogo, o meio-campo, aos poucos, foi tirando o time do sufoco imposto pelos visitantes. Com três volantes e Iarley na armação, procurava explorar os contra-ataques, contando com a velocidade de Marcelo Nicácio e Osvaldo, deslocado para o lado direito para aproveitar as saídas do lateral Cortês.

Gols e show de erros do árbitro
Não dava certo. Pior: foi Cortês quem puxou a jogada fatal do gol alvinegro, aos 28 minutos. Em arrancada pela esquerda, tocou para Elkeson, que arriscou um forte chute da entrada da área. A bola quicou e enganou o goleiro Fernando Henrique, que falhou no lance.
 Sorte do Ceará é que a defesa do Botafogo, até então impecável na partida, começou a falhar. O mesmo Osvaldo já aparecia pela meia esquerda. Por ali recebeu presente de Fábio Ferreira, que hesitou com Antônio Carlos para ir na bola e tocou errado dentro da área. O perigoso camisa 10 do Vovô bateu e ainda contou com desvio do camisa 4 do Alvinegro carioca para tirar o goleiro Renan do lance: 1 a 1, aos 35 minutos.

Erros piores, só os do árbitro Sálvio Spinola, que mostrou péssima colocação em dois lances (veja no vídeo acima). Em um, "tabelou" com Everton na jogada do Botafogo. No outro, esbarrou no lateral Vicente, atrapalhando o Vovô. Mas a maior irritação foi de Maicosuel e Herrera, após Lucas Zen errar um contra-ataque pela direita. O jeito era explorar mesmo o lado esquerdo, e Cortês bem que fez o serviço direitinho ao ir à linha de fundo e centrar na medida para Everton cabecear para fora a chance do desempate.

Duelo tático e mais gols
O empate na primeira etapa acabou injusto para o Botafogo, melhor na partida, ainda que o Ceará tenha crescido um pouco nos minutos finais - esbarrou na fraca pontaria dos atacantes. O técnico Vagner Mancini resolveu mexer no lado direito do time: sacou o lateral Murilo, dominado por Cortês. Botou o garoto Sinho, um meia ofensivo pela direita, e deslocou João Marcos para a lateral - justamente o que subiu melhor ao ataque e até criou boa chance.
Caio Junior deu o troco. Botou Maicosuel no lado esquerdo para ajudar Cortês e passou Everton para armar pela direita. A partida ficou equilibrada. O Vovô melhorou o jogo aéreo, mas Marcelo Nicácio desperdiçava chances. Do lado alvinegro, Elkeson mostrava seu poder de fogo nos chutes de fora da área - em uma boa oportunidade, Fernando Henrique, dessa vez, conseguiu espalmar.
Everton sumia em campo, dando sinais de cansaço. Acabou trocado por Thiago Galhardo. O Ceará subia mais ao ataque, e Michel, que tomava conta do meio-campo e já arriscara antes de fora da área, recebeu de Iarley e bateu na veia aos 17. Renan ainda tocou na bola. Apesar da violência e da beleza, o chute não era indefensável.
A virada do Ceará fazia jus ao domínio no segundo tempo. Mais compacto, o time tocava melhor a bola, e o Botafogo sentia o golpe do segundo gol. O Alvinegro carioca já não mostrava a velocidade e o vigor da primeira etapa. Mas é aí que a bola pune. Era cedo para o Ceará se limitar a tentar esfriar o jogo. E se no primeiro tempo a zaga do Botafogo deu presente para o Vovô, a cearense devolveu. Em falta cobrada pela direita, aos 28 minutos, Marcelo Mattos veio de trás e deu carrinho na bola, que sobrou para Antônio Carlos, livre, empurrar para as redes.
Os técnicos voltaram a mexer. Vagner Mancini sacou o apagado Marcelo Nicácio e pôs Júnior. Caio Junior trocou os cansados Lucas Zen e Maicosuel por Somália e Caio, Depois, o Ceará fez a última mexida, com Geraldo no lugar de Iarley. Júnior quase fez de cabeça para o Vovô. Thiago Galhardo mandou na trave. Foi emoção até o fim. Ninguém merecia perder.
ceará 2 x 2 botafogo
Fernando Henrique, Murilo (Sinho), Fabrício, Erivélton e Vicente; Michel, João Marcos, Eusébio e Iarley (Geraldo); Osvaldo e Marcelo Nicácio (Júnior). Renan, Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês: Marcelo Mattos, Lucas Zen (Somália), Everton (Thiago Galhardo), Maicosuel (Caio) e Elkeson; Herrera.
Técnico: Vagner Mancini Técnico: Caio Junior.
Gols:no primeiro tempo, Elkeson, aos 28, e Osvaldo, aos 35 minutos. No segundo tempo, Michel, aos 17, e Antônio Carlos, aos 28 minutos.
Cartões amarelos: Antônio Carlos (Botafogo) e Erivélton (Ceará)
Local: Estádio Presidente Vargas (CE). Competição: Campeonato Brasileiro. Árbitro: Sálvio Spínola (SP). Auxiliares: João Chaves (SP) e Eduardo Neves (SP). Público: 9.945 pagantes.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/jogo/brasileirao2011/04-06-2011/ceara-botafogo.html